Para profissionais clínicos uma mulher negra está ensinando uma criança alguma lição, ambo estão sorrindo

Certificação ABA: o que é e como se tornar um aplicador

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Heloise Rissato

Publicado em 04 de agosto de 2022 Atualizado em 08 de agosto de 2023

7 minutos

Cada vez mais, as opções de atuação relacionadas a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) para pessoas com TEA, têm crescido no Brasil.

Nesse aspecto, existe uma grande discussão na área sobre uma certificação ABA para os profissionais que usam essa ciência em seus atendimentos. Atualmente, não existem critérios regulatórios para a formação dos terapeutas que atuam diretamente como analistas do comportamento em nosso país.

Esse cenário, por sua vez, acarreta insegurança nas famílias e cuidadores ao buscar terapeutas ABA verdadeiramente habilitados para atender às necessidades das crianças.

Além disso, muitos profissionais auto-intitulam-se especialistas em ABA, porém, sem conseguir aplicar as estratégias dessa ciência de maneira adequada.

Neste artigo, abordaremos a relevância da certificação ABA, seu atual funcionamento no Brasil e como os profissionais podem buscar especialização. Garantir a excelência na terapia para TEA é fundamental para proporcionar um desenvolvimento pleno e promissor às pessoas com esse transtorno.

O que é “certificação ABA”?

mulher sentada usando computador

A certificação ABA é um documento oficial que comprova o conhecimento dos terapeutas que trabalham com TEA (Transtorno do Espectro Autista) sobre as práticas baseadas em evidências e ciência aplicadas nas sessões, como a avaliação funcional e as intervenções com base em antecedentes, por exemplo.

No Brasil, ainda não temos uma regulamentação oficial para a certificação ABA, o que pode levar alguns terapeutas não qualificados a aplicar os princípios dessa ciência de forma errada, gerando ideias equivocadas, como a de robotização de uma pessoa.

Atualmente, o selo mais próximo de uma certificação ou regulamentação da especialidade em ABA é a acreditação da ABPMC (Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental). Essa acreditação é concedida a prestadores de serviços em Análise do Comportamento Aplicada ao TEA/Desenvolvimento Atípico.

Para obter esse selo, os profissionais precisam atender a três requisitos específicos:

  • Formação acadêmica sólida em Análise do Comportamento e Behaviorismo Radical.
  • Licença profissional, que varia conforme o papel do terapeuta nas intervenções baseadas em ABA, podendo ser Supervisor,
  • Coordenador ou Aplicador.
  • Realização de práticas supervisionadas.

Além disso, é necessário apresentar documentos que comprovem a atuação na área e fazer renovações periódicas da acreditação, enviando comprovantes de atividades de formação contínua.

É importante destacar que já foram aprovados requerimentos para que a ABPMC ofereça essa certificação ABA para profissionais que trabalham com pessoas no espectro, mas tudo ainda está em fase de implementação. Em breve, teremos mais uma oportunidade de aprimorar ainda mais os serviços prestados.

O que temos hoje em certificação ABA no Brasil?

Atualmente, os profissionais brasileiros têm a possibilidade de obter a certificação BCBA (Board Certified Behavior Analyst), que é um reconhecido certificado concedido a todos que trabalham com as práticas de ABA nos Estados Unidos e em vários outros países.

Para adquirir o certificado, é necessário se cadastrar no site oficial da BCBA, enviando os documentos e informações necessárias para análise, e, posteriormente, realizar uma prova. No entanto, antes disso, os profissionais precisam atender a alguns critérios de elegibilidade:

  • Possuir um diploma de uma universidade acreditada, que siga os padrões estabelecidos pelo Board.
  • Completar um curso em análise do comportamento equivalente a uma pós-graduação, com a grade curricular revisada pelos membros do BACB para verificar a conformidade com os critérios estabelecidos.
  • Ter prática supervisionada em análise do comportamento.

Embora essa certificação seja obrigatória no território norte-americano para todos que desejam trabalhar como analistas de comportamento, no Brasil, não é uma exigência obrigatória. Portanto, nem todos os terapeutas ABA possuem um BCBA.

