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Menina sentada segurando as pernas. Ela está triste e ao fundo, tem várias crianças. O ambiente é escolar e representa recusa escolar

5 dicas para lidar com a recusa escolar em crianças autistas

Você sabe o que é recusa escolar? Esse é um comportamento muito comum em crianças, típicas ou atípicas, que sentem uma angústia relacionada ao ambiente educacional e não querem mais ir para a escola de jeito nenhum.

Quando falamos de famílias atípicas, esse pode ser um momento ainda mais delicado, já que essa recusa escolar pode estar diretamente relacionada a ansiedades, estresse infantil e crises.

Isso porque muitas crianças no espectro apresentam dificuldades de interação e comunicação social, fazendo com que a inclusão na escola seja ainda mais demorada.

Além disso, esse momento representa uma separação da família, pais e pessoas cuidadoras, espaço onde a criança se sente mais segura, confortável e amparada. Por isso, é muito importante entender como lidar com esse comportamento e garantir um aprendizado saudável para pessoas autistas.

Para ajudar, neste texto separamos algumas informações importantes sobre como manejar essa vontade de não ir à escola. Acompanhe na leitura!

O que pode causar a recusa escolar?

menina folheando um livro sozinha

Primeiro, é importante entender que existe uma diferença entre a recusa escolar e uma vontade de não ir à aula em dias específicos. Quando a criança autista manifesta angústia real, ansiedade, estresse e até sinais físicos, é hora de entender com mais atenção o que está acontecendo.

Essa sensação ligada à recusa escolar pode ir crescendo e variando, até gerar um agravamento emocional maior, que impeça a criança de sair de casa, dificultando sua interação social e desenvolvimento de habilidades para uma vida autônoma.

É bastante comum esse desejo de não ir à escola aparecer após longos períodos longe do ambiente escolar, como início do ano letivo, mudança de instituição e volta de férias, por exemplo.

Além disso, podem existir outros motivos ligados a falta de vontade do seu filho de ir para escola, como:

  1. Bullying;
  2. Sentir-se sobrecarregado com atividades;
  3. Mudanças de sala ou turma;
  4. Falta de segurança naquele ambiente;
  5. Espaço com muitas pessoas ou estímulos.

Dessa forma, a manifestação da recusa escolar pode ser uma forma do pequeno comunicar que está evitando a escola por algum motivo específico.

A recusa escolar é “birra” ou sobrecarga sensorial?

Muitas vezes, quando a criança autista chora, grita ou se recusa a sair do carro para entrar na escola, o comportamento é interpretado erroneamente por quem vê de fora como “birra” ou falta de limites. Mas é fundamental mudar essa perspectiva: no Transtorno do Espectro Autista (TEA), a recusa escolar é, na grande maioria das vezes, uma resposta a uma sobrecarga sensorial ou emocional extrema.

O ambiente escolar é naturalmente caótico. O sinal que toca alto, o eco no pátio lotado, o excesso de informações visuais nas paredes, as quebras inesperadas de rotina ou até um isolamento social não verbalizado podem causar dor física e psicológica na criança atípica.

Portanto, não se trata de não querer estudar, mas sim de um instinto de fuga de um ambiente que o cérebro da criança percebe como ameaçador. Compreender isso tira o peso da “culpa” dos ombros da família e redireciona o foco para onde ele realmente deve estar: na adaptação do ambiente escolar.

A escola pode chamar o Conselho Tutelar devido à recusa escolar?

Essa é uma das maiores angústias e medos relatados pelas mães atípicas. A resposta direta é: a escola não deve acionar o Conselho Tutelar como primeira medida quando a falta do aluno está diretamente ligada às barreiras do autismo. A recusa escolar no TEA é uma questão de saúde, adaptação e defasagem na inclusão, e não de negligência ou abandono intelectual por parte da família.

Antes de pensar em qualquer medida punitiva, a instituição de ensino tem o dever legal de acolher essa família, dialogar com a equipe terapêutica da criança e promover as adaptações necessárias. O Estatuto da Pessoa com Deficiência (LBI) é muito claro ao garantir que a escola precisa eliminar as barreiras — sejam elas físicas, atitudinais ou sensoriais — que impedem o acesso e a permanência do aluno na escola.

