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terapia ABA: adulto e duas crianças brincam com blocos

Terapia ABA no autismo: entenda tudo sobre essa ciência

A terapia ABA no autismo foca em promover o ensino de novas habilidades e ajudar a lidar com comportamentos desafiadores, o que podem ser tanto comportamentos de crises quanto aqueles que colocam em risco a integridade física, como agressão e autoagressão para promover uma melhor qualidade de vida para a pessoa.

Derivada do inglês Applied Behavior Analysis, a Análise do Comportamento Aplicada é uma ciência da aprendizagem recomendada pela Organização Mundial da Saúde para pessoas com desenvolvimento atípico, especialmente o autismo. Neste artigo, vamos explicar as informações mais importantes sobre esse tema para você que está iniciando sua jornada no autismo e buscando as intervenções que vão ajudar no desenvolvimento do seu filho.

Método ABA ou Ciência ABA? Qual é o correto?

Muitas pessoas se referem à Análise do Comportamento Aplicada como um método de tratamento ou até um tipo de terapia. No entanto, a forma mais correta de definir essa área, composta de pressupostos filosóficos, conceitos e técnicas, é ciência da Análise do Comportamento ou, se preferir, ciência ABA.

As estratégias e técnicas usadas nas intervenções baseadas em ABA para o TEA têm como objetivo de ajudar a lidar comportamentos prejudiciais para a pessoa e ensinar habilidades essenciais para seu desenvolvimento.

O que é terapia ABA?

Terapia ABA: terapeuta Genial brincando com criança de fazer bolhas de sabão

A Análise do Comportamento Aplicada (ABA) é uma ciência da aprendizagem que quando utilizada como embasamento para o atendimento de pessoas com transtornos do desenvolvimento como, por exemplo, o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), foca em promover o ensino de novas habilidades e a ajudar lidar com comportamentos desafiadores.

Por meio desta ciência, profissionais realizam as seguintes etapas:

  1. É feita uma análise dos comportamentos do indivíduo para entender como e porque os comportamentos ocorrem;
  2. Quais as influências ambientais a eles relacionadas;
  3. Assim, é possível traçar estratégias que permitam ensinar novas habilidades para este indivíduo.

Vale pontuar que nesse processo, a individualidade de cada pessoa deve sempre ser respeitada.

Quem pode fazer terapia baseada em ABA?

Apesar da indicação da ciência ABA (erroneamente mais conhecida como terapia ABA), ser costumeiramente mais indicada para pessoas com desenvolvimento atípico, como no caso do autismo, seu referencial teórico suas estratégias podem ser usadas para embasar o atendimento a inúmeras demandas profissionais.

De modo geral, podemos dizer que a aplicação dos fundamentos da ABA na psicologia é indicada para quaisquer demandas referentes a:

  • Saúde mental
  • Psicologia educacional
  • Psicologia hospitalar
  • Psicologia das organizações
  • Psicologia clínica para o público típico e atípico
  • Entre outros.

No caso das terapias para pessoas com atraso no desenvolvimento, as estratégias da ABA têm resultados comprovados no que se refere ao aprendizado de habilidades e desenvolvimento de autonomia.

Terapia ABA no autismo

Os primeiros estudos envolvendo a terapia ABA (que, na verdade, é uma ciência) no tratamento de crianças com distúrbios do desenvolvimento foram realizados nos anos 1960. Tendo como objetivo a redução de comportamentos desafiadores e na aprendizagem, os resultados da pesquisa demonstraram que havia aumento no repertório comportamental.

Em 1987, o psicólogo clínico Ivar Lovaas publicou um novo estudo que apontava importantes ganhos com o uso dos princípios da ABA no ensino de crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Dentre as 19 crianças que participaram do estudo, 47% haviam tido sucesso em se reintegrar em escolas regulares. Em contrapartida, apenas 2% tiveram o mesmo resultado com outras intervenções.

Desde então, milhares de estudos têm sido publicados ano após ano em centenas de revistas científicas renomadas, como, por exemplo, as americanas JABA (Journal os Applied Behavior Analysis) e o JEAB (Journal of the Experimental Analysis of Behavior) ou as brasileiras REBAC (Revista Brasileira de Análise do Comportamento) e Perspectivas (Perspectivas em análise do Comportamento). Todos esses estudos, nestes e em outros periódicos, vêm destrinchando os mais diversos aspectos que compõem as variadas intervenções baseadas em ABA para demostrar suas efetividades.

Como funcionam as intervenções baseadas em ABA?

Para iniciar as intervenções precoces baseadas em ABA, é preciso fazer uma avaliação individual daquela pessoa que vai recebê-la e, a partir daí, definir quais serão os objetivos da intervenção e definir as técnicas e estratégias necessárias para o alcance desses objetivos.