Apesar disso, para aqueles que buscam um nível ainda mais elevado de qualificação e reconhecimento internacional, a certificação BCBA pode ser uma excelente opção para aprimorar suas habilidades e conhecimentos na área da Análise do Comportamento Aplicada.

Banner sobre a Rede Genial de terapeutas com mulher auxiliando uma criança a ler um livro de histórias infantis.

Como profissionais que querem atuar com a ABA podem se capacitar?

Uma vez que não há uma exigência oficial no Brasil para a certificação BCBA ou uma certificação ABA, muitos analistas de comportamento podem se perguntar como se especializar e manter a qualificação para atuar com essa ciência.

Uma opção altamente recomendada é buscar um curso de pós-graduação na área, pois isso irá comprovar a qualificação profissional para a prática. É fundamental que o terapeuta tenha sido supervisionado por profissionais com experiência clínica em ABA para o autismo, o que proporciona um aprendizado mais sólido.

Além disso, há muitos cursos livres de especialização em ABA disponíveis para quem deseja ampliar seu repertório de conhecimento e aprimorar ainda mais seu método de trabalho, oferecendo qualidade e bem-estar para famílias e crianças com TEA.

Atenção: é de extrema importância buscar uma especialização certificada pelo MEC, seja na forma de pós-graduação ou curso livre. Para os interessados em atuar com ABA, é essencial o compromisso com o aperfeiçoamento contínuo, através de estudos e dedicação ao assunto.

Por ser uma ciência em constante evolução, é fundamental estar sempre atualizado com novos dados, pesquisas e informações para proporcionar um atendimento eficaz e atualizado.

QABA

Além do BCBA, existe o Qualified Applied Behavior Analysis Credentialing Board, uma agência internacional que também oferece alguns treinamentos e certificações para os profissionais que desejam se aprimorar em ABA.

Atualmente, existem 3 níveis de credenciamento ofertados por eles:

  • ABAT (Applied Behavior Analysis Technician);
  • QASP-S (Qualified Autism Service Practitioner-Supervisor);
  • QBA (Qualified Behavior Analyst).

Todos esses níveis são obtidos por meio de critérios que consideram a formação acadêmica, os cursos de capacitação e as horas de experiência profissional, além de um processo de avaliação bem cuidadoso e constantemente renovado.

Importância da certificação para profissionais ABA

homem e mulher sentado lado a lado olhando computador

Uma das maiores vantagens do curso ABA para os profissionais é a certeza de oferecer um atendimento de qualidade que as famílias buscam. Além disso, essa especialização é uma forma dos terapeutas aplicadores se destacarem em um mercado altamente competitivo.

No Brasil, a profissão de analista do comportamento não é regulamentada, o que significa que qualquer pessoa pode se autoproclamar um analista. Nesse contexto, essa qualificação mostra um compromisso com a profissão e com as pessoas no espectro autista.

As diversas certificações disponíveis não existem apenas para que o profissional acumule diplomas, mas sim para que as famílias que buscam por esses serviços encontrem profissionais capacitados, atualizados e, acima de tudo, que sigam os princípios éticos durante os atendimentos.

No entanto, é importante ressaltar que, embora o curso de aplicadores ABA seja fundamental, a qualidade das intervenções não depende apenas de um selo.

Por isso, as pessoas cuidadoras precisam ter cuidado ao selecionar um profissional, fazendo perguntas sobre as avaliações que serão realizadas, investigando o currículo do profissional e mantendo uma comunicação aberta para entender como funcionará o cronograma das terapias.

Essa abordagem atenta garantirá uma escolha mais segura e adequada para o bem-estar e o progresso das crianças com TEA.

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Conclusão

A certificação ABA é uma ferramenta importante para garantir a excelência no atendimento aos indivíduos com TEA e suas famílias.

Embora não seja uma exigência oficial no Brasil, essa especialização mostra o comprometimento dos profissionais com a ciência e ética da Análise do Comportamento Aplicada. Para as pessoas cuidadoras, é essencial verificar as qualificações do profissional e manter uma comunicação aberta para assegurar a qualidade das intervenções.

Dessa forma, a busca pela capacitação contínua e o aprimoramento constante tornam-se fundamentais para oferecer o melhor suporte e desenvolvimento para as crianças no espectro autista.

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