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A sexualidade infantil é uma parte natural do desenvolvimento humano, mas as crianças autistas podem enfrentar desafios específicos relacionados a sua sexualidade.
O autismo é caracterizado por dificuldades na comunicação e interação social, interesses restritos e comportamentos repetitivos. Isso pode tornar mais difícil para as crianças autistas entenderem as normas sociais e culturais relacionadas à sexualidade.
Além disso, as crianças autistas podem ter dificuldades sensoriais que podem tornar certos tipos de toque ou contato físico desconfortáveis ou aversivos, o que pode fazer com que elas se sintam envergonhadas ou com medo de explorar o próprio corpo.
Neste artigo, abordamos alguns dos desafios e questões relacionadas à sexualidade infantil no autismo e como as pessoas autistas podem entender essa individualidade de forma segura e saudável.
Sexualidade infantil e o TEA

Pessoas autistas podem ter desafios únicos quando se trata de sexualidade. Por exemplo, eles podem ter dificuldades com a comunicação e com a leitura de sinais sociais, o que pode tornar difícil a navegação em situações românticas e sexuais.
Por isso, é importante que os pais e cuidadores estejam cientes desse desafio e saibam como apoiar a sexualidade infantil no autismo, e sempre estar disposto a:
- Procurar informações acessíveis e apropriadas sobre educação sexual;
- Ter conversas regulares sobre relacionamentos e emoções;
- Expor sempre informações claras sobre o que é apropriado e o que não é.
Além disso, é preciso ficar de olho no Transtorno de Processamento Sensorial (TPS), para evitar crises sensoriais que prejudicam o desenvolvimento e bem-estar da criança. E como isso?
- Fornecendo estímulos sensoriais alternativos — como texturas ou cores diferentes, para que ela entenda os próprios limites de toque e sensações.
- Evitando tipos específicos de toque — que a criança pode achar desconfortável, como beijos, cafunés e abraços dos próprios cuidadores ou até mesmo de desconhecidos. É importante entender como a criança se sente, ela pediu carinho para os pais ou foi orientada a fazer isso? A vontade da criança deve ser respeitada.
Importante: As pessoas cuidadoras e familiares precisam unir a orientação de profissionais clínicos, que conhecem e acompanham a pessoa autista e podem indicar o melhor cuidado nesse momento de exploração.
Auto-exploração na sexualidade infantil
Um dos questionamentos das pessoas cuidadoras, é a auto-exploração sexual de seus filhos, típicos e atípicos. Estudos apontam que autistas podem ter uma maior propensão à auto-exploração e à auto-estimulação, e essas práticas podem fazer parte de sua sexualidade.
Um estudo de 2012 publicado no Journal of Autism and Developmental Disorders descobriu que 63% dos pais de crianças autistas relataram comportamentos sexuais que consideravam atípicos, expor-se ou se masturbar em público.
Outro estudo de 2016 publicado no Journal of Sex Research descobriu que adolescentes autistas relataram maior frequência de masturbação do que adolescentes neurotípicos.
É importante notar que esses estudos se concentram em comportamentos sexuais específicos e não devem ser interpretados como uma indicação de que todos os indivíduos autistas se auto estimulam com mais frequência, e isso não se aplica a todas as pessoas autistas e que há uma ampla variedade de comportamentos sexuais entre pessoas com TEA.
Embora essas atividades possam ser mal compreendidas ou consideradas inadequadas pelos outros, é importante lembrar que o comportamento sexual é uma parte natural do desenvolvimento humano e não deve ser estigmatizado ou envergonhado, desde que seja realizado de maneira segura e consensual.
Mas, é muito importante reforçar que essas ações são normais e fazem parte do processo de descoberta, e que os autistas têm o direito de explorar sua sexualidade de maneira segura e respeitosa.
Mas atenção: se os pais ou cuidadores têm preocupações com os comportamentos sexuais de uma criança autista, é importante buscar aconselhamento de profissionais de saúde e educação que possam ajudar a avaliar e gerenciar esses comportamentos de maneira apropriada e saudável.
