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Quando falamos em funções executivas no autismo, estamos nos referindo a um conjunto de processos cognitivos usados para iniciar ações, manter informações, organizar etapas, ajustar planos e acompanhar o que fazemos até alcançar um objetivo.
Por exemplo: uma criança pode saber que precisa se arrumar para a escola e, ainda assim, não conseguir começar. Pode conhecer cada item da mochila, mas esquecer o que deveria guardar.
Possíveis dificuldades nas funções executivas não indicam falta de inteligência, preguiça ou desinteresse. O desempenho dessas habilidades varia conforme a tarefa, o ambiente, os apoios disponíveis e o estado da criança.
Neste artigo, você entenderá como as funções executivas aparecem no cotidiano da criança autista e como família, escola e terapeutas podem oferecer apoios para desenvolver essas habilidades.
O que são funções executivas no autismo?
Funções executivas são um conjunto de processos cognitivos que ajudam a organizar pensamentos e ações em direção a um objetivo, como:
- iniciar uma tarefa;
- manter informações;
- planejar etapas;
- ajustar estratégias; e
- acompanhar o que estamos fazendo.
Embora sejam explicadas separadamente, essas habilidades atuam em conjunto. Para organizar a mochila, por exemplo, uma criança precisa:
- lembrar o que levar;
- localizar os materiais;
- decidir uma ordem de organização;
- iniciar a tarefa;
- conferir o resultado; e
- corrigir o que faltar.
No autismo, o funcionamento executivo pode variar bastante entre pessoas e situações.
Algumas crianças podem precisar de mais apoio para iniciar tarefas, organizar etapas ou lidar com mudanças, enquanto outras podem ter mais facilidade nessas mesmas situações.
O desempenho também pode variar conforme a tarefa, o contexto e os apoios disponíveis.
Compreender a instrução, interessar-se pela atividade, ter energia disponível e encontrar um ambiente organizado conforme suas particularidades também influencia o que a criança consegue fazer.
Funções executivas e inteligência são a mesma coisa?
Inteligência e função executiva são conceitos diferentes. Uma criança pode compreender assuntos complexos e, ao mesmo tempo, precisar de apoio para administrar o tempo ou transformar uma orientação em ações concretas.
Conhecer os planetas do Sistema Solar, por exemplo, não ensina, por si só, como separar os materiais de uma atividade escolar.
A primeira tarefa exige conhecimentos sobre um tema. A segunda exige também planejamento, memória de trabalho, iniciação e monitoramento.
Pessoas autistas sempre têm dificuldades nas funções executivas?
Não. Pessoas autistas apresentam perfis variados. A mesma criança pode organizar com precisão uma atividade ligada aos seus interesses e se perder em uma tarefa longa ou pouco clara, por exemplo.
Pesquisas evidenciam diferenças médias no funcionamento executivo entre grupos, mas não identificam um perfil único que caracterize todas as pessoas autistas.
Além disso, dificuldades semelhantes podem aparecer em outras condições do neurodesenvolvimento, e sua identificação também pode variar conforme a forma de avaliação.
Questionários sobre o cotidiano e testes neuropsicológicos, por exemplo, podem captar aspectos diferentes do funcionamento executivo (Ceruti et al., 2024; Sadozai et al., 2024).
Quais são as principais funções executivas?
Não existe uma única lista de funções executivas adotada por todos os pesquisadores. Alguns modelos, no entanto, destacam três habilidades básicas:
- memória de trabalho;
- controle inibitório; e
- flexibilidade cognitiva, das quais dependem processos mais complexos, como planejar e resolver problemas (Diamond, 2013).
No cotidiano, família, escola e terapeutas podem observar:

- Memória de trabalho: manter uma informação disponível enquanto ela é usada. Permite lembrar as partes de uma instrução durante a execução de uma tarefa.
- Planejamento e organização: definir etapas, estimar o que será necessário e coordenar ações para alcançar um objetivo.
- Controle inibitório: pausar ou interromper uma resposta automática e direcionar a atenção aos estímulos relevantes, reduzindo a interferência de informações que não ajudam naquele momento. Essa habilidade contribui para realizar uma tarefa, tomar decisões e agir com segurança.
