regulação emocional: imagem fundo azul claro e três formas geométricas com carinhas, o quadrado tem uma feição surpresa, o triângulo uma carinha triste e o círculo uma carinha feliz

Regulação emocional da família na vida do autista

Há um provérbio famoso referente ao desenvolvimento de uma criança dentro de uma família: “é necessária uma aldeia para criar uma criança”.

Isso porque, a jornada de cuidar de uma criança com autismo é repleta de desafios e conquistas. A regulação emocional da família desempenha um papel fundamental nesse processo, pois afeta tanto o bem-estar dos pais quanto o progresso da criança.

De acordo com o estudo da Genial Care “Cuidando de Quem Cuida: um panorama sobre as famílias e o autismo no Brasil em 2020”, 48% das famílias sentem dificuldade em ter tempo para descanso e para si mesmo, dado que impacta diretamente na regulação emocional dos pais e na saúde familiar.

Neste artigo, exploraremos como a regulação emocional da família é fundamental para o desenvolvimento de uma criança autista e oferecemos estratégias práticas para apoiar pais e pessoas cuidadoras nesse caminho. Acompanhe!

O que é a regulação emocional?

meninos de olho fechado na frente de uma janela

A regulação emocional é a habilidade que uma pessoa tem de reconhecer, compreender e gerenciar seus próprios sentimentos, pensamentos e comportamentos de uma forma saudável e eficiente.

Descobrir estratégias e atividades que contribuam com a regulação das nossas emoções é essencial para o nosso dia a dia, para a saúde das nossas relações e principalmente para nós mesmos, independente do ambiente que estamos.

No contexto da família de uma criança com autismo, a regulação emocional se refere à habilidade dos pais e pessoas cuidadoras de entenderem e lidarem com suas próprias emoções ao longo dos desafios dessa jornada.

Bem como ajudar a criança autista a desenvolver suas próprias habilidades de regulação emocional pensando nas barreiras de desenvolvimento.

Entendendo a regulação emocional no dia a dia

Podemos quebrar a regulação emocional em algumas etapas fundamentais, como:

  • Reconhecimento emocional: isso envolve a capacidade de identificar e nomear as próprias emoções e as emoções da criança. Reconhecer quando estamos felizes, tristes, frustrados ou com medo é o primeiro passo para a regulação emocional.
  • Compreensão emocional: uma vez que as emoções são reconhecidas, é essencial entender por que elas estão presentes. Isso significa explorar as causas subjacentes das emoções, tanto para os pais quanto para a criança com autismo.
  • Gestão emocional: a gestão emocional é a habilidade de lidar com as emoções de maneira construtiva. Isso pode incluir técnicas de relaxamento, estratégias de enfrentamento saudáveis e a capacidade de expressar as emoções de maneira apropriada.
  • Expressão emocional: é importante que as emoções sejam expressas de maneira apropriada e saudável. Isso envolve a comunicação aberta e honesta sobre as emoções, tanto entre os membros da família quanto com a criança com autismo.
  • Apoio mútuo: a regulação emocional na família envolve o apoio mútuo entre os pais e cuidadores. Isso significa que os membros da família devem estar dispostos a apoiar uns aos outros emocionalmente, especialmente quando enfrentam desafios relacionados ao autismo.

Regulação emocional e autismo

Quando falamos de autismo, a regulação emocional ainda carrega outro fator: cuidar das emoções pode contribuir com a saúde do núcleo familiar como um todo e com o aprendizado do autista.

Isso acontece porque se torna possível observar comportamentos e pensar quais estratégias e intervenções podem ser realizadas diante de uma situação desafiadora com a sua criança para que ela também aprenda como se expressar positivamente diante daquela questão.

É preciso uma aldeia para criar uma criança e isso também inclui o cuidado dos pais. Pedir ajuda quando necessário e incentivar a relação do seu filho com outros parentes contribui para o desenvolvimento da sua criança e o fortalecimento emocional dela com outros familiares.

Estratégias para promover a regulação emocional na família

Uma das estratégias para lidar com essa sensação é incluir a presença de outros familiares no dia a dia da sua criança. Isso permite que todos estejam cientes de tudo que está acontecendo, consigam se envolver de forma ativa e ninguém saia sobrecarregado.

Além disso, a regulação emocional envolve o reconhecimento, a compreensão e a gestão das emoções, de todo o núcleo familiar, principais responsáveis pelo desenvolvimento saudável da criança.