O papel do PEI e do Profissional de Apoio na adaptação

Para que o retorno à escola aconteça de forma segura, com previsibilidade e com menos sofrimento, a criança precisa de suportes adequados. É aqui que entram duas ferramentas essenciais amparadas pelas diretrizes de inclusão do Ministério da Educação:

  • Plano Educacional Individualizado (PEI): A escola, em conjunto com a família e os terapeutas, deve elaborar um documento que adapte não apenas o material didático, mas também as metas de socialização e a rotina da criança, respeitando o seu tempo e os seus limites sensoriais.
  • Profissional de Apoio Escolar (Mediador): Caso haja recomendação clínica, a criança tem o direito a um acompanhante especializado em sala de aula. Esse profissional é vital não só para a parte pedagógica, mas principalmente para ajudar a criança a se regular emocionalmente durante uma crise e facilitar os momentos críticos de transição, como a separação dos pais no portão da escola.

Recusa escolar: o que fazer nessa situação?

recusa escolar: menino estudando de fone de ouvidos

A recusa escolar é um dos fatores que mais distanciam as crianças da escola, e por isso é muito importante entender como lidar com ela, sempre contando com o apoio dos profissionais de educação desse espaço.

Para crianças com autismo, pode ser ainda mais difícil manifestar verbalmente o que está acontecendo. Por isso, é importante conhecer algumas estratégias que podem ajudar a identificar o motivo por trás desse distanciamento.

Mas lembre-se: manter o diálogo com a escola e a equipe multidisciplinar que acompanha o desenvolvimento da criança é fundamental. Esses profissionais podem, e devem, ajudar com ações que vão ser benéficas nessa situação.

1. Ouça a criança e entenda os motivos

A comunicação é peça-chave quando estamos falando com situações desafiadoras em famílias atípicas. Por isso, caso a recusa escolar seja frequente, esteja disponível para conversar com a criança e entender seus motivos de resistência, isso ajudará a pessoa autista a ter mais confiança e comunicar dificuldades.

2. Transmita segurança

Nesses momentos desafiadores é muito importante manter a calma e conseguir transmitir confiança e segurança para a criança. Dessa forma, incentivá-la a vivenciar o ambiente escolar da melhor forma possível, perguntando sobre como está indo o aprendizado e potencializando a busca pelo conhecimento.

3. Estimule o contato com professores

Acolhimento e conforto entre professores e alunos é fundamental para criar um laço de confiança no ambiente escolar. Portanto, permita e estimule que o pequeno tenha esse contato, sempre com muito carinho e respeito. Isso o ajudará a se sentir seguro e protegido na escola.

4. Esteja presente na vida escolar

A participação da família no ambiente escolar é muito importante para o desenvolvimento da criança. Por isso, sempre que possível, procure se envolver nas atividades e estimule o convívio e proximidade nesse sentido. Assim, seu filho também estará mais motivado a descobrir tudo que a escola pode oferecer.

5. Não faça que o momento em casa seja mais atraente que ir à escola

Em momentos em que a criança não consegue ir à escola devido à ansiedade, é importante oferecer acolhimento para que ela se regule. Porém, assim que ela estiver calma, mantenha uma rotina estruturada em casa. Evite que o horário escolar se transforme em tempo livre ilimitado de telas ou brincadeiras, ajudando-a a entender que a escola continua sendo parte essencial do dia a dia.

Lembre-se: essas são apenas algumas dicas que podem ajudar nesse momento. Não existe nenhuma receita perfeita, já que cada criança é única e vive uma experiência diferente. O essencial é respeitar os limites da criança, entender seus motivos e criar um espaço seguro para trocas!

A escola é um espaço que a pessoa no espectro precisa frequentar, já que ela proporciona o desenvolvimento cognitivo e da comunicação, além de contribuir para o convívio social.

Por isso, é importante que a família busque uma escola com profissionais capacitados e tenha uma troca constante com todos que estão envolvidos na educação da criança.

Conclusão

Lidar com a recusa escolar é, sem dúvida, um dos momentos mais desafiadores e exaustivos da maternidade e paternidade atípica. Ver a criança em sofrimento no portão da escola gera angústia, frustração e, muitas vezes, culpa. Mas é essencial lembrar: você não está falhando e o seu filho não está fazendo isso de propósito.

A verdadeira inclusão não acontece apenas ao aceitar a matrícula do aluno, mas sim ao adaptar o ambiente para que ele seja seguro, previsível e acolhedor para mentes neurodivergentes. Exigir o cumprimento dos direitos da criança, como a flexibilização da rotina, a elaboração do PEI e o suporte de um profissional de apoio, é um ato de amor e proteção.

