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Disfunção executiva e seu papel no autismo

A função executiva desempenha um papel significativo na vida das crianças com autismo, já que está ligada em todas as ações que avisamos nosso cérebro que vamos realizar, acionando sistemas que permitem planejar os movimentos.

Ela é o conjunto das funções que nos ajudam a tomar decisões, ter noção de timing, flexibilidade para mudanças e autocontrole. Mas, quando existe falha nessa estrutura e dificuldades de planejamento e realização das atividades, temos a disfunção executiva.

Ela tem ligação direta com comportamentos repetitivos, os interesses restritos, a desatenção, a dificuldade com a realização de atos que envolvam uma sequência de mudança, flexibilidade (comportamentos perseverativos) e planejamento que estão presentes em pessoas no espectro.

Neste artigo, vamos falar sobre a disfunção executiva no autismo e, porque ela precisa ser trabalhada com atenção visando o desenvolvimento e qualidade de vida da pessoa com TEA.

Banner sobre a Rede Genial de terapeutas com mulher sorrindo com o rosto pouco inclinado para sua esquerda.

O que é função executiva?

A disfunção executiva é uma característica do Transtorno de Espectro Autista (TEA), que apresenta comprometimento – déficits – em funções executivas, conhecida como as habilidades cognitivas de controle, planejamento e ações.

Ela refere-se às dificuldades ou déficits associados às habilidades de planejamento e controle.  

Essa característica está presente em algumas pessoas com TEA, porém também faz parte do diagnóstico do Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), e atinge crianças, adolescentes e até adultos. 

A disfunção executiva pode prejudicar na fase escolar, principalmente quando a família não se atenta ao diagnóstico, resultando em estereótipos que não contribuem para o desenvolvimento da criança ou do adolescente, taxado como preguiçoso, desatento e bagunceiro.

Disfunção executiva

A disfunção executiva refere-se às dificuldades ou déficits associados às habilidades de planejamento e controle.  

Essa característica está presente em algumas pessoas com TEA, porém também faz parte do diagnóstico do Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), e atinge crianças, adolescentes e até adultos. 

Essa disfunção pode prejudicar na fase escolar, principalmente quando a família não se atenta ao diagnóstico, resultando em estereótipos que não contribuem para o desenvolvimento da criança ou do adolescente, que é taxado como preguiçoso, desatento e bagunceiro.

Sinais e sintomas de disfunção executiva

Para conseguirmos entender melhor a função disfunção executiva, é preciso falar sobre a função executiva. 

As funções executivas são bastante desenvolvidas no ser humano em comparação a outras espécies. 

Trata-se de habilidades de alta complexidade cognitiva e que, quando prejudicadas, podem comprometer importantes processos de adaptação do sujeito ao ambiente.

Ela está relacionada à:

  • Planejamento;
  • Tomada de decisão; 
  • Organização;
  • Controle – direcionado a metas;
  • Atenção. 

Para muitas pessoas, a função executiva é como o centro de comando do cérebro.

O lobo frontal é a área do cérebro que está envolvida nas funções executivas; mais especificamente: o córtex pré-frontal. 

Em geral, desenvolve-se entre a infância e a adolescência, embora possa continuar a melhorar ao longo da vida.

Algumas das habilidades envolvidas na função executiva estão relacionadas a: ficar concentrado e prestar atenção e/ou iniciar e terminar tarefas, podendo também ser:

  • Flexibilidade cognitiva: adaptando nossa resposta a uma nova situação, corrigindo, modificando uma ação em andamento;
  • Monitoramento: supervisionar a própria atividade para poder adaptá-la ou corrigi-la se necessário;
  • Impulsos: controlar os impulsos e emoções;
  • Identificação: dos desejos, intenções e necessidades dos outros;
  • Memória de trabalho: manipulação de informações por um curto período de tempo para realizar uma tarefa.

Sinais e sintomas de disfunção executiva

Quando a função executiva é afetada, algumas das dificuldades que surgem são as seguintes:

    • Problemas para dar continuidade às tarefas – começar alguma coisa e não terminar;
    • Dificuldade de gerenciar a atenção com flexibilidade ou mudar o foco da atenção;
    • Problemas para manter um comportamento por um longo período de tempo;
    • Dificuldade de organizar prioridades e administrar o tempo;
    • Problemas para seguir uma sequência de etapas ou instruções;
    • Dificuldade de antecipar as consequências das ações;
    • Problemas para entender o que os outros pensam, sentem ou como agem.