Consentimento e relacionamentos

Todas as pessoas têm o direito de escolher com quem querem ter contato físico ou sexual e em que condições.
O consentimento é crucial em qualquer situação sexual, e pode ser particularmente desafiador para pessoas autistas que podem ter dificuldades com a comunicação e com a compreensão de sinais sociais.
Por isso, receber educação sobre consentimento e também aprender sobre autonomia e tomada de decisões nos relacionamentos, são duas ações indispensáveis no processo de amadurecimento de pessoas com TEA.
Apoio e recursos para falar sobre sexualidade infantil
O apoio contínuo, a educação e o treinamento em habilidades sociais são essenciais para garantir que as crianças autistas desenvolvam uma compreensão positiva e saudável de sua sexualidade.
Pessoas autistas podem se beneficiar de apoio e recursos específicos para explorar sua sexualidade de forma segura e saudável, com profissionais especializados em educação sexual, ou grupos de apoio na escola e no ambiente social.
É importante que os pais e cuidadores estejam cientes dos desafios específicos enfrentados pelas crianças autistas e forneçam um ambiente seguro e acolhedor para que eles possam explorar sua sexualidade de maneira saudável e apropriada.
Se você quer saber mais sobre sexualidade no autismo, acesse nossa entrevista com Lucas Nolasco, autista que se identifica como bissexual, e contou pra gente como foi esse processo de autodescoberta:
Bissexualidade no autismo: conheça Luca Nolasco, do Introvertendo












28 respostas para “Sexualidade infantil: como lidar dentro do espectro”
Olá tenho dois filhos autista porém o mais novo de 3 anos fica se masturbando,sempre converso falo que não pode mais não adianta,quando ele tá só eu pego ele fazendo isso fico com vergonha,tenho medo dele crescer com esses comportamentos.O que faço o mais velho nunca fez isso.
Olá, Maria. Como vai? Esperamos que muito bem.
É muito comum que pais sintam desconforto ou vergonha diante desse comportamento, mas é importante entender que, aos 3 anos, o que seu filho está fazendo não possui uma conotação sexual como no mundo adulto. Nessa idade, a criança está em uma fase de descoberta do corpo e percebe que certas partes, quando tocadas, trazem uma sensação prazerosa ou de relaxamento. No caso de crianças autistas, esse toque muitas vezes se torna um estímulo sensorial (stimming): o sistema nervoso dele pode estar buscando essa sensação para se acalmar, lidar com o tédio ou processar alguma sobrecarga emocional. O fato de o seu filho mais velho nunca ter feito isso apenas reforça que cada criança no espectro possui um perfil sensorial único.
Tentar proibir ou dar broncas geralmente não funciona e pode até aumentar a ansiedade da criança, fazendo com que ela busque o comportamento com mais frequência para se autorregular. O caminho mais eficaz é focar na redireção e no conceito de privacidade. Quando você o vir fazendo isso em público ou na sala, não brigue; apenas direcione as mãos dele para outra atividade interessante (um brinquedo de apertar, massinha ou algo que exija esforço das mãos) ou leve-o para o quarto, explicando de forma simples: “Isso a gente faz sozinho no quarto/banheiro”. Com o tempo, ele começará a associar que o toque no corpo é permitido, mas possui um lugar e momento específicos para acontecer.
Além do aspecto comportamental, vale a pena observar se existem causas físicas imediatas. Às vezes, o toque começa por conta de uma fralda muito apertada, uma calça de tecido irritante ou até uma pequena assadura ou coceira, e a criança acaba descobrindo a sensação prazerosa a partir desse desconforto inicial. Verifique se a higiene está adequada e se as roupas são confortáveis. Se o comportamento for muito frequente e impedir que ele brinque ou aprenda, conversar com um terapeuta ocupacional com foco em integração sensorial pode ajudar a encontrar outras formas de dar ao corpo dele o estímulo que ele está buscando, sem que ele precise recorrer exclusivamente ao toque genital.
