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autismo é doença? Não! Mãe se diverte com filha em plantação de trigo.

Autismo é doença? Entenda a classificação e os cuidados necessários

Esse conteúdo passou por revisão clínica de Alice Tufolo, Psicóloga e Conselheira clínica da Genial Care | CRP 06124238


O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é classificado pelo DSM-5-TR e pela CID-11 como um transtorno do neurodesenvolvimento, uma condição que se manifesta desde o período do desenvolvimento infantil e acompanha a pessoa ao longo da vida. Por isso, não é correto dizer que autismo é doença e se existe ou não uma cura para esta condição.

Entender por que não é adequado dizer que autismo é doença não significa negar que pessoas autistas possam precisar de cuidados, terapias ou outras formas de apoio.

Significa reconhecer que o objetivo das intervenções não é fazer a pessoa deixar de ser autista, mas reduzir barreiras, cuidar de necessidades de saúde e ampliar possibilidades de comunicação, aprendizagem, autonomia, participação e qualidade de vida dessa pessoa.

Compreender a diferença entre transtorno do neurodesenvolvimento, doença e deficiência também ajuda a combater mitos sobre o autismo, reconhecer direitos e orientar famílias após o diagnóstico.

Por isso, neste artigo, você entenderá:

  • por que o autismo não é classificado como uma doença;
  • o que significa ser um transtorno do neurodesenvolvimento;
  • por que o autismo também é reconhecido como deficiência; e
  • qual é o papel das intervenções e dos apoios.

Continue a leitura.

Afinal, autismo é doença?

Não. O autismo não é classificado clinicamente como uma doença, mas como um transtorno do neurodesenvolvimento.

Essa classificação indica que suas características estão relacionadas à forma como diferentes habilidades e maneiras de perceber o ambiente, comunicar-se e interagir se desenvolvem ao longo da vida.

Por isso, não existe um tratamento destinado a fazer uma pessoa deixar de ser autista.

Isso não significa, porém, que a pessoa permaneça igual ao longo da vida ou que não possa desenvolver novas habilidades, estratégias e formas de participar do cotidiano.

De acordo com oscritérios diagnósticos do DSM-5-TR, as características do autismo são organizadas em duas grandes áreas:

  • diferenças persistentes na comunicação e na interação social;
  • padrões restritos e repetitivos de comportamentos, interesses ou atividades.

Essas características estão presentes desde o período do desenvolvimento infantil, ainda que possam se tornar mais evidentes quando as demandas do ambiente aumentam.

A classificação diagnóstica ajuda a identificar necessidades de apoio e orientar cuidados, mas não define a identidade, o potencial ou a qualidade de vida da pessoa autista.

O que significa transtorno do neurodesenvolvimento?

Um transtorno do neurodesenvolvimento é uma condição cujas características começam a se manifestar durante o desenvolvimento do cérebro e podem influenciar a maneira como determinadas habilidades são adquiridas, organizadas e utilizadas.

Nesse sentido, não é correto dizer que o desenvolvimento cerebral esteja interrompido ou que a criança não possa aprender.

Pessoas autistas continuam desenvolvendo habilidades, construindo relações, aprendendo estratégias e encontrando formas de participar do mundo ao longo da vida.

Esse percurso, porém, pode acontecer em ritmos e de maneiras diferentes.

Algumas crianças autistas, por exemplo, podem compreender melhor uma instrução quando ela é acompanhada por imagens.

Outras podem precisar de apoio para organizar tarefas, participar de determinadas interações ou realizar atividades cotidianas.

Também existem crianças que percebem sons, luzes, cheiros ou texturas de maneira mais fraca ou mais intensa, ou que dedicam bastante atenção a assuntos específicos.

A comunicação também pode acontecer de diversas maneiras no autismo: pela fala, por gestos, pela escrita ou por recursos de

Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), por exemplo.

No entanto, essas experiências não aparecem da mesma forma em todas as pessoas autistas.

Compreender o autismo como um transtorno do neurodesenvolvimento ajuda, portanto, a adotar um olhar individualizado, sem comparar todas as pessoas a um único padrão de desenvolvimento.

Estar na CID significa que autismo é doença?

Não. A presença do autismo na Classificação Internacional de Doenças (CID) pode gerar confusão por causa do nome histórico da classificação.

A CID, porém, não reúne somente doenças no sentido cotidiano da palavra. Ela organiza doenças, transtornos, condições de saúde, lesões e outros motivos relacionados ao cuidado em saúde.

