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Mãe aparece abraçando um bebê que acabou de ser diagnosticado com autismo em um consultório médico, no fundo, é possível ver uma médica

Meu filho foi diagnosticado com autismo moderado, o que fazer agora?

Autismo moderado é um termo comum usado para se referir ao autismo de nível 2 de suporte, onde a pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem dificuldade moderada na comunicação e linguagem funcional e na interação social, e que podem precisar de auxílio na execução de atividades da vida diária.

O autismo moderado apresenta sinais semelhantes a outros graus de autismo, diferindo somente na intensidade da manifestação de características do espectro.

Isso porque existem sinais que fazem parte da chamada “díade do autismo”, que se caracterizam pela dificuldade de comunicação e interação social, além da presença de comportamentos repetitivos e restritivos. Para receber o diagnóstico é preciso que a pessoa apresente sinais (mais ou menos intensos e/ou perceptíveis) dos dois grupos citados acima, além disso, os sinais precisam impactar a vida e o desenvolvimento.

É preciso ressaltar sempre que: com intervenções multidisciplinares e terapias que auxiliam no desenvolvimento de cada pessoa, é possível, sim, promover bem-estar para a pessoa com todos os graus de TEA.

Graus de autismo

O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que se caracteriza por dificuldades na comunicação e interação social. O TEA pode variar conforme a intensidade da manifestação dos sinais de dificuldade na comunicação e interação social, bem como os padrões de comportamentos restritos e repetitivos.

Os graus do autismo são divididos em 3 níveis, sendo conhecidos também por autismo: leve, moderado ou severo.

Essa divisão é uma forma que a comunidade médica e profissional de saúde utiliza para descrever simplificadamente o diagnóstico de autismo para as famílias. Assim, é bastante comum ouvir as separações para descrever os 3 níveis de suporte.

Segundo o manual de diagnóstico, o DSM-5, a classificação do TEA é feita da seguinte forma:

  • Nível 1 – Leve:
    • – 6A02.0 TEA sem Deficiência Intelectual (DI) e com leve ou nenhum prejuízo de linguagem funcional
    • – 6A02.1: TEA com DI e com leve ou nenhum prejuízo de linguagem funcional
  • Nível 2 – Moderado:
    • 6A02.4: TEA sem DI e com ausência de linguagem funcional
    • 6A02.5: TEA com DI e com ausência de linguagem funcional
  • Nível 3 – Severo:
    • 6A02.4: TEA sem DI e com ausência de linguagem funcional
    • 6A02.5: TEA com DI e com ausência de linguagem funcional

Sinais de autismo moderado

Como falamos acima, os sinais de autismo moderado são semelhantes ao grau leve e severo, podendo ser observados ainda na primeira infância. No entanto, alguns sinais podem ser menos perceptíveis do que os casos de TEA nível 3 e mais aparentes do que os casos de autismo nível 1.

No caso do autismo moderado, há sinais mais comuns que podem aparecer, mas nem sempre toda pessoa com autismo vai – necessariamente – apresentá-los, pode ser que a criança apresente outra característica que se enquadre no grau de autismo. São mais comuns alguns sinais:

  • Quando a criança faz pouco ou nenhum contato visual;
  • Apresentar resistência ao toque;
  • A criança apresenta predileção por objetos que não causam interesse em outras pessoas;
  • Brincar de maneira diferente das outras crianças (exemplo: colocar o carrinho de ponta cabeça e girar as rodinhas;

Alguns dos sinais, inclusive, podem ser observados logo na primeira infância (0 a 6 anos) como:

  • O bebê não responde quando é chamado pelo próprio nome – não vira o rosto;
  • Não desenvolve a fala até os 2 anos;
  • Não reage a expressões faciais – por exemplo: não sorri quando alguém sorri ou faz uma brincadeirinha;
  • Insiste na rotina e tem crises quando algo foge do controle.

Apesar de cada criança se desenvolver à sua maneira, existem marcos do desenvolvimento específicos para cada idade. Um atraso neles não necessariamente caracteriza autismo, mas é preciso estar alerta aos marcos, além de acionar os profissionais que acompanham o desenvolvimento da criança para quaisquer dúvidas que possam surgir.

Quais terapias e intervenções são indicadas para o autismo moderado?

As intervenções e terapias para o autismo são necessárias para auxiliar no desenvolvimento da pessoa com TEA, seja ela na área social, da comunicação, comportamental (ajudar a lidar com crises ou responder de forma mais funcional às crises) e, até mesmo, na parte física, como o desenvolvimento motor fino e grosso, por exemplo.