Esperamos ter ajudado.
Abraços.
Meu filho tem 9 anos N1, ultimamente tem tocado muito no pênis e ficado com ereção, e também começou a tocar nó anus, conversamos com ele e explicamos que não era adequado, até porque ele teria o risco de acabar levando a mão na boca e adquirir bactérias, desde então ele começou a ficar esfregando o anus no braço do sofá e em áreas mais rígidas! Perguntamos pra ele porque faz isso mas ele não sabe explicar! Sondamos pra saber se alguém tinha mexido, e ele disse que não. Estou seriamente preocupada. Poderia me dar alguma orientação?
Olá, Pamela. Como vai? Esperamos que muito bem.
É perfeitamente compreensível a sua preocupação, mas o comportamento do seu filho aos 9 anos, especialmente dentro do espectro autista, costuma ser uma intersecção entre a curiosidade natural da pré-puberdade e a busca por estímulo sensorial. Quando você explicou sobre as bactérias nas mãos, ele aplicou uma lógica muito comum no autismo: ele obedeceu à regra de “não usar as mãos”, mas a necessidade física (seja prazer, alívio ou pressão) continuou lá, o que o levou a buscar superfícies rígidas como o sofá para obter a mesma sensação. Esse “contorno” na regra mostra que ele não está tentando ser desafiador, mas sim tentando satisfazer uma demanda do corpo de uma forma que ele acredita estar “dentro das normas” que você estabeleceu.
O primeiro passo prático é descartar causas físicas imediatas, como a presença de oxiúrus (vermes que causam coceira intensa na região anal, especialmente à noite) ou irritações na pele por excesso de suor ou higiene incompleta. Se a parte médica estiver em dia, o foco deve mudar da proibição para a educação sobre privacidade. Em vez de focar no risco de bactérias — que ele já “resolveu” usando o sofá —, o ideal é ensinar o conceito de “Público vs. Privado”. Explique que tocar as partes íntimas é algo natural e permitido, mas que deve ser feito exclusivamente em locais privados, como no quarto ou no banheiro. Isso valida a sensação dele, mas estabelece o limite social necessário sem gerar vergonha ou repressão, que podem ser prejudiciais ao desenvolvimento emocional.
Esperamos ter ajudado.
Abraços.
Meu filho é autista grau 1, já peguei 2 vezes usando roupas íntimas minha, fica se tocando,ele mesmo não entende pq acontece isso… tô apavorada,ele tem 14 anos…falou mamãe eu não sei pq faço isso… enfim hoje conversei com ele e falei que é normal sair esse líquido das partes íntimas dele, perguntei pq ele coloca minha roupa e ele falou que o líquido das partes íntimas sai mais rápido…ele faz isso vendo vídeo de mulheres dançando… tô muito confusa.
Olá, Carini. Como vai? Esperamos que muito bem.
É perfeitamente compreensível que você esteja apavorada e confusa, mas respire fundo: o que seu filho está vivenciando é o encontro da puberdade com a descoberta sensorial, algo que pode ser muito confuso para um jovem no espectro. Aos 14 anos, os hormônios estão a todo vapor, e a explicação dele sobre “o líquido sair mais rápido” indica que ele encontrou na textura ou na pressão da sua roupa íntima um estímulo sensorial que facilita o prazer ou a regulação de uma tensão que ele ainda não sabe nomear. Para ele, pode não haver uma conotação de “fetiche” ou malícia como entendemos no mundo adulto, mas sim uma busca por uma sensação tátil específica que o cérebro dele registrou como eficaz.
O passo mais importante agora é manter esse canal de diálogo aberto e sem julgamentos, como você já começou a fazer. É essencial explicar a ele, de forma clara e concreta, os conceitos de privacidade e propriedade, ensinando que cada pessoa tem suas próprias roupas e que o prazer deve ser buscado de forma privada e com seus próprios pertences. Introduzir a educação sexual estruturada, talvez com o apoio de um psicólogo especializado em TEA, ajudará ele a entender as mudanças no corpo e a encontrar formas adequadas de lidar com o desejo e a curiosidade sexual, transformando o pavor em orientação segura.
