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Transtorno Global do Desenvolvimento: o que é e como identificar?

O Transtorno Global do Desenvolvimento – também conhecido pela sigla TGD – é uma condição que se refere a diversos distúrbios envolvendo as dificuldades na comunicação e no comportamento social e motor. 

Ele influencia também na interação social de indivíduos com o diagnóstico, uma vez que seus déficits causam dificuldade destas pessoas em ver e interagir com o mundo. 

Para entender mais sobre o Transtorno Global do Desenvolvimento, suas características e sua relação com o autismo, leia o artigo.

O que é Transtorno Global do Desenvolvimento? 

A categoria de Transtornos Globais do Desenvolvimento foi assim definida em razão de incluir diversos transtornos e condições cujos sintomas eram semelhantes. As principais características para identificar TGDs são: 

  1. Prejuízo severo e invasivo em habilidades de interação social;
  2. Prejuízo severo e invasivo em habilidades de comunicação e;
  3. Presença de comportamentos, interesses e atividades estereotipados. 

Ele está presente em manuais diagnósticos como DSM-4 e 5, da Associação Americana de Psiquiatria e CIDs 10 e 11, da Organização Mundial da Saúde. 

Autismo e TGD são a mesma coisa?

Muitas vezes, o autismo é confundido com Transtorno Global do Desenvolvimento. Isso porque o que conhecemos hoje como Transtorno do Espectro Autista (TEA) já fez parte do mesmo grupo dos TGDs, ou seja, eles tinham relação de acordo com a perspectiva médica.

Para entender essa relação, vamos conhecer mais sobre como o autismo era classificado em manuais médicos como o DSM a seguir:

Transtorno Global do Desenvolvimento no DSM-4

Até sua 4ª edição, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-4, segundo a sigla em inglês) classificava o autismo como uma das condições presentes dentro dos Transtornos Globais do Desenvolvimento. 

Em vigor até 2013, quando a versão mais recente foi publicada, o documento da Associação Americana de Psiquiatria definia como TGD as seguintes condições:

  • F84.0: Autismo infantil;
  • F84.1: Autismo atípico;
  • F84.2: Transtorno de Rett;
  • F84.3: Transtorno Desintegrativo da Infância;
  • F84.4: Transtorno com hipercinesia associada a retardo mental e movimentos estereotipados;
  • F84.5: Transtorno de Asperger (ou síndrome de Asperger);
  • F84.8: Outros Transtornos Globais do Desenvolvimento;
  • F84.9: Transtorno Global do Desenvolvimento SOE (Sem outra especificação).

Sendo que os números inseridos ao lado do diagnóstico serviam como uma espécie de codificação para que médicos e profissionais clínicos conseguissem se comunicar sobre a condição do indivíduo. 

Transtorno Global do Desenvolvimento no DSM-5

A partir do DSM-5, no entanto, o autismo passa a integrar sua própria categoria, a do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Assim, seu diagnóstico também passa a ocorrer de forma diferente: 

  • 6A02.0: TEA sem Deficiência Intelectual (DI) e com leve ou nenhum prejuízo de linguagem funcional;
  • 6A02.1: TEA com DI e com leve ou nenhum prejuízo de linguagem funcional;
  • 6A02.2: TEA sem DI e com prejuízo de linguagem funcional;
  • 6A02.3: TEA com DI e com prejuízo de linguagem funcional;
  • 6A02.4: TEA sem DI e com ausência de linguagem funcional;
  • 6A02.5: TEA com DI e com ausência de linguagem funcional;
  • 6A02.Y: Outro transtorno do espectro autista especificado;
  • 6A02.Z: Transtorno do espectro do autismo não especificado.

Para facilitar o diagnóstico, no entanto, é comum que profissionais e famílias usem termos como autismo leve, moderado e severo, se referindo aos níveis de necessidade de suporte necessários em cada caso. 

Já o Transtorno Global do Desenvolvimento continua a existir dentro do DSM-5 como Atraso Global do Desenvolvimento (F88), que classifica o diagnóstico como reservado a indivíduos com menos de 5 anos de idade, quando o nível de gravidade clínica não pode ser avaliado de modo confiável durante a primeira infância. 

De acordo com o documento, “esta categoria é diagnosticada quando um indivíduo fracassa em alcançar os marcos do desenvolvimento esperados em várias áreas da função intelectual, sendo aplicada a pessoas que não são capazes de passar por avaliações sistemáticas do funcionamento intelectual, incluindo crianças jovens demais para participar de testes padronizados”.

Como identificar o TDG

Existem algumas formas de identificar o Transtorno Global do Desenvolvimento em crianças. Sendo que algumas das principais características são: 

  • Dificuldades na coordenação motora;
  • Estereotipias;
  • Falta de concentração;
  • Dificuldades de comunicação oral (em alguns casos, a criança passa a se comunicar por meio de gestos);
  • Mudança repentina de humor;
  • Aversão ao toque;
  • Dificuldades para estabelecer contato visual;
  • Problemas para começar uma conversa;
  • Preferência pela não socialização e brincadeiras solitárias;
  • Ecolalia (quando a criança repete o que outra pessoa fala).

Além disso, é importante que a família esteja atenta aos principais marcos do desenvolvimento para cada idade. Assim, podem conversar com os profissionais de pediatria e outros clínicos sobre qualquer sinal que indique um possível atraso no desenvolvimento da criança.

Transtorno Global do Desenvolvimento tem cura?

O TGD não tem cura, porque, assim como o autismo, ele náo é considerado uma doença. Mas o tratamento e intervenção no caso de pessoas acometidas pelo Transtorno Global do Desenvolvimento devem ser individuais e considerar cada caso. Ou seja, é preciso que a pessoa seja avaliada por uma equipe multi ou transdisciplinar que vai alinhar qual a melhor forma de promover o desenvolvimento dela. 

Assim como acontece com o autismo, é necessário que a família tenha cuidado ao escolher os profissionais para avaliação e tratamento da criança. Para entender mais sobre intervenções padrão ouro, conheça o site da Genial Care.