Genial Care

Pesquisar
Dias
Horas
Minutos
uma criança de camiseta amarela aparece sentada em uma mesa tentando resolver um determinado jogo colorido proposto por uma mulher. ABA é só para autismo?

Método ABA é só para autismo?

A Análise do Comportamento Aplicada, ou ABA, é a ciência de aprendizagem indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para as pessoas com desenvolvimento atípico, como o TEA.

Assim, quando falamos em terapias para crianças com autismo, essa ciência é frequentemente mencionada. E mesmo sendo uma abordagem altamente eficaz, muitas pessoas se questionam se ABA é só para autismo e se suas intervenções só podem ser aplicadas em sessões com pessoas que estão no espectro.

Mas isso não é verdade! A ABA pode ser usada em diversas áreas, para entender e desenvolver comportamentos de muitas pessoas, sejam elas típicas ou atípicas.

Neste artigo, vamos explorar a terapia ABA em profundidade, destacando seus benefícios para crianças com autismo, bem como entender melhor quais são as aplicações e para quem é indicada. Acompanhe!

Mas afinal, o que é ABA?

um menino de cabelo preto e blusa azul está pegando um bloco vermelho da mão de uma mulher loira de óculos. os dois estão sentados em uma mesa cheia de blocos coloridos

A ABA — sigla da língua inglesa para Applied Behavior Analysis — é uma ciência da aprendizagem que estuda os comportamentos humanos que são socialmente relevantes.

Dessa forma, seu principal objetivo é entender, analisar e explicar as relações entre os comportamentos humanos com o ambiente e aprendizagem.

Esse tipo de abordagem ajuda os profissionais a entenderem 3 pontos básicos:

  • Como funciona o comportamento de alguém?
  • De que forma esse comportamento reflete pelo meio em que essa pessoa vive?
  • Como acontece o aprendizado?

Assim, a ABA busca observar e desenvolver os impactos das situações reais de pessoas autistas, fazendo com que os comportamentos desejáveis e úteis para as atividades da vida diárias possam ser aplicados, potencializando, assim, o processo de aprendizagem.

Essa terapia comportamental baseada em evidências científicas visa melhorar habilidades sociais, linguísticas e comportamentais de pessoas com autismo. Dessa forma, o método ABA tem se mostrado altamente eficaz na promoção de mudanças significativas no comportamento e no desenvolvimento dessas crianças.

Na dúvida se ABA é só para autismo, muitas pessoas acreditam até mesmo que essas estratégias podem robotizar a criança ou criar um certo padrão específico, o que também não é verdade!

Por isso, cada terapeuta precisa considerar o repertório do indivíduo e criar um planejamento único para atender as necessidades daquela pessoa e também do núcleo familiar.

ABA é uma ciência, não método ou terapia!

Muitas pessoas conhecem a ABA como um método ou terapia. No entanto, a forma mais correta de definir essa área, composta de pressupostos filosóficos, conceitos e técnicas, é ciência da Análise do Comportamento ou, se preferir, ciência ABA.

Aqui estamos falando em ABA como um método para facilitar, mas é importante lembrar que ela não é um conjunto de intervenções fechado, mas uma ciência de investigação dinâmica, que evolui constantemente quando novas descobertas são feitas.

Onde a ABA surgiu?

psicólogo clínico Ivar Lovaas
Psicólogo clínico Ivar Lovaas

Como a ABA é uma aplicação da Análise do Comportamento — abordagem da psicologia com objetivo de estudar todo o comportamento humano —, ela está diretamente ligada com duas outras frentes, que são:

  • Behaviorismo Radical: filosofia que entende as noções do comportamento;
  • Análise Experimental do Comportamento: campo de estudos responsável pelos testes e comprovações das situações em que o comportamento acontece.

Já quando pensamos na ABA ligada às condições do desenvolvimento, os primeiros estudos foram realizados nos anos 1960. Em 1968 foi criado o JABA (Journal of Applied Behavior Analysis), renomada revista científica, que existe até hoje, e promove a divulgação dos estudos e avanços na área da Análise Comportamental.