- Flexibilidade cognitiva: ajustar uma estratégia, considerar outra possibilidade ou responder a uma mudança.
- Iniciação de tarefas: transformar a intenção em uma primeira ação, sem depender de lembretes contínuos.
- Monitoramento: acompanhar o que está sendo feito, perceber dificuldades e modificar o plano quando necessário.
Essas habilidades são interdependentes. Uma dificuldade em uma dessas habilidades pode impactar diferentes etapas da execução de uma atividade.
Temos um artigo sobre como ensinar flexibilidade cognitiva diante de imprevistos. Volte aqui para ler depois.
Como dificuldades nas funções executivas podem aparecer no dia a dia da criança autista?
As dificuldades nas funções executivas podem aparecer em tarefas escolares, cuidados pessoais, brincadeiras, transições e outras situações do cotidiano. É importante, porém, não atribuir automaticamente uma dificuldade às funções executivas.
Antes disso, também é necessário considerar outras possibilidades, como instruções pouco claras, barreiras sensoriais ou comunicacionais, cansaço, sobrecarga ou uma necessidade não atendida.
Alguns exemplos de como possíveis dificuldades nas funções executivas podem aparecer são:
- Saber o que fazer, mas não conseguir organizar a sequência: a criança pode entender que precisa tomar banho, porém não saber por onde começar ou quais são as etapas necessárias uma após a outra.
- Esquecer partes de uma instrução: imagine que você pede para a criança: “guarde o caderno, pegue o casaco e saia da sala”. A criança pode guardar o caderno, mas não se lembrar das instruções seguintes, como pegar o casaco e sair da sala.
- Não conseguir iniciar uma atividade: diante de uma folha com várias questões, a criança pode permanecer sem iniciar a atividade porque não compreendeu por onde começar.
- Ter dificuldade para mudar de atividade: diante de uma transição, a criança pode precisar de apoio para interromper a ação atual, reorganizar o que estava fazendo e iniciar a próxima atividade.
- Perder-se durante a execução de uma tarefa: a criança pode começar a guardar os brinquedos, encontrar outro objeto e deixar de acompanhar o objetivo inicial.
- Precisar de apoio diante de imprevistos: quando o plano muda, a criança pode não encontrar outra forma de fazer algo diferente para atingir o objetivo.
Esses exemplos não confirmam de forma isolada uma dificuldade executiva. Eles indicam o que é necessário investigar e quais partes da tarefa podem precisar de mais apoio.
Dificuldade para fazer uma tarefa significa disfunção executiva?
Não necessariamente. Atribuir toda dificuldade às funções executivas no autismo pode esconder uma instrução incompreensível, uma necessidade não atendida ou uma recusa da criança.
Antes de chegar a essa conclusão, procure entender se ela:
- compreendeu o que foi solicitado;
- sabe realizar cada etapa;
- consegue acessar os materiais necessários;
- encontra uma barreira motora, sensorial ou comunicacional;
- está ansiosa, com dor, cansada ou sobrecarregada;
- entende o objetivo e quando a tarefa termina;
- está comunicando que não deseja realizá-la.
Também é preciso diferenciar saber, conseguir e conseguir naquele momento.
Uma habilidade pode ficar menos acessível em um ambiente barulhento, diante de pressão ou quando a tarefa reúne muitas demandas. Isso mostra que o desempenho das habilidades depende do contexto.
Por que “é só fazer” não funciona?
Dizer “é só fazer” repete a expectativa, mas não esclarece o primeiro passo, reduz informações ou oferece uma ferramenta para acompanhar a tarefa.
Como explica Alice Tufolo, psicóloga e conselheira clínica da Genial Care:
“Entre saber o que precisa ser feito e conseguir fazer existe um conjunto complexo de habilidades executivas. Quando uma criança não começa, não termina ou se perde nas etapas, dizer ‘é só fazer’ não ensina o caminho nem oferece o apoio de que ela precisa.”
