ABA e intervenções para autismo equipe transdisciplinar: imagem mostra a ilustração de uma equipe transdisciplinar, pelos profissionais que a compõem

Equipe transdisciplinar: tudo o que você precisa saber

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Natália Calegare

10 de janeiro de 2022

6 minutos

Assim como a equipe multidisciplinar, uma equipe transdisciplinar também tem como objetivo intervir diretamente com pessoas autistas e suas famílias. Esse modelo é composto por profissionais de várias áreas do conhecimento com foco em atuar nas diversas esferas que uma intervenção para o TEA necessita. 

Mas qual é a diferença entre esse tipo de trabalho e o multidisciplinar? Existe um modelo mais indicado para intervenções para o autismo?

Nesse texto falamos sobre algumas das diferenças e apresentamos um pouco da equipe da Genial Care para que você entenda mais sobre o nosso trabalho. Vamos lá?

O que significa equipe transdisciplinar?

Antes de mais nada, é importante entender o que significa equipe transdisciplinar. Segundo Basarab Nicolescu, o termo transdisciplinaridade foi utilizado pela primeira vez por Jean Piaget, pensador importante do século XX, para as áreas da psicologia e da educação.

A definição oferecida por Piaget para o termo foi a de que a transdisciplinaridade seria uma etapa além da interdisciplinaridade. Assim, não haveria fronteira entre as áreas do conhecimento.

É a partir dessa compreensão que se entende a importância de um trabalho integrado entre áreas diferentes. Ou seja, não se considera mais uma visão do conhecimento dividida em áreas diferentes, mas sim uma que ultrapassa essas fronteiras, criando uma atuação verdadeiramente conjunta e integrada.

Quais são então as características do trabalho em equipe transdisciplinar? É o que abordamos no  próximo tópico.

Como uma equipe transdisciplinar trabalha?

Em uma equipe transdisciplinar profissionais de diferentes áreas do conhecimento atuam em conjunto. Não há divisão de conhecimento, nem hierarquia entre eles. Isto é, os conhecimentos fazem parte do todo e nenhum é considerado mais importante do que o outro.

Considerando a área da saúde, essa abordagem faz completo sentido, já que falamos de conceitos muito complexos como as definições de ser humano, saúde ou doença, por exemplo.

Tendo em vista o estudo sobre TEA, a transdisciplinaridade faz ainda mais sentido, já que inúmeras ciências estudam e produzem conhecimento sobre o autismo: psicologia, neurologia, psiquiatria, fonoaudiologia, terapia ocupacional, dentre inúmeras outras.

Assim, nada é mais transformador do que a verdadeira integração delas, buscando as melhores possibilidades de desenvolvimento para o indivíduo. 

Equipe transdisciplinar x equipe multidisciplinar: quais as diferenças?

Se você leu nosso texto sobre equipe multidisciplinar, já sabe um pouco sobre essa forma de atuação. Mas resumidamente, Isac Iribarry, define uma atuação multidisciplinar como aquela composta por profissionais de áreas diversas do conhecimento que atuam cada um em sua especialidade. Ou seja, eles estão reunidos, porém cada um atua isoladamente.

Dessa forma, apesar de haver a concepção multiprofissional (vários profissionais), ainda há divisão entre esses conhecimentos. O que muda de uma visão “multi” para uma visão “trans”, segundo Carlo Schmidt, é a compreensão da construção da intervenção em conjunto. Isso desde a compreensão do caso, avaliação até a intervenção propriamente dita. Claro que respeitando os limites éticos de cada profissão.

Dessa forma, para que essa abordagem seja possível, os profissionais envolvidos devem estar inseridos nas outras áreas, além da sua especialidade.

Equipe transdisciplinar da Genial Care

A Genial Care oferece atuações com profissionais especialistas em ABA aplicada ao TEA com foco em duas frentes: os pais/cuidadores e a criança com TEA

Dentre eles estão: 

  • Terapeuta ocupacional: desenvolve habilidades motoras grossas e finas, além de atuar com as alterações sensoriais por meio do conhecimento do padrão sensorial da criança. Sua atuação está em processo de expansão dentro da Genial;
  • Terapeuta aplicador: atua diretamente com a criança no ensino de habilidades necessárias para o seu desenvolvimento;
  • Supervisor: intervém com os terapeutas aplicadores e com as famílias, supervisionando se as estratégias de ensino têm sido adequadas para a aprendizagem da criança;
  • Agente de cuidado: atua diretamente com os pais ou pessoas cuidadoras, os acolhendo e ensinando conteúdos sobre a ciência do comportamento que os capacite no manejo adequado do comportamento da criança no dia a dia.

Sendo assim, cada uma das atuações tem foco específico no ensino de habilidades com a criança ou com os pais. Isso garante que todo sistema familiar trabalhe na mesma direção, otimizando o potencial transformador das intervenções. 

A atuação da equipe da Genial Care é transdisciplinar desde o momento da avaliação da criança no espectro, até o início das intervenções com ela e seus familiares. 

Ou seja, todos os profissionais trabalham em conjunto desde a construção dos objetivos do trabalho, até na aplicação das estratégias escolhidas.

Se você quer saber mais sobre nosso trabalho e sobre a ciência por trás da Genial Care e do RUBI, leia nosso blog.

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Escrito por:

Natália Calegare

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