Conte conosco. Se precisar de mais alguma dica é só nos chamar.
Abraços.
Olá. Meu filho não é diagnosticado ainda. Está em processo. A muito,tenho a convicção de que é um criança do espectro autista. Tem 8 anos, conversa bem. Com alguns erros de concordância e tempos verbais, e alguma dificuldade em compreender alguns comportamentos sociais.
Sou diforciado, ele mora com a mãe e o companheiro dela. Ele dorme no quarto dos dois.
Sempre que está comigo(pai) e minha esposa, ele quer estar passando a mão nas parte íntimas dela e até beijar seus seios. Claro, ela não permite, mas não sabe como agir e fica muito preocupada.
Olá, Marcelo. Como vai? Esperamos que muito bem.
É fundamental compreender que comportamentos desse tipo em crianças que podem estar no espectro do autismo geralmente não possuem conotação maliciosa, mas refletem uma falha na percepção de limites sociais ou uma busca intensa por autorregulação sensorial. O fato de a criança ainda dividir o quarto com a mãe e o companheiro pode estar agravando essa confusão sobre privacidade, tornando as fronteiras entre o afeto familiar e o espaço de intimidade dos adultos pouco claras para ele. É um momento que exige paciência, mas também o estabelecimento de regras muito objetivas para proteger a todos.
A melhor estratégia agora é unir limites firmes e neutros com o uso de recursos visuais, como as “Histórias Sociais”, que explicam claramente e sem julgamentos o que é público e o que é privado (como as partes do corpo cobertas pela roupa de banho). É imprescindível levar esse relato detalhado aos profissionais que acompanham o processo de diagnóstico para que eles avaliem a função desse comportamento. Além disso, reorganizar o ambiente para que seu filho tenha seu próprio espaço para dormir é um passo essencial para que ele comece a diferenciar os contextos de carinho e a respeitar o espaço individual.
Esperamos ter ajudado.
Olá, meu filho autista de 6 anos começou a ter reações estranhas do tipo ficar excitado quando abraça o irmão de 2 anos. Eles ficam brincando e do nada ele começa a ficar abraçando o irmão de 2 anos deitando por cima e rindo e fica excitado. Não compreendo o pq desse comportamento, pois ele é autista N2 e tem 6 anos.
Olá, Brenda. Espero que esteja bem.
Entendo o quão confuso e preocupante deve ser presenciar essa reação inesperada no seu filho, especialmente no contexto apresentado. É natural que você se questione sobre a origem desse comportamento.
O que você descreve é um comportamento complexo que pode ter raízes sensoriais ou emocionais, e raramente tem conotação sexual nessa idade. O abraço e o peso do corpo do irmão podem estar fornecendo uma intensa pressão profunda e um estímulo tátil que o corpo dele interpreta como algo prazeroso ou calmante (stimming tátil/proprioceptivo), e a excitação pode ser uma resposta física involuntária a essa sensação intensa. O riso pode ser a manifestação desse prazer sensorial ou uma reação à novidade. É crucial:
1) Focar na Terapia Ocupacional (T.O.): o T.O. pode trabalhar a regulação sensorial dele e oferecer fontes de pressão profunda substitutas e seguras (como coletes de peso ou “abraços de urso” em travesseiros grandes) para suprir essa necessidade;
2) Ensinar Limites Visuais: como ele tem 6 anos, é hora de começar a introduzir regras sociais claras sobre o corpo com apoio visual. Garanto que a busca sensorial é a explicação provável para essa situação.
Espero ter ajudado.
Abraços.
