Para as famílias Risperidona e autismo: imagem tem fundo lilás e alguns comprimidos de vários tamanhos e cores dispostos

Risperidona e autismo: o que você precisa saber

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Gabriela Bandeira

15 de junho de 2022

Qual a relação entre Risperidona e autismo? O medicamento é um dos mais indicados por profissionais da neuropediatria ou psiquiatria infantil para pacientes com diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e costuma causar muitas dúvidas nas famílias sobre sua prescrição e efeitos. 

Além dele, é comum que as pessoas cuidadoras recebam receita para outros remédios que prometem ajudar com crises de agressividade e outros comportamentos da criança, adolescente ou adulto com autismo. Mas será que existe uma medicação criada para o TEA? 

Neste artigo explicamos melhor sobre Risperidona para autismo, abordando as indicações do medicamento, seus efeitos colaterais e também outras formas de medicação hoje recomendadas para o TEA. 

Para quê serve a Risperidona?

Para começar, vamos entender o que é Risperidona. Esse medicamento é um antipsicótico atípico ou de segunda geração (SGA) aprovado pela Indústria Federal de Medicamentos na década de 1990 com o objetivo de tratar sintomas de psicose e transtorno bipolar em pacientes. 

Com o passar do tempo, o uso da Risperidona se tornou mais amplo e ela  passou a ser indicada  por profissionais da medicina para tratar também sintomas de agressão e irritabilidade em pacientes diagnosticados com demência. 

Além disso, sua recomendação também ocorre para crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) ou Transtorno Disruptivo de Desregulação do Humor. 

No caso do autismo, ainda hoje é comum encontrar profissionais que indicam Risperidona como forma de reduzir a ocorrência de comportamentos desafiadores, especialmente a agressão e a autoagressão. Assim, é muito comum que as famílias encarem o antipsicótico como um remédio próprio para tratar o TEA. 

Existe medicamento para autismo?

Como já falamos anteriormente, o autismo não é uma doença. Logo, não existem medicamentos próprios para ele. Assim, a única forma de tratar o autismo é por meio de intervenções que vão ajudar o indivíduo a desenvolver habilidades e ter uma qualidade de vida melhor. 

Assim, embora exista uma dúvida das famílias, os medicamentos receitados por médicos servem, muitas vezes, para agir nas comorbidades do autismo, ou seja, em condições associadas ao TEA.

Risperidona e autismo: é seguro usar a medicação?

É importante ressaltar que a decisão de usar a Risperidona em crianças com autismo é sempre feita pelo profissional da medicina que acompanha a criança em conjunto com a família. Em geral, a recomendação surge quando a comorbidade pode colocar em risco a vida da pessoa ou daqueles que estão próximos a ela. 

Assim, é preciso também que a família se informe e conheça os efeitos colaterais do uso da Risperidona para interromper o tratamento em casos graves. Entre os efeitos colaterais mais comuns deste medicamento estão: 

  • Ganho de peso substancial;
  • Alterações metabólicas;
  • Alterações neurológicas;
  • Alterações hormonais.

Vale lembrar que todas essas alterações citadas podem ser prejudiciais ao indivíduo, Por esse motivo, antes de qualquer tentativa, é dever da família buscar o máximo de informação possível com a equipe que acompanha a criança. Além disso, é essencial realizar exames frequentes, cujo tempo de retorno depende do medicamento. 

Para conhecer mais sobre intervenções que ajudam pessoas autistas a se desenvolver e as pessoas cuidadoras a lidarem com comportamentos desafiadores, leia a seção de ABA e intervenções para o autismo no nosso blog

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Escrito por:

Gabriela Bandeira

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