Para que a transição seja bem-sucedida, o trabalho não pode ser solitário. A comunicação constante entre a família, a equipe clínica (como psicólogos e terapeutas ocupacionais que vão identificar os gatilhos) e a coordenação pedagógica é a chave para reverter a recusa. Com tempo, respeito ao ritmo da criança e as adaptações corretas, é possível transformar o ambiente escolar em um espaço onde ela possa, de fato, pertencer, aprender e prosperar.

Aqui em nosso blog temos um conteúdo completo sobre adaptação escolar e como ajudar a criança autista nesse momento, vale ler:

Como ajudar crianças autistas na adaptação escolar

Terapias para a sua criança autista pelo plano de saúde

30 respostas para “5 dicas para lidar com a recusa escolar em crianças autistas”

  1. Olá meu filho tem 07 anos é autista nível 3 não verbal ele tem todi ele passou um tempo em casa doente quando voltou pra escola foi 3 dias de boa mas depois não quis ir mais ele chora quando vou pegar a fanda da escola pra ele vestir ele estuda a tande é faz atendimento AEE de manhã para o aee ele vai não dá trabalho agora a tarde eu não consigo levantar ele porque ele da trabalho para sair de casa para ir pra escola é quando chegar lá ele chora muito se jogar no chão não sei o que fazer

    • Olá, Edna. Como vai? Esperamos que muito bem.

      O comportamento do seu filho é uma resposta clara a um sofrimento que ele ainda não consegue verbalizar, indicando que a escola, neste momento, está funcionando como um gatilho de sobrecarga ou ansiedade insuportável. Para uma criança com suporte nível 3, o ambiente escolar pode ser extremamente exaustivo, e o fato de ele ir bem ao AEE mostra que ele é capaz de aprender, mas que a rotina da tarde, o ambiente ou a transição entre casa e escola estão sendo barreiras que precisam ser mapeadas e adaptadas.

      Para resolver isso, agende uma reunião urgente com a coordenação pedagógica e o professor de AEE para criar um plano de transição escolar gradual, onde ele possa retornar com menos tempo de permanência ou maior suporte individualizado até se sentir seguro novamente. Paralelamente, converse com a equipe terapêutica dele sobre estratégias de “preparação para o ambiente”, como o uso de cronogramas visuais que mostrem exatamente o que vai acontecer na escola e o que o espera na volta, reduzindo a imprevisibilidade que gera o choro e a crise de se jogar no chão.

      Esperamos ter te ajudado.

      Abraços.

  2. Boa noite
    Eu meto tem 11 anos tea e tod Não interage. Não gosta de irmã escola
    Não gosta de fazer as atividades. No el 1de suporte
    Muito inteligente.Nao sabemos o que fazer. Faz vários acompanhamentos.Disse que não tem amigos. .Por favor dei nos uma luz.

    • Olá, Jacqueline. Como vai? Esperamos que muito bem.

      É perfeitamente compreensível o sentimento de exaustão e o “vazio” de não saber mais qual caminho seguir. Ter um diagnóstico de TEA Nível 1 junto com o TOD (Transtorno Opositivo Desafiador) cria um cenário desafiador:

      Por um lado, a inteligência dele é clara e evidente; por outro, a barreira da interação e a recusa escolar parecem intransponíveis. Nessa idade, a pré-adolescência começa a aflorar, e a sensação de não ter amigos pode gerar uma tristeza profunda que ele acaba transformando em isolamento ou em comportamento opositivo como forma de defesa.

      A “luz” que vocês buscam pode estar em mudar o foco do “cumprimento de tarefas” para a “conexão emocional e interesses”. Como ele é muito inteligente, as atividades escolares comuns podem parecer sem sentido ou repetitivas, alimentando o desinteresse. Uma estratégia que costuma ajudar é tentar integrar o hiperfoco dele nos estudos e buscar grupos de habilidades sociais específicos para a idade dele, onde ele possa encontrar pares com interesses semelhantes aos dele. O suporte terapêutico precisa agora focar menos em “treinar comportamentos” e mais em ajudar ele a entender o valor das conexões humanas e a lidar com a frustração de fazer o que não gosta.

      Conte sempre conosco.

      Abraços.

    • Olá, Kaliana. Como vai? Esperamos que muito bem.