Por isso, ela desempenha um papel essencial na criação de um ambiente acolhedor e estável para o desenvolvimento da criança. Aqui estão alguns pontos importantes:

  • Autoconhecimento: os pais precisam entender suas próprias emoções. Isso pode envolver a busca de apoio de profissionais de saúde mental quando necessário;
  • Educação: aprender sobre o autismo e como ele altera a cognição e o comportamento da criança pode ajudar a reduzir a ansiedade e a frustração dos pais;
  • Comunicação aberta: fomentar um ambiente de comunicação aberta onde todos os membros da família se sintam à vontade para expressar suas emoções é essencial;
  • Autocuidado: priorizar o autocuidado é fundamental para manter a estabilidade emocional. Isso pode incluir exercícios, meditação, hobbies ou qualquer atividade que ajude a relaxar;
  • Rede de apoio: buscar o apoio de grupos de pais, terapeutas e outros profissionais que trabalham com autismo pode ser uma fonte valiosa de suporte emocional.

Como trabalhar as emoções com o autista?

emoções no autismo: mulher adulta segura em uma das mãos imagem de carinha feliz e na outra imagem de carinha triste. Criança aponta para rosto feliz

Entender e praticar a regulação emocional é fundamental para criar um ambiente positivo e estável para a criança autista.

Quando os pais, familiares e pessoas cuidadoras podem gerenciar suas próprias emoções de maneira saudável, eles estão melhor preparados para apoiar a regulação emocional da criança, promovendo seu desenvolvimento emocional e social.

Para começar, separamos algumas dicas:

1. Converse sobre o comportamento da criança com outros familiares

Ao observar o comportamento do seu filho como um detetive, você identifica quais são os gatilhos emocionais e as intervenções adequadas para cada momento.

Dividir esse conhecimento com seus familiares contribui para que eles conheçam melhor a sua criança e participem das estratégias de cuidado que ela ou você precisarem.

2. Permita que a criança passe um tempo com os avós, tios e primos

Vivenciar momentos com outras pessoas da família contribui para fortalecer os laços emocionais entre seu filho e seus parentes.
Além disso, também permite que ele amplie seus aprendizados na jornada de comportamento.

3. Divida os cuidados com outros familiares e permita que eles vivenciem isso sozinhos

Além de dividir sobre o comportamento da criança com outros familiares, permita que eles vivenciem os cuidados do seu filho sozinhos e aprendam como cuidar da sua criança, principalmente quando falamos dos pais.

Observe a relação e os cuidados do pai da sua criança com olhos livres, pois ele também está em uma jornada de aprendizado do comportamento e das intervenções que seu filho precisa para se expressar melhor.

4. Se você tiver mais um filho, inclua as necessidades dele no dia a dia da criança com autismo

família brincando na cama, mãe, pai, dois filhos e um cachorro

Reserve um tempo para incentivar atividades prazerosas que incluam a presença do irmão neurotípico e da criança com autismo, de preferência algo que os dois gostam.

Esse tipo de estratégia contribui com o aprendizado da criança atípica, reforça o momento de atenção dos pais para o dia a dia dos filhos e estreita o relacionamento das crianças uma com a outra.

É importante ter certeza de que cada pessoa da família está tendo as suas necessidades cumpridas.

5. Se não puder fazer isso com a sua família, faça com os seus amigos

Além de manter contato com os seus amigos para se regular emocionalmente, também conte com eles na hora de criar seu filho. Muitas pessoas no mundo não têm a família como rede de apoio, mas encontram isso em seus amigos.

Conclusão

A regulação emocional da família na vida do autista é um fator determinante para o bem-estar de todos os envolvidos. Esse é um processo contínuo que exige esforço e compreensão!

Lembre-se de que cada criança com autismo é única, e o que funciona para uma família pode não funcionar para outra. O importante é buscar ajuda, aprender continuamente e oferecer um ambiente amoroso e estável para a criança prosperar, sempre levando em conta suas necessidades e repertório.

Nossa missão na Genial Care é tornar os pais e mães protagonistas no cuidado da criança com autismo.

Somos um serviço complementar e de apoio a esse cuidador em uma jornada que muitas vezes eles não se sentem preparados para viver justamente porque é um caminho novo. Queremos mostrar que é um caminho possível como qualquer outro.

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