Acompanho um aluno TEA, N3, 7 anos de idade. Constantemente ele se toca, fica se esfregando em coisas, as vezes quer se esfregar nas pessoas e quando falamos que é errado, ele acha ruim, quer de todas as formas continuar com aquela ação, além de se tocar e ter ereção quase que o tempo todo. Eu fico preocupada com a situação pq não acho q seja comum esse tipo de ação para uma criança de 7 anos. Pode ser que eu esteja errada, mas na minha dúvida eu fico me questionando até que ponto é natural ou não. E eu fico preocupada pq ele é não verbal, e não conseguimos conversar com ele pra saber se está acontecendo alguma coisa de diferente, talvez um possível abuso, já que tem quase 2 anos que eu o acompanho na escola e ele não tinha esses comportamentos, mas de uns meses pra cá, ele começou a regredir em algumas coisas q tínhamos conseguido evoluir com ele e essa questão do toque e da ereção se tornou muito comum e constante.
Olá, Ana Livia. Como vai? Esperamos que muito bem.
Entendemos perfeitamente sua profunda preocupação e a angústia em lidar com essa situação complexa, especialmente por ser um aluno TEA Nível 3 e não verbal. Seus questionamentos são muito válidos e demonstram seu cuidado em protegê-lo. É natural que você se preocupe com a possibilidade de algo mais grave, como um abuso, já que houve uma mudança de comportamento e uma regressão em habilidades que ele já havia adquirido.
O comportamento de se tocar e esfregar-se (busca de estímulo tátil e de pressão profunda) e as ereções constantes podem ter múltiplas origens:
1) Sensorial: no Nível 3, a busca sensorial intensa é comum, e o toque genital pode ser uma forma de stimming (autorregulação) ou busca por sensações que o acalmem;
2) Ansiedade/Estresse: a regressão e os novos comportamentos podem indicar um aumento de ansiedade ou uma dor que ele não consegue verbalizar.
3) Alerta: a mudança abrupta, a regressão e o comportamento sexualizado atípico devem ser investigados como um possível indicador de abuso. Você deve formalizar imediatamente essa observação à coordenação da escola e sugerir que a família procure avaliação médica (pediatra/neuropediatra) para descartar causas fisiológicas e, principalmente, procurar o Conselho Tutelar ou um psicólogo infantil especializado em autismo para uma avaliação mais aprofundada da regressão e dos novos comportamentos. Sua preocupação é um sinal de alerta crucial.
Estamos sempre aqui. Conte conosco.
Abraços.
Bom dia
Tenho uma aluna autista com DI de 12 anos, mas com idade mental de 4 anos, numa sala de aula com outras crianças na mesma faixa etária um 5 ano e ela tem se tocado constantemente, porém em sala de aula na escola não temos um lugar para leva-lá para ficar sozinha, sei que é normal, porém tenho outros 29 alunos e isso precisa ser lidado de uma forma bem discreta, vocês podem me ajudar?
Olá, Rejane. Como vai? Esperamos que muito bem.
Primeiramente, agradecemos a sua confiança em nos procurar para essa questão tão delicada. É completamente compreensível a sua preocupação em lidar com a situação de forma respeitosa e discreta, especialmente em um ambiente de sala de aula com outros alunos.
A melhor forma de abordar isso é com empatia e naturalidade. Você pode tentar redirecionar o foco da aluna para outra atividade que ela goste. O uso de apoios visuais, como pranchas com rotinas e opções de atividades, pode ser muito eficaz. Se possível, converse com a família para entender como a situação é manejada em casa, o que pode dar a você mais ferramentas para lidar com o comportamento na escola. O mais importante é que ela se sinta segura e compreendida. Estamos aqui para ajudar no que for preciso.
Abraços.
Olá! Filho autista de 13 anos também. Ele acordou “sujo” duas vezes e acha que fez um xixi diferente. Como explicar adequadamente o que aconteceu? Preciso muito saber como falar
Olá, Loulie. Como vai? Esperamos que muito bem.
Entendemos perfeitamente sua preocupação em abordar esse assunto de uma forma sensível e adequada, é um momento muito importante. A sua busca por uma comunicação clara e acolhedora é o caminho certo e fará toda a diferença para ele. A observação do seu filho sobre ser um “xixi diferente” é muito inteligente e pode ser o ponto de partida ideal para a conversa, validando a percepção dele.