      Entendemos perfeitamente o quão desafiador e desgastante deve ser lidar com a recusa escolar do seu filho, especialmente com o peso de múltiplos diagnósticos: autismo (TEA), TDAH, Dislexia e Deficiência Intelectual. Você está enfrentando uma situação complexa, e é natural sentir-se preocupada.

      A recusa em ir à escola é um sintoma de que algo no ambiente ou no processo de aprendizado está em desequilíbrio e causando sofrimento. Nesses casos, o mais importante é realizar uma intervenção multidisciplinar imediata:

      1) Avaliação Funcional: Busque um psicólogo ou analista do comportamento (ABA) para entender a função da recusa. Ele está evitando algo (ex: tarefas muito difíceis, barulho, bullying) ou buscando algo (ex: atenção, ficar em casa)?
      2) Plano Educacional Individualizado (PEI): A escola tem a obrigação legal de fornecer um PEI que integre todas as necessidades (TEA, TDAH, Dislexia e DI), com adaptações curriculares e o suporte de um profissional de apoio qualificado para tornar o ambiente seguro e o aprendizado acessível. A rejeição pode ser o resultado de um currículo não adaptado.
      3) Ajuste de Terapia/Medicação: Converse com o neuropediatra sobre o TDAH e a ansiedade (fator comum na recusa escolar), pois o tratamento adequado dessas condições pode diminuir a frustração e aumentar a motivação. Seu filho precisa de um ambiente que respeite a forma única como ele aprende.

      Esperamos ter ajudado. Abraços.

  3. Meu filho de 7 anos TEA nível 1 não quer ir mais pra escola já tentei deixar ele a força más ele grita muito se machuca e me machuca tbm e os coleguinhas ficam assustados com o comportamento dele. Ele fica período integral pois preciso trabalhar não sei mais o que fazer vou acabar perdendo o emprego. Já tentei distrair, levar brinquedos, doces pra ele e prós amiguinhos más não funciona e quando ele fica e se acalma brinca e faz às tarefas, más na hora de entrar e muito difícil o que posso fazer?

    • Olá, Quesia. Como vai? Esperamos que muito bem.

      Sentimos muito que você e seu filho estejam passando por essa situação tão difícil e dolorosa. A sua preocupação é mais que compreensível, especialmente por ele ficar o dia todo na escola e você se sentir pressionada devido ao seu trabalho.

      Esse comportamento pode ser um sinal de que algo na rotina dele ou no ambiente escolar não está funcionando. Talvez, procurar entender quais são os gatilhos, como a forma da despedida ou algum momento específico na entrada da escola, possa ajudar. Conversar com a escola sobre a possibilidade de criar uma rotina de transição, com um tempo de adaptação mais gradual para a entrada, ou mesmo buscar apoio de um especialista em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) pode oferecer novas estratégias para lidar com essa fase.

      Leia esse nosso texto que fala sobre direitos das pessoas autistas nas educação:

      https://genialcare.com.br/blog/leis-autismo-e-educacao/

      Esperamos ter ajudado.

      Abraços.

  4. Bom dia meu filho tem 16 anos é não quer ir a escola não quer fazer lição e tenta fugir da escola tem crises todas vezes escola me liga para ir buscá-lo não sei mas o que fazer

    • Olá, Rozana. Como vai? Esperamos que muito bem.

      Entendemos sua preocupação e o quanto essa situação pode ser desafiadora. Tente conversar abertamente com ele para entender a raiz do que está acontecendo e talvez buscar apoio de um profissional, como um psicólogo escolar, pode ser um caminho para descobrir as causas e encontrar soluções.

      Outro caminho é tentar entender com pessoas da escola (professores(as), diretora, etc), o que eventualmente faz com que ele não queira permanecer por lá. Desse modo, você terá mais informações que a ajudaram a entender melhor o que pode estar acontecendo.

      Conte sempre conosco.

      Abraços.

  5. Minha filha de 7 anos tem TEA nível 1, e se recusa totalmente a ir para a escola. Todos os dias eu a levo sob protesto,durante o caminho nos vamos conversando, brincando até cantando, porém quando chega na escola ela muda completamente.Tem crise forte de choro, senta no chão ou se agarra em mim pra não me deixar ir embora. São necessárias três pessoas pra leva_la pra sala de aula, a coordenadora, a mediadora e a AEE( auxiliar de educação especial) ainda sim ela fica aos gritos, até conseguirem acalma-la, tão altos que dá pra ouvir da calçada fora da escola. A escola eh da rede municipal de ensino, mas fornecem todo suporte que eles podem: sala sensorial, acompanhamento com OEE( orientadora de educação especial), horários de entrada e saída diferenciados, tenho contato direto com a professora da sala de aula. Mas mesmo assim está muito difícil. Ela faz uso de remédios e faz 5 terapias com Equipe Multidisciplinar. Não sei mais o que fazer , me sinto perdida.