Uma resposta mais adequada é identificar o ponto onde o processo ficou difícil.
A criança precisa saber por onde começar? Lembrar as etapas? Encontrar os materiais necessários para executar a atividade? Entender quanto falta para terminar?
Cada resposta leva a um apoio diferente.
Por que as funções executivas são importantes para o desenvolvimento infantil?
As funções executivas são importantes porque ajudam a criança a transformar conhecimentos e intenções em ações organizadas para alcançar um objetivo.
Elas participam de diferentes situações do cotidiano, desde acompanhar uma atividade escolar até o autocuidado e a tomada de decisões.
Na aprendizagem, por exemplo, as funções executivas ajudam a manter uma orientação em mente, selecionar informações, revisar uma resposta e mudar de estratégia.
Nas atividades de vida diária, as funções executivas contribuem para sequenciar ações como vestir-se ou escovar os dentes, organizar materiais e adaptar um plano.
Além disso, essas habilidades se relacionam à autonomia da criança por permitirem que ela participe da organização da própria rotina. Isso pode acontecer ao escolher uma ferramenta, dividir uma atividade em etapas ou reconhecer que precisa de apoio.
As funções executivas continuam se desenvolvendo ao longo da infância e da adolescência.
Por isso, o desempenho atual da criança não deve ser tratado como um limite definitivo.
Ao longo do desenvolvimento, a criança pode ampliar habilidades, aprender estratégias e encontrar ferramentas que facilitem sua participação e organização no dia a dia.
Qual é a relação entre funções executivas no autismo e regulação emocional?
Em situações de medo, frustração ou sobrecarga, pode ser mais difícil manter informações, avaliar alternativas e organizar ações porque essas habilidades podem estar menos acessíveis nesses estados.
Cobrar rapidez ou acrescentar instruções nos momentos nos quais a criança está se desorganizando, por exemplo, pode aumentar a demanda ainda mais e, consequentemente, a sobrecarga.
Nesses momentos, pode ser necessário simplificar a situação, ajustar o ambiente ou o nível de exigência e oferecer o apoio adequado para essa criança.
Também é importante pensar que a tarefa pode ser retomada quando ela estiver mais disponível para participar.
Essa relação também funciona no outro sentido. Tornar uma atividade mais previsível e organizada pode diminuir a incerteza da criança, sendo uma excelente prática para apoiá-la a se manter regulada.
Para se aprofundar na influência do estado corporal e emocional sobre as ações da criança autista, leia nosso conteúdo sobre autorregulação no autismo.
Como apoiar as funções executivas da criança autista?
Na Genial Care, apoiar as funções executivas no autismo passa por tornar tarefas mais compreensíveis, ensinar a criança a usar ferramentas adequadas às suas necessidades e ajustar apoios conforme a realidade dela e do contexto.
Na prática, isso exige compreender em qual parte da atividade está a dificuldade.
Uma mesma tarefa pode envolver demandas de planejamento, comunicação, processamento sensorial, compreensão da instrução ou mais de um desses fatores ao mesmo tempo.
Por isso, o olhar integrado da nossa equipe multidisciplinar ajuda a definir apoios compatíveis com as necessidades da criança.
Vale ressaltar que tudo isso não é um favor ou um privilégio que estamos concedendo à criança.
Todos os seres humanos podem precisar de diferentes apoios para as funções executivas no dia a dia, como agendas, alarmes, listas de compras, GPS e outras formas de organizar informações fora da memória ou facilitar o modo como chegamos a um objetivo.
Algumas estratégias para apoiar as funções executivas no autismo, portanto, incluem:
- Dividir a tarefa em etapas possíveis;
- Usar checklists e/ou suportes visuais;
- Antecipar tarefas e transições;
- Usar timers conforme a resposta da criança;
- Organizar materiais e informações no ambiente;
- Ensinar como e quando utilizar cada ferramenta.
Entenda mais sobre elas a seguir.
Divida a tarefa em etapas possíveis

Orientações amplas, como “arrume-se para a escola”, podem reunir várias ações sem indicar por onde começar. Transforme esse pedido em etapas mais específicas, como “vista o uniforme da escola”, “calce os sapatos”, “pegue a mochila”.
