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Práticas baseadas em evidências: o que é Momentum Comportamental?

Momentum Comportamental é parte de um conjunto de práticas baseadas em evidências para o desenvolvimento de habilidades da população com TEA, assim como apresentado anteriormente no texto sobre comunicação alternativa

Essa intervenção tem como objetivo aumentar a probabilidade de um comportamento ocorrer e pode ser muito importante para potencializar o ensino de novas respostas importantes para o desenvolvimento de crianças neurotípicas e atípicas.

Neste artigo, explicamos mais sobre a intervenção com uso do momentum comportamental para que profissionais e pessoas cuidadoras possam conhecê-la e entender como funciona sua aplicação em um programa de intervenção para a pessoa autista.

O que são práticas baseadas em evidências?

Práticas baseadas em evidências são intervenções que foram investigadas cientificamente e apresentaram resultados positivos para queixas ou dificuldades de alguma população específica.

Pensando no cenário do TEA, são práticas baseadas em evidências as intervenções que têm estudos suficientes demonstrando eficácia para melhora de algum aspecto do desenvolvimento de indivíduos com autismo. 

Inclusive já apresentamos anteriormente algumas dessas estratégias, no texto Técnicas recomendadas para o autismo.

O que é momentum comportamental?

O termo “momentum comportamental” surge como uma metáfora da segunda lei de Newton e foi criado para se referir a comportamentos resistentes à mudança.

Dessa forma, intervenções que se utilizam dessa prática são utilizadas para aumentar a chance de certos comportamentos ocorrerem

O livro “Behavioral momentum: a scientific metaphor” (Momentum comportamental: uma metáfora científica) escrito por John A. Nevin e publicado em 2015, apresenta uma série de experimentos que sustentam essa teoria, além das implicações dessa estratégia para a prática clínica.

Como qualquer outra técnica de ensino, a aplicação do momentum comportamental deve ser discutida em uma equipe multidisciplinar, interdisciplinar ou transdisciplinar, para garantir que sua utilização é adequada para o ensino do comportamento alvo, para aquela criança, naquele momento.

Momentum comportamental e autismo

Como mencionado anteriormente, utilizamos o momentum comportamental quando queremos aumentar a probabilidade de determinado comportamento ocorrer. 

Em intervenções com crianças dentro e fora do espectro podem haver momentos no qual uma resposta importante para desenvolvimento saudável não esteja conseguindo ser emitida.

É justamente nesse cenário que o momentum comportamental pode ser efetivo, e seu uso segue, em geral, o seguinte procedimento:

  1. Elencar comportamentos que têm alta probabilidade da criança realizar – devem ser aquelas habilidades que a criança realiza sempre que é solicitada;
  2. Apresentar as demandas de alta probabilidade rapidamente (em geral apresenta-se de 3 a 5 demandas) – deve-se solicitar que a criança realize essas habilidades em uma sequência, com intervalos curtos entre elas, e a cada vez que o comportamento pedido for executado é importante que haja o reforçamento dele, como por exemplo, disponibilizando um elogio;
  3. Apresentar a demanda de baixa probabilidade;
  4. Caso a criança realize essa demanda, é importante que o comportamento alvo da intervenção seja reforçado imediatamente.

Uma dica que pode potencializar o uso dessa estratégia é: 

  • Quando você for escolher quais demandas de alta probabilidade irá apresentar para a criança, selecione comportamentos que se relacionam com aquele que você quer que ela passe a emitir (comportamento de baixa probabilidade).

Por exemplo, se o alvo é que a criança imite o movimento de “tchau”, escolha comportamentos motores que ela já realiza ao ser solicitada como as respostas de alta probabilidade.

Momentum comportamental e ABA

Assim como as intervenções baseadas em antecedentes e a comunicação alternativa aumentativa, o momentum comportamental é uma estratégia pautada na ciência do comportamento, portanto pode fazer parte das intervenções em ABA para TEA. 

Já que além de ser recomendada como técnica baseada em evidências para essa população, é condizente teoricamente com a análise do comportamento aplicada.

Se você tem interesse em conhecer mais sobre intervenções em ABA para autismo, acesse nosso blog.