Você pode explicar de maneira direta, calma e concreta, usando uma linguagem literal. Diga algo como: “Filho, o que aconteceu não é xixi, é algo novo que seu corpo de adolescente está produzindo. Chama-se sêmen. É um sinal de que você está crescendo e se tornando um homem, e isso é muito saudável. Às vezes, ele sai sozinho enquanto você dorme, e isso se chama polução noturna. É super normal, acontece com todos os meninos e não é nada que você controla, nem é sujeira”. Manter um tom de naturalidade, focando na ação prática de trocar a roupa, vai ajudá-lo a entender que é apenas mais uma parte do crescimento.
Esperamos ter ajudado.
Abraços.
Meu filho é autista e tem 13 anos sempre observo ele se tocando e já expliquei que não deve fazer em público.
Mas minha preocupação é outra percebo que ele sente atração por crianças pequenas não pode ver um menino pequeno que já quer abraçá-lo, e uma vez notei que ficou excitado ,já conversei mas não adiantou, estou em pânico com essa atitude dele bao sei o wue fazer por favor me ajude
Olá, Sandra. Como vai? Esperamos que muito bem.
Essa é uma situação muito delicada e compreendo perfeitamente o seu pânico e preocupação. É fundamental abordar essa questão com urgência, buscando apoio profissional para proteger todas as crianças envolvidas e ajudar seu filho a entender e gerenciar esses comportamentos.
A primeira e mais importante medida é procurar imediatamente um psicólogo ou psiquiatra com experiência em sexualidade de adolescentes com autismo, ou um terapeuta que trabalhe com Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e tenha conhecimento profundo sobre o tema. Esses profissionais podem avaliar a situação individualizadamente, entender a função do comportamento do seu filho, e desenvolver estratégias específicas para ensiná-lo sobre limites sociais, privacidade e comportamentos apropriados, utilizando métodos que ele possa compreender. Além disso, é crucial implementar supervisão constante e rigorosa sempre que seu filho estiver perto de crianças pequenas, garantindo a segurança de todos.
Esperamos ter ajudado.
Abraço.
Trabalho com transporte escolar e tenho 2 alunos, irmãos com TEA. O mais velho é nível 2 e o mais novo, de 7 anos, é nível 3. Ele não fala e não presta atenção quando falamos com ele. Agora começou a se tocar dentro da van. Tentei conversar, mas não resolve. Ele fica agitado. Conversei com a mãe e ela disse que é normal e ele é acostumado a fazer isso. Mas as outras crianças ficam olhando e questionando. Não sei como agir nesse caso. Não seria o caso de os pais tentarem levar pra escola nessa fase? O que devo fazer, pensando também nos outros alunos que são pequenos ainda? Agradeço se puder me dar uma luz!
Olá, Cláudia. Como vai? Esperamos que muito bem.
Diante do comportamento do aluno e do desconforto dos demais, o ideal seria comunicar novamente à família do aluno, de forma clara e objetiva, sobre o que acontece na van e o impacto nas outras crianças. Sugira que ela busque orientação profissional para lidar com essa situação durante o transporte, reforçando a necessidade de um ambiente seguro e respeitoso para todos os passageiros.
Em último caso, tente transmitir a informação para algum professor ou até mesmo para a diretoria da escola.
Esperamos te ajudado.
Abraço.
Olá, me chamo Luciaba, sou professora e estou iniciando em uma sala d3 AEE, tenho uma aluno de pré de 5 anos, está menina se masturbo o tempo inteiro, recreio, refeitórios a prof de referência não tem feito nada.
Gostaria de saber como ajudar, pois tenho uma turma de 1 ano que as vezes vê o ocorrido.
Olá, professora Luciana. Como vai? Esperamos que muito bem.
Professora, é muito importante mostrar a aluna que existem espaços em que ela pode e que ela não pode fazer as coisas. A ideia é que a criança aprenda sobre comportamentos privados.