Algumas das características essenciais que compõem as intervenções com ABA são:

1. deve focar no ensino de habilidades socialmente relevantes
2. deve focar também na promoção de generalização dessas habilidades, ou seja, que elas sejam postas em prática no mundo real do paciente para além do contexto clínico
3. deve ter objetivos comportamentais pré-estabelecidos que sejam bem descritos e observáveis.
4. deve ser passível de registro da evolução do paciente de forma mensurável.

Banner sobre a Rede Genial de terapeutas com mulher e uma menina brincando com bolhas de sabão.

Quem pode aplicar a terapia ABA?

O tratamento do autismo por meio da ABA é multidisciplinar e os profissionais que normalmente compõem a equipe são:

  • Psicólogos
  • Fonoaudiólogos
  • Terapeuta ocupacional
  • Pedagogos
  • Fisioterapeuta
  • Educador físico

A configuração desta equipe pode mudar conforme as necessidades de aprendizagem de cada pessoa.

No Brasil é comum que psicólogos se especializem e atuem com a ABA. Além disso, os outros profissionais que atuam na equipe multidisciplinar também devem ter especialização reconhecida pelo MEC na Análise do Comportamento Aplicada.

Ao iniciar o trabalho com ABA, é fundamental que o profissional seja supervisionado por alguém já experiente na área, para que seja feita a aplicação correta de cada etapa do tratamento.

Já nos Estados Unidos existe um exame de certificação internacional que atesta se o profissional pode trabalhar como analista de comportamento: o BCBA (Board Certified Assistant Behavior Analyst), ainda não presente no Brasil. Aqui, instituições como a Associação Brasileira de Medicina e Psicologia Comportamental (ABPMC) discutem formas de manter o controle de qualidade dos profissionais que atuam com a ciência.

Durante quantas horas por semana a ABA deve ser aplicada?

Muitos pais se preocupam ao lerem na internet que uma intervenção baseada em ABA de sucesso exige, no mínimo, 20, 30 e até 40 horas semanais. Vale então pontuar que, apesar haver centenas estudos que mostram que um volume intensivo de horas produz sim ganhos importantes, não se pode deixar de lado que o volume de horas de intervenção não pode, jamais, produzir exaustão ou até mesmo burnout na criança. Deve-se sempre buscar o equilíbrio saudável entre terapia e outras atividades da rotina.

Dessa forma, tem-se visto um movimento entre profissionais da área de apoiar a noção de que pessoas no espectro do autismo recebam o máximo de horas possível em uma rotina saudável e adaptada para o quanto a criança sustenta, sem forçá-la as situações e sem comprometer outras atividades da sua rotina.

Além disso, é importante ter em mente que todo o aprendizado ganho em contexto de terapia deve ser estentino a diferentes ambientes além das salas de terapia, como a escola e em casa, para que ele seja efetivo.

O que devo avaliar para que meu filho comece intervenções baseadas em ABA?

Se seu filho tem suspeita ou diagnóstico de autismo, a terapia ABA é indicada para o início das intervenções. A ciência da Análise do Comportamento Aplicada é indicada pela Organização Mundial da Saúde para intervenções em pessoas com desenvolvimento atípico, especialmente o autismo.

Antes de iniciar as intervenções baseadas em ABA para uma criança com autismo, é necessário avaliar alguns pontos.

Quantas horas vão ser disponibilizadas e qual será o cronograma da terapia?

Ao receber o diagnóstico ou mesmo a suspeita de autismo, os pais serão direcionados a buscar uma quantidade necessária de horas para a intervenção.

Então, lembre-se de verificar se essas horas estão cobertas e também qual o cronograma da terapia, ou seja, quais são os alvos a serem trabalhados e como isso será feito.

Os profissionais são capacitados para desenvolver a análise comportamental?

Peça a comprovação de experiência profissional. Também é necessário avaliar se os pais ou responsáveis poderão participar das terapias e serão treinados para conhecer as estratégias e aplicá-las em outros ambientes.

Como será avaliado o progresso na criança autista?

Entender o que é feito para avaliar o progresso da Terapia ABA, desde avaliações a análises comportamentais é essencial.

Além do profissional te mostrar o que está sendo feito e por quê, ele deve trazer previsibilidade sobre como você pode avaliar o progresso da criança e entender quando quais avanços ela teve.

A Genial Care oferece um serviço baseado na Análise do Comportamento Aplicada (ABA), dentre outras especializações para atender as necessidades das famílias com TEA de forma individual e recorrente. Conheça mais sobre nossos serviços.

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