Para algumas crianças, criar um quadro visual pode ajudar ainda mais a fixar as etapas necessárias para concluir tal objetivo.
A quantidade de informações também deve ser compatível com o que a criança consegue acompanhar.
Dividir pouco pode não oferecer orientação suficiente, enquanto detalhar demais pode tornar a tarefa mais longa e difícil de seguir.
Use checklists e/ou suportes visuais

Checklists e suportes visuais mantêm as informações disponíveis durante toda a atividade, reduzindo a necessidade de a criança lembrar todas as etapas ao mesmo tempo.
A sequência pode utilizar palavras, fotos, desenhos ou objetos, conforme a compreensão da criança.
Apresente o recurso, ensine como consultá-lo e observe se ele realmente facilita a tarefa para adaptar o apoio caso necessário.
Saiba mais sobre esses e outros recursos visuais em: Suportes visuais no autismo: guia prático para famílias e escolas.
Antecipe tarefas e transições

Saber o que acontecerá em determinado ambiente ou atividade pode ajudar a criança a organizar suas ações e se preparar para uma mudança.
Sempre que possível, informe quando a atividade começará, como ela terminará e o que virá depois.
Apresente também alternativas possíveis para o caso de uma mudança de planos, como, por exemplo, em que momento ela poderá retomar a atividade em caso de interrupção.
Use timers conforme a resposta da criança

O timer pode tornar a passagem do tempo mais concreta para a criança e indicar quanto falta para começar, terminar ou mudar de atividade.
No entanto, é importante compreender o perfil da sua criança para usar esta estratégia.
Para algumas crianças, o timer aumenta a previsibilidade. Para outras, a contagem pode gerar ansiedade ou sensação de pressão.
Observe sempre a resposta da criança para ajustar o recurso, o tempo ou a forma de aviso.
Organize materiais e informações no ambiente

Organizar o ambiente reduz a quantidade de decisões e informações que a criança precisa administrar durante uma tarefa.
Quando possível, organize os itens necessários de forma acessível, previsível e próxima ao local de uso, considerando o perfil da criança.
Separar o uniforme na noite anterior, guardar os materiais em compartimentos definidos ou manter os objetos sempre no mesmo local são formas de apoiar a memória e o planejamento.
Essa organização do ambiente beneficia qualquer pessoa que precise administrar várias tarefas no cotidiano, e com as crianças isso não é diferente.
Ensine como utilizar cada ferramenta

Disponibilizar uma ferramenta não significa que a criança saberá quando ou como utilizá-la.
Ao apresentar um checklist, por exemplo, mostre como:
- localizar a primeira etapa;
- marcar o que foi concluído;
- retomar a lista após uma interrupção; e
- reconhecer quando a tarefa terminou.
Esse ensino deve acontecer gradualmente e em situações cotidianas.
Se o recurso exigir mais esforço do que a própria atividade, ele pode precisar de adaptações, como menos informações, outra apresentação ou um formato mais acessível.
Aqui na Genial, essas estratégias também podem ser discutidas com os terapeutas na orientação parental, para os apoios fazerem sentido na rotina da família e serem ajustados conforme a resposta da criança.
Usar apoios para funções executivas no autismo reduz a autonomia da criança?
Não. Ao contrário, quando os apoios são bem escolhidos, podem ampliar a autonomia da criança. Checklists, calendários, timers e aplicativos permitem que informações fiquem disponíveis para a criança consultar quando precisar.
Como destaca Alice:
“Autonomia não significa abandonar checklists, calendários, timers ou qualquer outro apoio. Todos nós organizamos o ambiente para reduzir demandas executivas; o que muda é quais ferramentas cada pessoa precisa e como consegue utilizá-las a favor da própria vida.”
O apoio pode ser mantido, adaptado ou substituído conforme as necessidades e o desenvolvimento.
O avanço da autonomia aparece quando a criança amplia sua participação:
- reconhece uma dificuldade;
- escolhe qual recurso usar.