Na CID-11, o autismo integra o grupo dos transtornos do neurodesenvolvimento.

Essa classificação funciona como uma ferramenta clínica, estatística e administrativa, permitindo:

  • registrar diagnósticos;
  • produzir dados sobre saúde;
  • organizar serviços; e
  • orientar políticas públicas.

Portanto, estar presente na CID não significa que autismo é doença nem que precise ser curado.

Qual é a diferença entre doença, transtorno e deficiência?

Os termos doença, transtorno e deficiência descrevem aspectos diferentes e não formam uma escala de maior ou menor gravidade.

Entenda a diferença:

  • Doença: conceito amplo relacionado a alterações ou processos de saúde. Uma doença pode ser aguda ou crônica, transmissível ou não, tratável ou sem cura.
  • Transtorno: um padrão reconhecível de características e seus impactos no funcionamento da pessoa. No TEA, o termo integra a classificação diagnóstica dos transtornos do neurodesenvolvimento.
  • Deficiência: uma condição de longo prazo que, em interação com barreiras, pode restringir a participação da pessoa em igualdade de condições. Também orienta direitos e medidas de acessibilidade.

Por isso, afirmar que autismo é doença não corresponde à classificação clínica atual.

Ao mesmo tempo, uma pessoa pode ser autista, ser reconhecida juridicamente como pessoa com deficiência e apresentar comorbidades que exigem acompanhamento.

Por que o autismo é considerado uma deficiência?

Reconhecer o autismo como deficiência é importante porque suas características podem gerar necessidades de apoio ao longo da vida e, em interação com barreiras existentes nos ambientes, dificultar a participação da pessoa em igualdade de condições.

No entanto, nem todas as pessoas autistas terão as mesmas dificuldades ou precisarão dos mesmos suportes, pois as características do TEA variam de pessoa para pessoa.

No Brasil, a Lei Berenice Piana (Lei nº 12.764/2012) estabelece que a pessoa autista é considerada pessoa com deficiência para todos os efeitos legais, o que contribui para assegurar direitos relacionados à saúde, à educação, à assistência social, à acessibilidade e à participação social.

Também ajuda a deslocar parte da responsabilidade da própria pessoa para os ambientes, como escolas e clínicas médicas, porque muitas dificuldades das pessoas autistas não dependem somente de suas características individuais, mas das barreiras de comunicação, sensoriais, sociais e atitudinais encontradas no cotidiano.

O que causa o autismo?

Não existe uma única causa para o autismo. As evidências científicas atuais apontam para uma origem complexa e multifatorial, com participação importante de fatores genéticos e de outros fatores não genéticos investigados durante o desenvolvimento cerebral.

Isso significa que pessoas autistas podem apresentar características semelhantes a partir de combinações diferentes de fatores.

Também é importante ter cuidado com o termo “fatores ambientais”.

Nesse contexto, “ambiental” não significa a maneira como a família educou a criança ou o ambiente afetivo no qual ela cresceu.

O termo costuma ser utilizado para se referir a fatores não genéticos investigados durante o desenvolvimento.

O autismo, portanto, não é causado por falta de afeto, pelo estilo de criação dos pais ou por vacinas. Também não é contagioso.

Relacionar o autismo a questões familiares ou acreditar em promessas de prevenção sem base científica pode aumentar o estigma e afastar famílias de informações confiáveis.

Se você deseja se aprofundar nesse tema, leia também: Causas do autismo: saiba quais são.

Por que não se fala em cura do autismo?

A pergunta “autismo é doença?” costuma vir acompanhada de outra questão: “autismo tem cura?”. Não existe uma cura para o autismo nem um tratamento destinado a fazer a pessoa deixar de ser autista.

Isso não quer dizer que a pessoa não possa aprender, desenvolver novas habilidades ou precisar de cuidados ao longo da vida.

Comunicação, autonomia, estratégias de regulação, aprendizagem, relações e formas de participação podem se desenvolver e se transformar em diferentes fases.

Também não existe uma única trajetória.

Algumas pessoas passam a precisar de menos apoio em determinadas situações ao longo do desenvolvimento. Outras continuam necessitando de suporte significativo em diferentes áreas da vida.

Como explica Alice Tufolo, psicóloga e conselheira clínica da Genial Care:

“Autismo não é uma doença a ser curada, mas isso não significa negar as necessidades de suporte da pessoa autista. Significa oferecer cuidado, intervenção e acessibilidade sem estabelecer como meta que ela deixe de ser quem é.”