Muitas terapias comuns para o autismo já são consideradas práticas baseadas em evidências, ou seja, têm resultados comprovados em sua aplicação com pessoas no espectro.

Algumas intervenções podem ser feitas por profissionais da:

Terapia Ocupacional (T.O.)

A Terapia Ocupacional promove, mantém e desenvolve habilidades necessárias e funcionais para que a pessoa com TEA possa se adaptar de forma funcional no dia a dia. Além do desenvolvimento sensorial proporcionado pela T.O para integração sensorial, outras habilidades também são desenvolvidas, como: emocional, física e cognitivas;

Fonoaudiologia

aonoaudiologia é uma especialidade que trabalha diretamente na fala, com o intuito de ampliar as habilidades de fala e linguagem, é uma das intervenções que usam a Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), que possibilita o aprendizado de pessoas que não possuem a linguagem oral funcional. E não só isso, a fonoaudiologia também pode auxiliar pessoas com TEA em casos de seletividade alimentar, dificuldades para engolir e até outros transtornos alimentares;

Não deixe de ler nosso conteúdo completo sobre CAA e saiba como ela ajuda no desenvolvimento de crianças com autismo

Análise do comportamento aplicada (ABA)

A Análise do Comportamento Aplicada (do inglês Applied Behavior Analysis) pode ser utilizada em intervenções para pessoas com autismo visando entender e ajudar com um determinado comportamento. A intervenção faz uso de práticas científicas baseadas em evidências, que é o termo usado para determinar um conjunto de procedimentos para os quais os pesquisadores forneceram um nível aceitável de pesquisa que evidencia que a prática produz resultados positivos para pessoas com TEA.

Apesar do autismo moderado apresentar uma diferente necessidade de suporte, as intervenções não precisam ser feitas separadas diretamente ao nível de autismo, pois tudo depende da dificuldade da pessoa.

Por exemplo: se a criança com autismo severo apresenta uma dificuldade maior na hora da alimentação, ou por apresentar seletividade alimentar, ou no momento da deglutição (engolir), comparada a dificuldade motora, portanto, o tratamento de fonoaudiologia deverá ser reforçado em comparação a outras áreas. Claro que isso varia de caso em caso e, principalmente, de acordo com a evolução da criança.

Quando falamos em necessidades de suporte nas atividades da vida diária, falamos principalmente em necessidades e atividades básicas, que naturalmente fazem parte da rotina. Em casos de dificuldades, é preciso procurar um Terapeuta Ocupacional para desenvolver as habilidades:

Na Terapia Ocupacional, e também na Fonoaudiologia, é trabalhada a percepção dos cinco sentidos, justamente para apresentar diferentes texturas, tamanhos, gostos, cheiros, sabores, etc para a pessoa com TEA, dessa forma, cria-se uma percepção do mundo ao redor que ela ainda não possui, ou que tem dificuldade em perceber por conta de disforias sensoriais e estímulos (demais ou de menos).

criança e terapeuta ocupacional brincando

O autismo moderado pode piorar?

Já falamos aqui em nosso blog sobre uma dúvida comum de muitas pessoas cuidadoras: o autismo leve pode piorar? E é importante ressaltar também nesse texto que: nunca devemos dizer que o autismo pode piorar ou melhorar, porque não existe nenhum nível melhor ou pior dentro do espectro.

Dizer que algum nível é melhor ou pior que outro, é prejudicial e pode criar um sentimento de que algo é mais ou menos fácil, o que não é verdade.

Pelo autismo ser um espectro, é possível sim que a pessoa caminhe entre os níveis de autismo, baseado no desenvolvimento e no que diz respeito ao repertório de aprendizagem e habilidades.

Por isso é tão importante contar com o apoio de uma equipe multidisciplinar, a qual vai acompanhar a jornada de desenvolvimento da pessoa com TEA, criar estratégias individualizadas que levem em consideração as necessidades e habilidades singulares, e também mensurar resultados conforme o desenvolvimento acontece.

Aqui em nosso blog falamos sobre intervenções multidisciplinares que ajudam na jornada de desenvolvimento, promovem bem-estar e qualidade de vida. Clique no botão abaixo para saber de mais:

Intervenções para autismo

Terapias para a sua criança autista pelo plano de saúde

10 respostas para “Meu filho foi diagnosticado com autismo moderado, o que fazer agora?”