Porém, essa ciência ficou ligada ao autismo em 1987, quando o psicólogo clínico Ivar Lovaas publicou novo estudo sobre a conexão de seus princípios com pessoas com TEA.

Das 19 crianças que participaram, 47% tiveram sucesso na reintegração das escolas regulares por meio da ABA. Em contrapartida, ao olharmos outras intervenções, apenas 2% mostraram o mesmo resultado.

ABA é só para autismo?

Muitas pessoas pensam que ABA é só para autismo, já que essa ciência é indicada pela OMS para as pessoas com desenvolvimento atípico. Porém, a terapia ABA pode ser usada em diversas demandas que vão além das sessões de pessoas com TEA.

De forma geral, as aplicações de seus fundamentos podem ser indicadas para quaisquer situações relacionadas com:

  • Psicologia educacional;
  • Saúde mental para pessoas consideradas neurotípicas, sem nenhum transtorno ou condição;
  • Psicologia hospitalar;
  • Psicologia das organizações.

Então, mesmo sendo usada como método de ensino de novas habilidades e redução de comportamento desafiador nas intervenções de pessoas com autismo, todas as suas estratégias têm resultados comprovados quando pensamos no desenvolvimento de autonomia para todas as pessoas.

Suas estratégias podem ser usadas para pessoas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), atrasos no desenvolvimento e dificuldades de aprendizagem ou outros fatores da vida. Assim, não existe mais dúvida se ABA é só para autismo!

Quem pode aplicar a terapia ABA?

Seja para pessoas com TEA ou pessoas típicas, o tratamento por meio da ABA é geralmente feito multidisciplinarmente, com diversos profissionais especializados. Entre eles estão:

  • Psicólogos;
  • Fonoaudiólogos;
  • Terapeuta ocupacional;
  • Pedagogos;
  • Fisioterapeuta;
  • Educador físico.

É claro que a configuração dessa equipe irá mudar conforme as necessidades de aprendizagem e desenvolvimento de cada pessoa.

No Brasil, atualmente não existe uma certificação ABA oficial. Porém, os profissionais podem fazer vários cursos focados ou até mesmo uma pós-graduação na área. Além disso, algumas pessoas escolhem se certificar com o BCBA — certificação ABA internacional.

Banner sobre a Rede Genial de terapeutas com mulher auxiliando uma criança a ler um livro de histórias infantis.

Como garantir que a terapia ABA é de qualidade?

O mais importante é escolher uma clínica e/ou profissionais ABA que consigam criar intervenções individualizadas e focadas na necessidade da criança e da família. Como a terapia ABA é algo bem estruturado. É preciso considerar alguns aspectos, como:

  • Que tipo de estrutura clínica funciona melhor (mais controlado ou mais natural?);
  • Quantas horas de terapia serão feitas;
  • Quais ambientes serão usados;
  • Quais estratégias serão usadas;
  • Há barreira de aprendizagem ou não;
  • Serão necessários outros tipos de atendimento (exemplo: orientação parental, acompanhamento escolar etc).

Para isso, a melhor maneira é manter a comunicação aberta e tirar todas as dúvidas sobre o assunto!

Pergunte sempre sobre o cronograma de terapia e de avaliações, entendendo cada etapa e também conhecendo e recebendo os progressos da pessoa com TEA durante cada sessão. Além disso, entenda se você, como pessoa cuidadora, receberá as orientações para serem aplicadas nos ambientes diários da criança.

Caso não seja possível visualizar uma evolução, não quer dizer que a pessoa autista não pode aprender. É preciso entender o que está acontecendo, mudar a perspectiva e ver o que precisa ser ajustado no planejamento terapêutico.

Estamos contratando

Se você é um profissional ABA e busca uma oportunidade inovadora para fazer a diferença na vida de crianças com autismo e suas famílias, a Genial Care é o lugar perfeito para você.

Nossa clínica multidisciplinar está com vagas abertas, expandindo sua equipe e buscando fonoaudiólogos comprometidos e talentosos para se juntarem a nós nessa transformação.