    • Olá, Samantha. Como vai? Esperamos que muito bem.

      Sentimos muito que você esteja passando por essa situação tão exaustiva e dolorosa. A recusa de sua filha em ir para a escola não é birra, mas uma forma de comunicar que algo naquele ambiente é profundamente avassalador, mesmo com todo o suporte que a equipe oferece. É fundamental continuar o trabalho em equipe, concentrando-se em entender a causa desse sofrimento e em criar um plano de transição ainda mais individualizado. Colabore com a equipe multidisciplinar e a escola para usar estratégias como histórias sociais, calendários visuais ou um objeto de transição, que podem dar a ela uma sensação de segurança. Lembre-se, o seu esforço é admirável e, com paciência e união, vocês podem encontrar um caminho para que a ida à escola seja mais tranquila para todos.

      Conte sempre conosco.

      Abraço.

  6. Minha filha e autista grau 1 tem 13 anos , rejeitava a escola desde os 6anos mas pelo menos dois a três dias ela ia ,mas dos 11 anos para cá e uma luts diária não que ir mais ,tem crise de pânico , ansiedade,não sei mais o que fazer,tem acompanhamento de piscicologa,neuro , e a escola oferece os benefícios para ela ,mas mesmo assim chega o dia de ir ela muda tem as crises passa mal eu não aguento mais

    • Olá, Cláudia. Como vai? Esperamos que muito bem.

      Compreendemos perfeitamente seu esgotamento. O que sua filha enfrenta é um quadro de Recusa Escolar, uma manifestação extrema de ansiedade e pânico, e não um problema de comportamento. Para uma adolescente com autismo, o ambiente escolar pode ser uma fonte imensa de sobrecarga sensorial e social, tornando-se um gatilho para crises. Você já fez o mais importante ao garantir acompanhamento profissional; agora, o foco é refinar a estratégia de ajuda.

      O caminho mais assertivo é integrar a equipe de apoio (psicóloga, neuro e escola) para criar um plano de ação unificado. As estratégias devem incluir: investigar os gatilhos específicos que causam o pânico na escola, implementar um plano de retorno gradual e flexível (com horários reduzidos e um local de refúgio seguro), e reavaliar com o neurologista se um suporte medicamentoso para a ansiedade aguda pode ser benéfico neste momento. Cuidar de você e buscar apoio para o seu próprio esgotamento também é parte fundamental da solução.

      Esperamos ter ajudado.

      Abraços.

  7. Olá tem uma filha de 5 anos autista nível 2. Ela fala alguma palavra mas não sabe se comunicar. No começo do ano ela estava indo a escola normalmente,pouco dias para férias ela começou recusar a não querer ficar na escola,passou as férias e ela não que saber da escola,se falar o nome de escola para ela ,já começa a chorar,já questionei a escola sobre mas falam que sempre tratam bem ela . Simplesmente não sei o que fazer 😕. Eu pergunto a ela pq vc não que ir a escola?.Ela responde”escola não”casa,brincar”.

    • Olá, Adriana. Como vai? Esperamos que muito bem.

      Agradecemos profundamente por compartilhar essa situação tão delicada. Entendemos o quanto pode ser angustiante ver uma criança apresentar recusa escolar, especialmente quando continua em processo de desenvolvimento da comunicação.

      É essencial validar os sentimentos dela e, ao mesmo tempo, investigar com calma possíveis mudanças no ambiente escolar ou na rotina. Buscar apoio com profissionais da equipe multidisciplinar — como psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos — pode ajudar a entender melhor o que está por trás desse comportamento. Seguiremos aqui para apoiar com informações e conteúdos que façam sentido para famílias como a sua!

      Conte sempre conosco.

      Abraços.

  8. Olá,bom dia,meu filho tem 7 anos,e ele não quer ir a escola pq tem algumas crianças que riem dele e até batem. Conversei com a direção da escola, mais não tive um retorno o que devo fazer diante da recusa dele

    • Olá, Débora. Como vai? Esperamos que muito bem.