Autismo e disfunção executiva

Disfunções executivas têm sido descritas com grande frequência em estudos clínicos em casos de lesões cerebrais na infância ou de transtornos do desenvolvimento, como transtorno do espectro do autismo (TEA). 

Em suas expressões comportamentais, os indicadores de impulsividade e disfunção executiva seriam evidenciados nas oscilações de humor e nas explosões emocionais e físicas em situações de frustração. Além dos déficits de comunicação e cognitivos. 

Por conta desses déficits cognitivos, os autistas, muitas vezes, não conseguem executar ações da vida diária, como tomar banho, limpar o quarto, entre outras coisas. 

Para alguns autistas, inclusive, os déficits nas funções executivas chegam a ser mais evidentes do que os problemas de comunicação social. Entretanto, desenvolver as habilidades executivas pode potencializar o desenvolvimento da linguagem e comunicação.

Como ajudar autistas com problemas nas funções executivas

É preciso lembrar que as crianças não nascem com essas habilidades executivas, e sim nascem com o potencial para desenvolvê-las. 

Para garantir que as crianças desenvolvam essas capacidades, é útil entender como a qualidade das interações e experiências que nossas comunidades oferecem para elas também fortalece ou enfraquece essas habilidades em desenvolvimento.

Por isso, a família precisa estar atenta ao desenvolvimento escolar da criança, bem como a saúde física e o bem-estar, principalmente mental, para oferecer oportunidades qualitativas de desenvolvimento. 

Além disso, a avaliação neuropsicológica é importante por ser capaz de elaborar um diagnóstico clínico com base no perfil cognitivo da criança. Esse resultado é obtido por meio de entrevistas, análise e testes psicológicos. Busque um profissional de segurança que entenda as particularidades de sua família.

Utilize visualização em casa 

Para ajudar na disfunção executiva utilize meios visuais para orientação de tarefas. Além de ser uma forma de estimular as funções executivas, ela pode auxiliar como suporte visual. Suportes visuais, como calendários e listas de tarefas, podem ajudar a auxiliar na organização.

Quebre as tarefas em etapa menores

Para a criança, pode ser muito mais funcional entender etapa por etapa da atividade até que ela assimile o caminho inteiro, por isso divida as tarefas em etapas menores e mais gerenciáveis, fornecendo orientação ao longo do caminho. 

Respeite o tempo da criança e ajude sempre que preciso

Evite intervir toda vez que a criança tiver dificuldade. E lembre: fazer as coisas no lugar dela não ajuda a desenvolver as funções executivas. Oriente-a e reforce o bom comportamento com elogios e recompensas para incentivar o autocontrole.

Estabeleça uma rotina 

Além disso, estabelecer rotinas consistentes pode ajudar as crianças a entenderem o que esperar em cada etapa, permitindo previsibilidade e também evitando ansiedades sobre o que vai ou não acontecer.

Procure terapias e intervenções de qualidade 

Procure a orientação de profissionais de saúde especializados em autismo, que podem desenvolver estratégias específicas para melhorar as habilidades de disfunção executiva da criança, potencializando seus aprendizados.

Lembre-se: Estimular as funções executivas no autismo é muito importante para o desenvolvimento. 

Com o tempo, o autista ganha independência e os reflexos disso na autoestima são enormes. 

Além disso, fale sobre as dificuldades causadas pela disfunção executiva com toda a rede de adultos envolvidos, o que inclui professores, cuidadores e familiares. O processo da aprendizagem acontece o tempo todo, em todos os lugares.

Conclusão

A disfunção executiva pode criar dificuldades na capacidade das crianças de planejarem, organizarem e controlarem seus comportamentos. 

Compreender esses desafios é o primeiro passo para ajudar as crianças com autismo a prosperar. Lembre-se de que cada criança é única, e as estratégias de apoio devem ser adaptadas às suas necessidades individuais. 

Com paciência, apoio e recursos adequados, as crianças no espectro podem desenvolver habilidades de disfunção executiva e alcançar seu pleno potencial.

Quer saber mais sobre outras formas de comunicação que contribuem para o desenvolvimento da criança autista? 

Acesse nossa seção de textos para as famílias, e conheça as práticas baseadas em evidências que fazem toda a diferença na vida de cuidadores e crianças autistas:

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