Oferecemos um ambiente de trabalho colaborativo, infraestrutura moderna e recursos atualizados para o desenvolvimento profissional contínuo.

Além disso, você terá a chance de trabalhar lado a lado com uma equipe experiente de especialistas multidisciplinares, incluindo fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, proporcionando uma abordagem abrangente e integrada em todo o processo.

Terapeutas: preencham já nosso formulário

Na Genial Care, valorizamos a dedicação, a empatia e o compromisso em ajudar todas as crianças a alcançarem seu máximo potencial. Se você deseja fazer parte de uma equipe apaixonada por transformar vidas e contribuir para o avanço da ciência ABA no autismo, acesse nossas vagas agora mesmo.

A Genial Care é uma clínica multidisciplinar para crianças autistas e suas famílias, mas, além disso, é uma healthtech que valoriza os profissionais clínicos e oferece constantes treinamentos, trocas e formações para entregar resultados clínicos e intervenções de excelência.

Conclusão

O método ABA é uma abordagem altamente eficaz para as intervenções de crianças com autismo e também pode ser aplicado para outras pessoas e desafios comportamentais. Seu foco é entender e desenvolver comportamentos, sempre com base no repertório e necessidade de cada um.

Na Genial Care, essa terapia é oferecida como parte de sua abordagem multidisciplinar, visando transformar a vida de crianças e suas famílias, potencializando-as para um futuro com mais autonomia, independência e inclusão.

Se você está buscando apoio para o desenvolvimento da sua criança, independente do diagnóstico, saiba que a ciência ABA pode ser a chave para desbloquear o potencial dela e auxiliá-la em seu crescimento emocional, social e cognitivo.

Aqui no nosso blog temos vários conteúdos focados para as famílias e como elas podem aprender nesta jornada. Acesse agora mesmo:
botão ABA e as intervenções para autismo:

Para as famílias

Conheça nosso atendimento para autismo

Esse artigo foi útil para você?