Por isso, desconfie de produtos, dietas ou métodos que prometam “reverter” ou “curar” o autismo.

Além de não existir evidência científica de uma cura para o TEA, essas promessas podem atrasar cuidados necessários e expor crianças e famílias a riscos.

Se o autismo não é doença, por que realizar intervenções?

Embora o autismo não seja uma doença, a pessoa autista não precisa enfrentar sozinha suas dificuldades ou necessidades de apoio.

As intervenções surgem como um apoio que pode:

  • favorecer o desenvolvimento da pessoa;
  • ampliar formas de comunicação;
  • promover autonomia;
  • cuidar da saúde física e mental; e
  • reduzir barreiras que dificultam a participação da pessoa em atividades importantes.

Na Genial Care, as terapias para autismo começam na infância, quando há maior neuroplasticidade, ou seja, quando o sistema nervoso da criança possui maior capacidade de se adaptar e se reorganizar.

Nossa equipe multidisciplinar formada por profissionais de Psicologia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional planeja as intervenções conforme as singularidades de cada criança e a realidade da família.

Antes de definir objetivos terapêuticos, nossa equipe considera:

  • as habilidades da criança;
  • suas necessidades de apoio;
  • suas formas de comunicação;
  • seus interesses e suas preferências;
  • sua rotina e os ambientes dos quais participa; e
  • as prioridades e possibilidades da família.

A partir dessa avaliação, os profissionais trabalham de forma integrada em metas que façam sentido para o perfil e a vida cotidiana da criança, desenvolvendo gradualmente sua autonomia.

Como explica Alice Tufolo:

“Quando compreendemos o autismo corretamente, deixamos de perguntar como tornar aquela pessoa menos autista e passamos a perguntar quais barreiras precisam ser reduzidas e quais apoios podem ampliar sua comunicação, autonomia, participação e qualidade de vida.”

Os resultados das intervenções, portanto, devem ser avaliados pelos benefícios concretos para a vida da criança, como:

  • ter mais recursos para se comunicar, fazer escolhas, participar de diferentes ambientes;
  • realizar atividades importantes; e
  • viver com mais segurança, saúde e bem-estar.

Pessoas autistas podem ter outras condições de saúde?

Sim. Embora o autismo não seja classificado como doença, pessoas autistas podem apresentar outras condições de saúde que exigem avaliação e acompanhamento específicos.

Epilepsia, ansiedade, depressão e TDAH estão entre as condições que podem coexistir com o autismo.

Além disso, pessoas autistas também podem apresentar alterações importantes do sono, dificuldades alimentares, problemas gastrointestinais ou outras condições médicas que precisam ser investigadas quando surgem sinais relevantes.

O principal cuidado é não atribuir automaticamente toda mudança ao autismo.

Alterações significativas no sono, na alimentação, na comunicação, no comportamento ou em habilidades previamente disponíveis devem ser investigadas para compreender o que está acontecendo.

Esse cuidado ajuda a evitar o chamado sombreamento diagnóstico, quando sintomas de outra condição são interpretados apenas como parte do autismo.

Leia também: Comorbidades no autismo: entenda como outras condições podem afetar a vida de pessoas com TEA.

Conclusão

Receber um diagnóstico de autismo pode muitas vezes trazer dúvidas, inseguranças e contato com muitas informações contraditórias.

Por isso, compreender que autismo não é classificado como doença, mas como um transtorno do neurodesenvolvimento, ajuda a família a acolher sua criança e a disponibilizar os apoios adequados às suas necessidades.

Essa compreensão também permite reconhecer que não existe uma única maneira de se desenvolver, comunicar, aprender, pensar ou se relacionar, e que cada criança pode construir seu percurso em ritmos e de formas diferentes, sem precisar ser constantemente comparada a um único padrão.

Um diagnóstico pode orientar caminhos, mas são as habilidades, experiências, preferências e necessidades individuais que devem direcionar o cuidado.

Se este artigo ajudou você a entender mais sobre o autismo, que tal conhecer nosso modelo clínico e como guiamos sua criança na jornada rumo à autonomia?

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Perguntas frequentes sobre autismo

Autismo é uma condição de saúde mental?

Não. O autismo não é classificado como uma condição de saúde mental, mas como um transtorno do neurodesenvolvimento no DSM-5-TR e na CID-11.

Isso não impede que pessoas autistas também apresentem condições como ansiedade ou depressão, que precisam de avaliação e cuidado próprios.

Autismo é uma doença genética?