  1. Meu filho de 1 ano e 8 meses
    Ainda não foi diagnosticado com Autista mas eh percebo muitas coisas né ( ele bate a cabeça todas as vezes no chão mas não chora , não gosta de doce , só de coisa salgada
    Também ele gosta muito de brincar mas quando ver outras crianças ele quer participar mas no momento quer ele brinca por ex com quebra cabeça qualquer um pode montar mas na vez dele ele não consegue começar a ser bater só , bate bastante a cabeça no chão
    Ele também quer ele vai dormir ele ser estressado só dormir assistindo mas quando acordar começa a gritar e a ser bater toda hora mas quando está com o pai dele. Ele ser sente sozinho a quer começar a mim grita pra poder alcançar ele mas nao sei o quer fazer teria como vc mim ajunda nisso pq ficou com medo dele ficar muito irritada

    • Olá, Lorena. Como vai? Esperamos que muito bem.

      É completamente compreensível que você se sinta preocupada e perdida, especialmente porque ele é muito novo, e comportamentos como bater a cabeça no chão sem chorar, a seletividade alimentar (preferir só salgado) e as crises de agressividade (se bater e gritar) são muito difíceis de lidar e causam muita aflição.

      O que você está descrevendo indica que seu filho está enfrentando dificuldades significativas de regulação emocional e sensorial, e ele está comunicando o desconforto da única forma que consegue. É muito importante buscar ajuda profissional para entender o que está acontecendo. Procure um neuropediatra e um terapeuta ocupacional com foco em Integração Sensorial o mais rápido possível. Eles poderão fazer uma avaliação completa, seja para um diagnóstico de TEA ou para outras questões de desenvolvimento, e fornecerão estratégias práticas e seguras para manejar as crises (como a de bater a cabeça) e a dificuldade em interagir com outras crianças. Você não está sozinha, e a ajuda profissional fará toda a diferença para o bem-estar e o desenvolvimento dele.

      Conte sempre conosco.

      Abraços.

  2. Boa noite é uma satisfação em pode falar cm vc
    Meu neto tem 2 anos e foi diagnosticado cm grau2 ,porém ele atende quando é chamado pelo nome ,imita tudo q ensinamos,bate parabéns , dança ao ouvir som de música ,se alimenta muito bem ,porém não gosta de nada doce ,só sucos ,gosta de brincar adora mexer cm pintura ,bagunça tudo em casa ,guarda roupa , armário de cozinha ,imita as coisas q fazemos de serviço de casa ,ex pega a vassoura e fica tentando varrer observa as coisas fazemos ,porém se encômoda cm barulho brutos ex moto , liquidificador e furadeira ,não interage cm outras crianças ,não sei se é pq fica muito tempo sozinho em casa cm a mãe.
    Mas cm tudo isso ele ainda não fala ,apesar de já ter falado algumas palavras ,mamãe,papai ,água ,auau tete, mais demora muito tempo pra repetidas ,mais aprende tudo q ensinamos ,só a dificuldade mesmo é a fala.
    Cm podemos ajuda-lo

    • Olá, Daiane. Como vai? Esperamos que muito bem.

      Primeiramente, agradecemos a sua confiança em nos procurar para essa conversa. O que você descreve sobre o seu neto — como ele aprende, brinca, imita as tarefas da casa e se expressa — mostra o quão inteligente e observador ele é.

      É comum que a fala seja um dos principais desafios para crianças no espectro. O fato de ele já ter falado algumas palavras é um ótimo sinal. Continue estimulando-o por meio de atividades que ele adora, como as pinturas e as músicas. Ao brincar, nomeie os objetos, descreva o que está acontecendo e use gestos para apoiar a comunicação.

      O acompanhamento com um fonoaudiólogo será essencial para o desenvolvimento da fala. Esse profissional pode indicar as melhores estratégias para ajudar seu neto a se comunicar cada vez mais. E sobre a interação com outras crianças, comece com encontros curtos em ambientes calmos, respeitando o tempo dele.

      Sua dedicação é inspiradora e, com certeza, fará toda a diferença na vida dele.

      E lembre-se, estamos aqui para te ouvir, te ajudar sempre!

      Abraços.

    • Olá, Ana. Como vai? Esperamos que muito bem.