Marcos Mion visita abrigo que acolhe pessoas autistas no RS Existem alimentos que podem prejudicar a saúde de pessoas autistas? Escala M-CHAT fica de fora da Caderneta da Criança O que são níveis de suporte no autismo? Segunda temporada de Heartbreak High já disponível na Netflix Símbolos do autismo: Veja quais são e seus significados Dia Mundial de Conscientização do Autismo: saiba a importância da data Filha de Demi Moore e Bruce Willis revela diagnóstico de autismo Lei obriga SUS a aplicar Escala M-chat para diagnóstico de autismo Brinquedos para autismo: tudo que você precisa saber! Dia internacional das mulheres: frases e histórias que inspiram Meltdown e Shutdown no autismo: entenda o que significam Veja o desabafo emocionante de Felipe Araújo sobre seu filho autista Estádio do Palmeiras, Allianz Parque, inaugura sala sensorial Cássio usa camiseta com número em alusão ao Autismo Peça teatral AZUL: abordagem do TEA de forma lúdica 6 personagens autistas em animações infantis Canabidiol no tratamento de autismo Genial Care recebe R$ 35 milhões para investir em saúde atípica Se o autismo não é uma doença, por que precisa de diagnóstico? Autismo e plano de saúde: 5 direitos que as operadoras devem cobrir Planos de saúde querem mudar o rol na ANS para tratamento de autismo Hipersensibilidade: fogos de artifício e autismo. O que devo saber? Intervenção precoce e TEA: conheça a história de Julie Dutra Cezar Black tem fala capacitista em “A Fazenda” Dia do Fonoaudiólogo: a importância dos profissionais para o autismo Como é o dia de uma terapeuta ocupacional na rede Genial Care? O que é rigidez cognitiva? Lei sugere substituição de sinais sonoros em escolas do Rio de janeiro 5 informações que você precisa saber sobre o CipTea Messi é autista? Veja porque essa fake news repercute até hoje 5 formas Geniais de inclusão para pessoas autistas por pessoas autistas Como usamos a CAA aqui na Genial Care? Emissão de carteira de pessoa autista em 26 postos do Poupamento 3 séries sul-coreanas sobre autismo pra você conhecer! 3 torcidas autistas que promovem inclusão nos estádios de futebol Conheça mais sobre a lei que cria “Centros de referência para autismo” 5 atividades extracurriculares para integração social de crianças no TEA Como a Genial Care realiza a orientação com os pais? 5 Sinais de AUTISMO em bebês Dia das Bruxas | 3 “sustos” que todo cuidador de uma criança com autismo já levou Jacob: adolescente autista, que potencializou a comunicação com a música! Síndrome de asperger e autismo leve são a mesma coisa? Tramontina cria produto inspirado em criança com autismo Como a fonoaudiologia ajuda crianças com seletividade alimentar? Genial Care Academy: conheça o núcleo de capacitação de terapeutas Como é ser um fonoaudiólogo em uma Healthtech Terapeuta Ocupacional no autismo: entenda a importância para o TEA Como é ser Genial: Mariana Tonetto CAA no autismo: veja os benefícios para o desenvolvimento no TEA Cordão de girassol: o que é, para que serve e quem tem direito Como conseguir laudo de autismo? Conheça a rede Genial para autismo e seja um terapeuta de excelência Educação inclusiva: debate sobre acompanhantes terapêuticos para TEA nas escolas Letícia Sabatella revela ter autismo: “foi libertador” Divulgação estudo Genial Care O que é discalculia e qual sua relação com autismo? Rasgar papel tem ligação com o autismo? Quem é Temple Grandin? | Genial Care Irmãos gêmeos tem o mesmo diagnóstico de autismo? Parece autismo, mas não é: transtornos comumente confundidos com TEA Nova lei aprova ozonioterapia em intervenções complementares Dicas de como explicar de forma simples para crianças o que é autismo 5 livros e HQs para autismo para você colocar na lista! Como é para um terapeuta trabalhar em uma healthcare? Lei n°14.626 – Atendimento Prioritário para Pessoas Autistas e Outros Grupos Como fazer um relatório descritivo? 7 mitos e verdades sobre autismo | Genial Care Masking no autismo: veja porque pessoas neurodivergentes fazem Como aproveitar momentos de lazer com sua criança autista? 3 atividades de terapia ocupacional para usar com crianças autistas Apraxia da fala (AFI): o que é e como ela afeta pessoas autistas Por que o autismo é considerado um espectro? Sala multissensorial em aeroportos de SP e RJ 18/06: dia Mundial do orgulho autista – entenda a importância da data Sinais de autismo na adolescência: entenda quais são Diagnóstico tardio da cantora SIA | Genial Care Autismo e futebol: veja como os torcedores TEA são representados MMS: entenda o que é o porquê deve ser evitada Tem um monstro na minha escola: o desserviço na inclusão escolar Autismo e esteriótipos: por que evitar associar famosos e seus filhos Diagnóstico tardio de autismo: como descobrir se você está no espectro? Autismo e TDAH: entenda o que são, suas relações e diferenças Eletroencefalograma e autismo: tudo que você precisa saber Neurodivergente: Saiba o que é e tire suas dúvidas Como ajudar crianças com TEA a treinar habilidades sociais? Prevalência do autismo: CDC divulga novos dados Show do Coldplay: momento inesquecível para um fã no espectro Nova temporada de “As Five” e a personagem Benê Brendan Fraser e seu filho Griffin Neuropediatra especializado em autismo e a primeira consulta Dia da escola: origem e importância da data comemorativa Ecolalia: definição, tipos e estratégias de intervenção Park Eun-Bin: descubra se a famosa atriz é autista Síndrome de Tourette: entenda o que aconteceu com Lewis Capaldi 10 anos da Lei Berenice Piana: veja os avanços que ela proporcionou 7 passos para fazer o relatório descritivo da criança com autismo Diagnóstico tardio de autismo: conheça a caso do cantor Vitor Fadul Meu filho foi diagnosticado com autismo, e agora?