Autismo não é classificado como doença. Fatores genéticos têm participação importante em sua origem, mas não existe um único “gene do autismo” capaz de explicar todos os casos. Diferentes combinações de fatores podem participar do desenvolvimento do TEA.

Autismo é uma deficiência?

Sim. No Brasil, a pessoa autista é considerada pessoa com deficiência para todos os efeitos legais.

Esse reconhecimento garante proteção jurídica e acesso a direitos, além de ajudar a identificar e reduzir barreiras que dificultam a participação social.

Autismo tem cura ou tratamento?

Não existe uma cura para o autismo nem um tratamento destinado a eliminar a condição.

Pessoas autistas podem receber intervenções, cuidados e apoios que favoreçam comunicação, aprendizagem, autonomia, saúde, participação e qualidade de vida.

O autismo piora com o tempo?

O autismo não é uma doença neurodegenerativa. Características e necessidades de suporte podem mudar conforme a pessoa cresce, desenvolve estratégias e enfrenta novas demandas.

Se houver perda ou mudança importante de habilidades previamente disponíveis, alterações intensas de comportamento ou outros sinais de saúde, é importante buscar uma avaliação profissional para investigar o que está acontecendo.

Por que o autismo aparece na CID?

A CID organiza doenças, transtornos e outras condições relacionadas à saúde para diagnóstico, registro, produção de dados e planejamento de serviços.

O fato de o autismo estar presente nessa classificação não significa que seja uma doença adquirida nem que precise ser curado.

Vacinas causam autismo?

Não. As evidências científicas disponíveis não demonstram uma relação causal entre vacinas e autismo.

A vacinação protege contra doenças que podem provocar complicações graves e não deve ser interrompida por causa desse mito.

Fontes/Referências

LEI Nº 12.764, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012.

LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015.

Clinical descriptions and diagnostic requirements for ICD-11 mental, behavioural and neurodevelopmental disorders (CDDR)

Autism spectrum disorders (ASD)

DMS-5

CID-11 para Estatísticas de Mortalidade e de Morbidade

Terapias para a sua criança autista pelo plano de saúde

18 respostas para “Autismo é doença? Entenda a classificação e os cuidados necessários”

  1. Complicado opinar, tenho visto situações de crianças autistas com laudo e recebem BPC isso deixa confuso quando fala que não é doença, passa no psiquiatra e Neuro, são medicados com remédios de uso continuo e não é doença! como entender a humanidade em tempos difíceis.

    • Olá, Marta. Como vai? Esperamos que muito bem.

      É comum a confusão sobre o autismo ser uma condição do neurodesenvolvimento e, ao mesmo tempo, necessitar de apoio médico e benefícios como o BPC. O TEA não é classificado como doença, mas sim uma forma diferente de o cérebro funcionar, sem “cura” e não sendo algo que se “pega”. Essa distinção visa combater o estigma associado ao autismo.

      No entanto, o acompanhamento médico com psiquiatras e neurologistas é fundamental devido às comorbidades frequentes, como ansiedade, depressão ou TDAH, que coexistem com o autismo. A medicação contínua possibilita aliviar os sintomas dessas condições associadas, e não para “curar” o autismo em si. Esses profissionais também auxiliam no manejo de sintomas desafiadores do autismo, visando melhorar a qualidade de vida.

      O laudo médico é essencial para garantir o acesso a direitos e suportes, como terapias e inclusão escolar, reconhecendo a necessidade de apoio diante dos impactos do autismo na vida diária. Essa realidade reflete a complexidade de aceitar a neurodiversidade ao mesmo tempo, em que se garante o suporte adequado para o bem-estar e a dignidade das pessoas com autismo e suas famílias.

      Esperamos ter ajudado.

      Abraços.

  2. A descrição de que autismo não é doenca porque não rem cura é equivocado. Muitas doenças não têm cura. Se levarmos em conta o conceito de saúde da OMS autismo pode ser classificado como doença. As síndromes são consideradas doenças para Boa parte da medicina. É uma discussão complexa, mas que não deve ser o foco do Problema

    • Olá, Regisnei. Como vai? Esperamos que muito bem.

      Regisnei, a distinção entre autismo como transtorno e doença é complexa. O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento, não uma doença, devido a suas origens complexas e à valorização da neurodiversidade. No entanto, a definição de saúde da OMS e a classificação de síndromes complicam essa distinção. O foco principal deve ser o apoio e a inclusão das pessoas autistas, independentemente da classificação.