      Sim, é totalmente possível receber um diagnóstico de TEA (Transtorno do Espectro Autista) moderado somente aos 16 anos. Muitos casos de TEA de níveis mais leves ou moderados podem não ser identificados na primeira infância, especialmente se a pessoa desenvolveu mecanismos para “mascarar” ou “camuflar” suas dificuldades sociais e comunicativas. Na adolescência, as exigências sociais se tornam mais complexas, e as características do TEA podem se tornar mais evidentes, levando à busca por um diagnóstico.

      Sobre ter um gatilho para “aflorar” o TEA, é importante esclarecer que o autismo é uma condição do neurodesenvolvimento presente desde o nascimento ou início da infância. Ele não “aflora” ou é causado por um gatilho específico na adolescência. O que pode acontecer é que situações de estresse, mudanças na rotina, desafios sociais aumentados ou demandas acadêmicas mais complexas (típicas da adolescência) podem tornar as características do autismo mais visíveis ou intensificar as dificuldades que já existiam, mas que talvez não fossem tão perceptíveis antes. Não é que a pessoa “desenvolve” autismo devido a um gatilho, mas sim que a condição se manifesta de forma mais clara ou se torna mais impactante devido às novas demandas do ambiente.

      Conte sempre conosco.

      Abraços.

    • Olá, Flávia. Como vai? Esperamos que muito bem.

      Sim, é possível que seu neto demonstre melhora nas habilidades e, consequentemente, que o nível de suporte necessário diminua com as terapias adequadas e a intervenção precoce. O diagnóstico de autismo em níveis (1, 2 ou 3) reflete a quantidade de apoio que a pessoa precisa, e esses níveis não são fixos; eles podem mudar ao longo do tempo. Com intervenções intensivas e individualizadas, como a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), terapia ocupacional e fonoaudiologia, as crianças podem desenvolver habilidades de comunicação, sociais e de vida diária.

      É importante focar em maximizar o potencial do seu neto por meio de um plano de tratamento multidisciplinar e consistente. Muitos estudos e casos reais mostram que a intervenção precoce e de alta intensidade pode levar a avanços significativos, permitindo que a criança desenvolva novas habilidades e melhore sua qualidade de vida. Cada pequena conquista é um passo importante e deve ser celebrada.

      Abraços.

  3. Olá prazer falar com vocês,
    Meu filho Gabriel tem 7 aninhos e foi diagnosticado com TEA nível 2. ele fala bem.
    Já os movimentos repetitivos, andar na ponta do pé, correr de um lado para o outro, pula em cima da cama repetidas vezes, não consegue se limpar sonzinho na necessidade fisiológica (banheiro), não consegue amarrar os sapatos, faz barulhos com a boca, não desenvolveu a leitura e nem escreve textos e ou o nome completo ainda, tem crises quando sai em passeio se não for tudo do jeito dele, alimentação bem específica porque não come nada que seja diferente do que já come, bolachas quebradas (club social) ele não come e as vezes ele anda de olhos fechados na rua.
    E quando descobrimos, infelizmente aconteceu mais um desafio para ele, a separação dos pais.
    Atualmente não está fazendo as terapias.
    Minha dúvida: quais consequências para ele? O que posso fazer para contribuir mais neste período já que sou leigo neste caso? Ele pode caminhar para nível 3? E quando adolescente e ou adulto como será previsão hipoteticamente?
    Desde já muito obrigado

    • Olá, Manoel. Como vai? Esperamos que muito bem!

      Manoel, ficamos felizes em saber que você se importa com seu filho. Assim, acreditamos que o primeiro passo (o mais importante), foi dado.

      Olha, sobre ele caminhar para o nível 3, pode acontecer sim! Mas é importante saber que ao longo da vida, é possível que uma pessoa com autismo transite entre os níveis, isso por que os desafios da vida (de uma forma geral) vão mudando. Queremos dizer que essa transição entre níveis poderia ocorrem mesmo se não houvesse separação da família, por exemplo.

      Existem tratamentos que podem auxiliar as crianças com TEA a terem mais autonomia e independência.

      Se nos permite, gostaríamos de indicar uma leitura e te convidar para conhecer mais sobre nossa rede de cuidado de saúde atípica:

      Texto sobre graus de autismo
      https://genialcare.com.br/blog/graus-de-autismo/

      Página para você conhecer nossa rede de cuidado de saúde atípica
      https://genialcare.com.br/conheca-a-genial-care/

      Esperamos ter ajudado. Conte sempre conosco.

      Abraço!

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