      Débora, entendemos e sentimos muito pelo que seu filho está passando. Comunique a escola formalmente por escrito, exigindo um plano de ação imediato. Se não houver resposta, procure o Conselho Tutelar.

      Considere buscar apoio psicológico para seu filho. A segurança e o bem-estar dele são prioridades.

      Esperamos ter ajudado.

      Abraço.

  9. Boa noite,meu filho tem 11 anos é autista nível 1 tá com pânico da escola, não sei mais o que fazer

    • Olá, Léia. Como vai? Esperamos que muito bem.

      Léia, o pânico escolar do seu filho exige diálogo aberto com ele e a escola para entender as causas (ansiedade sensorial/social, bullying, mudanças, demandas). Se possível, intensifique o acompanhamento profissional (psicólogo, etc.).

      Em casa, priorize rotina, relaxamento e comunicação visual. A escola deve buscar soluções e adaptações antes de acionar o Conselho Tutelar, focando no bem-estar e segurança do seu filho.

      Esperamos ter ajudado.

      Abraço.

  10. Meu filho tem 4 anos diagnosticado com tea nível 2 , TOD , e TDAH. A cerca de duas semanas , ele não aceita ir ou entrar na escola , se debate grita , a monitora precisa levar ele no colo a contra gosto e mesmo assim ele fica o período todo chorando . Diz que tem um colega que bate mas mesmo mantendo ele afastado desse colega ele não aceita ir. Hoje 5 pessoas tentaram levar ele e não conseguiram , precisei trazer ele pra casa . Já não sei mais oque fazer

    • Olá, Bianca. Como vai? Esperamos que muito bem.

      Bianca, a recusa escolar pode indicar ansiedade intensa relacionada a fatores específicos, mesmo que o colega seja mantido distante. É crucial investigar a fundo com a equipe escolar e os terapeutas do seu filho as possíveis causas da recusa. Considere uma adaptação gradual ao ambiente escolar, com apoio individualizado e estratégias sensoriais e comportamentais específicas para acalmá-lo e fazê-lo se sentir seguro.

      Esperamos ter ajudado.

      Abraço.

  11. Meu filho de recusa a ir pra escola ele tá indo pra o psiquiatra pra psicóloga está fazendo os exames que o neuro passou tá em investigação do TEA ele não vai de forma alguma e a escola informou que vai acionar o conselho tutelar não sei mais oque fazer

    • Olá, Ingrid. Como vai? Esperamos que muito bem.

      Ingrid, compreendemos a sua angústia diante da recusa do seu filho em ir à escola e a preocupação com a possível intervenção do Conselho Tutelar. É importante que você saiba que não está sozinha e que existem caminhos para lidar com essa situação.

      Tente compreender o porquê da recusa escolar, comunique-se com a direção da escola (nesse ponto, recomendamos o uso do relatório descritivo para auxiliar na compreensão do TEA).

      https://genialcare.com.br/blog/relatorio-descritivo-da-crianca-com-autismo/

      Lembre-se que você não está sozinha nessa jornada. Com paciência, perseverança e apoio adequado, você e seu filho podem superar esses desafios.

      Abraço.

  12. Minha filha é autista tem 13 anos mundo de escola e está sim recusado a ir pra escola não está conseguindo sim adaptar não sei mais o quer fazer

    • Olá, Lucicleide. Como vai? Esperamos que muito bem.

      Lucicleide, é muito desafiador a mudança escolar. Isso para todas as crianças.

      Recomendamos conversar com a direção e os professores para entender o que ocorre na sala de aula. Além disso, é sempre importante usar o relatório descritivo da criança com autismo.
      Veja nosso conteúdo sobre o tema com 7 dicas de como elaborar esse documento de suporte.

      Esperamos te ajudado.

      Abraço.

    • Olá, Lilian. Como vai você? Esperamos que muito bem!

      Lilian, a recusa escolar pode ser um grande desafio. É importante entender que essa resistência pode ter diversas causas, desde dificuldades sensoriais até questões sociais ou de aprendizado.

      O primeiro passo é tentar identificar a causa:

      – Converse com seu filho: tente entender os motivos da recusa, mesmo que a comunicação seja desafiadora. Use recursos visuais, como desenhos ou pictogramas, para facilitar a expressão;
      – Converse com a escola: mantenha uma comunicação aberta com os professores e equipe escolar. Eles podem fornecer percepções sobre o comportamento do seu filho na escola e sugerir estratégias.

      Esperamos ter ajudado.

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