Para isso, use histórias narrativas e suportes visuais para lembrá-la em qual ambiente ela está.
Algumas outras dicas que podem ajudá-la:
– Analise os gatilhos: observe quando e onde a masturbação ocorre para tentar identificar possíveis causas ou momentos de maior necessidade de autorregulação;
– Ofereça atividades sensoriais alternativas: Apresente brinquedos ou materiais que possam proporcionar outras formas de estimulação tátil;
– Redirecione o comportamento: ao observar a masturbação, ofereça uma atividade interessante para desviar o foco da aluna;
– Busque orientação da coordenação e/ou psicólogo escolar: eles podem oferecer suporte especializado e estratégias mais específicas para a situação, considerando a idade e o contexto.
Esperamos ter ajudado.
Abraço.
Sou professora de EI e nota que minha aluna Autista fica se esfregando na cadeira de modo que chega até a mudar suas expressões, tento tirar o foco e apresentar atividades no chão, mas ela resiste em aceitar. Isso acontece em diversos momentos do dia. Tenho medo de ser uma criança que possa estar sofrendo abusos. Como agir? E como ter certeza que é normal?
Olá, professora Lorena. Como vai? Esperamos que muito bem.
Professora, é crucial ter sensibilidade na investigação do caso. V
Documente as ocorrências: anote horários, locais e detalhes do comportamento;
Observe outros sinais: esteja atenta a outras mudanças comportamentais, medos ou retraimento incomuns;
Converse com a equipe escolar (coordenador, psicólogo): compartilhe suas preocupações para obter orientação profissional e apoio na observação;
Comunique-se discretamente com os pais/responsáveis: relate suas observações sem acusações, buscando entender se há algo incomum em casa (aqui, é importante notar como a informação é recebida pelos responsáveis da aluna);
Siga o protocolo da escola
Em caso de suspeita de abuso, siga os procedimentos internos para notificação às autoridades competentes, garantindo a segurança da criança.
Esperamos ter ajudado.
Abraço.
Sou professora auxiliar e meu aluno é autista, porém muito carinhoso. Carinhoso aos extremos comigo. E todas as vezes que chega perto de mim está excitado, na maioria das vezes nem toca em mim , apenas me ver, fica excitado. Estou com dificuldades para lidar com a situação. ALGUÉM TEM ALGUMAS DICAS DO QUE FAZER, COMO Fazer??
Olá, professora Izabel. Como vai? Esperamos que muito bem
Professora, é importante abordar a situação com sensibilidade e profissionalismo.
Separamos algumas dicas com ajuda de nossos terapeutas:
– Estabeleça limites claros e gentis: explique de forma simples que o carinho é bem-vindo, mas o toque excessivo não é apropriado no ambiente escolar;
– Use comunicação visual: crie um cartão ou símbolo que represente “espaço pessoal” para lembrá-lo visualmente;
– Redirecione o comportamento: ofereça alternativas de interação, como um aperto de mão rápido ou um aceno com as mãos;
– Identifique os gatilhos: observe quando e onde a excitação ocorre para tentar prevenir as situações;
– Comunique-se com os pais/responsáveis e equipe: compartilhe suas observações e busquem estratégias conjuntas;
– indique ajuda profissional para a família (psicólogos e terapeutas ocupacionais especializados em autismo).
Esperamos ter ajudado.
Abraço.
Hoje passei por uma situaçã, meu filho estuda na APAE , em itauna-MG, e hoje se masturbou na sala, porém para ele era gesto normal, porém foi envergonhado e proibido de ir a escola, poderá ir só quando eu for falar com psicólogo e médico.
Estou muito triste com essa atitude, essa foi primeira vez que teve esse comportamento.
Olá, Ana Paula. Como vai você?
Sentimos muito pelo ocorrido. Recomendamos a comunicação com os profissionais sobre o ocorrido. É Muito importante buscar estratégias para trabalhar em conjunto visando incluir seu filho no ambiente e evitar momentos com maior ansiedade.
Esperamos que tudo fique bem.