      Abraço.

  3. Olá, li o texto, fiquei esclarecida, desde pequena que tive dificuldades de relacionamento, tinha também comportamentos estranhos como abanar muito na cama porque sentia ansiedade, bater com a cabeça a dormir e sonambulismo. Com 42 anos foi me diagnosticado epilepsia mas nunca foi encontrado nenhuma deficiência neurológica no meu cérebro, continuo sempre muito sozinha, e sem vontade de interagir, tive uma fase dependente que ultrapassei e faço as tarefas normais do dia a dia, continuo como sempre a dormir muito tarde, muitas vezes de manhã e a acordar tarde, dormindo mal. Trabalhei 34 no mesmo sítio sem não conseguir interagir e chego a ter medo de encontrar pessoas conhecidas. O seu texto fez me entender que devo estar no espectro do nível 1. Pergunto como poderá ser me feito esse diagnóstico? Peço um.comwntario sobre o meu caso e ajuda na pergunta. Muito obrigado.

    • Olá, Cristina. Como vai? Esperamos que muito bem.

      Cristina, gostaríamos de agradecer pelo comentário. Para nós isso é muito importante.

      Agora sobre o diagnóstico:

      O diagnóstico de autismo em adultos é realizado por profissionais especializados, como psiquiatras, neurologistas e neuropsicólogos. O processo envolve entrevistas detalhadas, avaliações neuropsicológicas e, em alguns casos, informações de terceiros. É importante buscar um profissional com experiência em TEA em adultos para um diagnóstico preciso.

      Esperamos ter ajudado.

      Abraço.

  4. O TEA é degenerativo? Pelo que entendi, com acompanhamento adequado, quem sofre de TEA acaba por conseguir viver uma vida independente e que quanto mais cedo começar esse acompanhamento melhor. Mas por por exemplo, se não houvesse acompanhamento? A pessoa com TEA iria piorar? Obrigada.

    • Olá, Joana. Como vai? Esperamos que muito bem.

      Joana, não é correto afirmar que o Autismo é degenerativo. Essa palavra remete a perda de funções e degradação de células, o que não ocorre com pessoas no espectro autista.
      O Acompanhamento permite promover, manter e desenvolver habilidades necessárias para as crianças conseguirem se adaptar funcionalmente ao dia a dia e em diferentes ambientes, como em casa e na escola, por exemplo.

      Veja esse conteúdo que fala um pouco mais sobre isso:
      https://genialcare.com.br/blog/autismo-leve/

      Esperamos ter ajudado.

      Abraço!

  5. Texto totalmente esclarecedor. Há dois anos, fui diagnosticado com TEA Nível 1. Aos poucos, estou aprendendo a lidar com a minha situação. Pena que, na maioria das vezes, não sou compreendido.

    • Olá, Clecius. Como vai? Esperamos que muito bem!

      Clecius, ficamos muito felizes em saber que nosso conteúdo esclareceu um pouco sobre o TEA.

      Em relação a não compreensão por parte das pessoas próximos, gostaríamos de ajudá-lo com um conteúdo:
      https://genialcare.com.br/blog/neurotipicos-atipicos-comunicacao/

      Leia e caso sinta vontade, mostre-o para as pessoas próximas a você. Você é único e tem todo direito de alcançar o seu máximo potencial!

      Esperamos ter ajudado.

      Abraço!

  6. Muito boa explicação, tenho netos gêmeos autistas,lindos,peço a Deus que proteja a todos que tenham esses transtornos.

    • Olá, Neli. Como vai? Esperamos que muito bem!

      Agradecemos imensamente seu comentário. Esperamos que todas as crianças atinjam seu máximo potencial e, com nossos conteúdos, esperamos que mais pessoas ajudem mais crianças.

      Abraço!

  7. Boa tarde ! Boa a explicação mais ainda de qualquer forma existe uma falha no corpo para causar esse efeito , a ciência ja considerou que pode ser uma falha ou um problema espiritual que afeta o corpo , ja que ela própria ja se diz nao ter uma cura ?

    • Olá, Wellington. Como vai? Esperamos que muito bem!

      Wellington, todo tratamento, intervenção e acompanhamento do transtorno do espectro autista deve ser baseado em evidências científicas. Isso quer dizer que o transtorno não se cura (por isso não é considerada uma doença), mas, sim, apoiadas e ajudadas no que precisam para se desenvolverem e conseguirem criar independência e autonomia em suas vidas.

      Esperamos ter ajudado.

      Abraço!

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