Aprender quando e como utilizar uma ferramenta também pode fazer parte do repertório de organização e resolução de problemas da criança.
Conclusão
Compreender as funções executivas no autismo ajuda a enxergar o percurso entre uma intenção e sua realização.
Quando a criança se perde nas etapas, demora a começar ou precisa de ajuda para mudar de plano, devemos nos perguntar em qual parte do caminho está a barreira.
A dificuldade pode estar relacionada à memória de trabalho, ao planejamento ou à iniciação da atividade, assim como as barreiras podem estar na instrução, na tarefa, no ambiente ou no estado da criança.
Investigar essas possibilidades permite escolher apoios mais adequados para essa criança e criar oportunidades para ela participar, aprender e desenvolver autonomia ao longo da vida.
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Perguntas frequentes sobre funções executivas no autismo
Quais são as funções executivas no autismo?
As funções executivas incluem memória de trabalho, controle inibitório, flexibilidade cognitiva, planejamento, organização, iniciação e monitoramento de ações. Elas atuam em conjunto para ajudar a pessoa a organizar informações e ações em direção a um objetivo. Pessoas autistas apresentam perfis variados e não necessariamente terão dificuldade em uma ou todas essas habilidades.
Como saber se uma criança tem dificuldades nas funções executivas?
Observe em quais situações a criança precisa de mais apoio para começar tarefas, lembrar instruções, organizar etapas, acompanhar o que está fazendo ou adaptar um plano. Mas é importante ressaltar que esses sinais não confirmam uma dificuldade executiva sozinhos, pois também é necessário investigar o contexto em que eles aparecem e se a criança tinha orientações e compreensão suficientes para realizar tal atividade.
Função executiva tem relação com inteligência?
Funções executivas não são sinônimo de inteligência. Uma criança pode raciocinar bem, aprender conteúdos complexos e ter amplo conhecimento sobre um interesse, mas precisar de ferramentas para iniciar tarefas, administrar o tempo ou organizar uma sequência de ações.
Funções executivas podem se desenvolver ao longo da vida?
Sim. As funções executivas se desenvolvem durante a infância e a adolescência e podem continuar mudando ao longo da vida. Além dessas mudanças relacionadas ao desenvolvimento, a pessoa também pode aprender estratégias e utilizar apoios que facilitem tarefas executivas no cotidiano, mesmo quando determinadas dificuldades permanecem.
Como trabalhar funções executivas no autismo?
Comece por uma dificuldade concreta e identifique onde a tarefa se torna difícil. Depois, experimente dividir a tarefa em etapas, organizar e disponibilizar os materiais necessários para realizá-la, tornar as instruções da tarefa mais claras, usar checklists e/ou antecipar transições. Ensine como acessar apoios necessários e verifique, com a criança, se eles realmente facilitam a atividade.
Funções executivas têm relação com TDAH?
Possíveis dificuldades executivas também são estudadas no TDAH, que pode ou não coexistir com o autismo. No entanto, não há um perfil executivo simples que diferencie ambas as condições em todas as pessoas. Uma avaliação precisa considerar a história, o funcionamento cotidiano e diferentes fontes de informação, sem usar uma dificuldade isolada para concluir um diagnóstico.
Fontes/referências
Ceruti, C., Mingozzi, A., Scionti, N., & Marzocchi, G. M. (2024). Comparing executive functions in children and adolescents with autism and ADHD—A systematic review and meta-analysis. Children, 11(4), 473.
Diamond, A. (2013). Executive functions. Annual review of psychology, 64(1), 135-168.
Sadozai, A. K., Sun, C., Demetriou, E. A., Lampit, A., Munro, M., Perry, N., … & Guastella, A. J. (2024). Executive function in children with neurodevelopmental conditions: a systematic review and meta-analysis. Nature human behaviour, 8(12), 2357-2366.
Yeung, M. K., Bai, J., & Mak, K. L. (2024). Longitudinal changes in executive function in autism spectrum disorder: A systematic review and meta‐analyses. Autism Research, 17(10), 2045-2063.











