Genial Care

Pesquisar
Dias
Horas
Minutos
Dois meninos impressionados com um laptop. A imagem mostra como a tecnologia no autismo ajuda no desenvolvimento.

Tecnologia no autismo: como ela auxilia no desenvolvimento de pessoas autistas?

A tecnologia no autismo tem se mostrado uma ferramenta eficaz para o desenvolvimento e inclusão de pessoas que estão no espectro. Com o avanço das ferramentas e recursos digitais, é possível melhorar a qualidade de vida dos autistas e garantir estratégias cada vez mais eficientes.

Dessa forma, ficou mais acessível proporcionar experiências educacionais e terapêuticas personalizadas, adaptadas às necessidades e oportunidades de aprendizagem individuais de cada criança.

Neste texto, vamos falar mais sobre como utilizar a tecnologia como aliada na intervenção para o autismo, e como as pessoas cuidadoras podem fazer uso dela no dia a dia para potencializar o aprendizado e o desenvolvimento da criança autista.

Tecnologia e autismo: a importância dos dados nesse cenário

Antes de falarmos das possibilidades tecnológicas, é importante entendermos o cenário atual do autismo. Segundo o CDC (Center of Diseases Control and Prevention – Centro de Controle e Prevenção de Doenças, em tradução livre), 1 em cada 36 pessoas está no espectro autista.

Essa descoberta só foi possível com a união de ciência e tecnologia no autismo, desde o mapeamento dos dados até a divulgação deles, para assim atingir ainda mais pessoas com informações verdadeiras.

Assim, da mesma forma que a tecnologia tem sido revolucionária em diversos setores, ela transforma a saúde das pessoas, inclusive nas intervenções para o autismo.

Por isso, nesse contexto, a tecnologia surge como uma aliada poderosa, proporcionando, não somente recursos inovadores que auxiliam no desenvolvimento e no cotidiano dessas pessoas, mas também, é uma forma de garantir informações verdadeiras e potencializar a conscientização dos dados.

Um dos benefícios da tecnologia é o acesso rápido e fácil à informação. Com um simples clique é possível aprender sobre estratégias de comunicação, ter acesso a conteúdos educativos e compreender melhor as necessidades das pessoas no espectro do autismo.

Usando a tecnologia como um instrumento, conseguimos realizar o estudo “Retratos do Autismo no Brasil em 2023”, da Genial Care & Tismoo.me sobre as pessoas autistas e famílias no Brasil

Realizado entre 01 e 30 de setembro, focamos em colher dados relevantes sobre as pessoas autistas e suas famílias, mapeando desde suas maiores dores e dificuldades, até características individuais.

Vale muito a pena conferir detalhes sobre. Com isso, a divulgação de informações verdadeiras e confiáveis contribui para a conscientização e reduz mitos sobre o TEA, potencializando, principalmente, a inclusão.

Baixe aqui o estudo

Como a tecnologia pode auxiliar o autismo?

Uma das formas mais impactantes onde a tecnologia tem sido usada como aliada, é por meio de aplicativos e programas específicos. Essas ferramentas oferecem atividades interativas que estimulam o raciocínio, a criatividade e a autonomia das crianças autistas.

Elas podem explorar jogos educativos que trabalham habilidades cognitivas, linguísticas e sociais, tudo de forma lúdica e divertida.

Além disso, a tecnologia no autismo permite um acompanhamento mais efetivo e personalizado do progresso das crianças.

Os resultados obtidos podem ser monitorados de forma precisa, o que permite aos pais, educadores e terapeutas avaliar o desenvolvimento e adaptar as atividades conforme necessário.

Essa capacidade de personalização é fundamental, pois cada criança autista possui suas próprias necessidades e desafios!

O que é tecnologia assistiva?

De acordo com a Lei Brasileira de Inclusão (também conhecida como LBI ou Estatuto da Pessoa com Deficiência), de julho de 2015, define a tecnologia assistiva como tudo que ajuda pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida a serem mais independentes e participarem ativamente da vida.

Isso inclui produtos, equipamentos, dispositivos, estratégias e serviços que têm como objetivo melhorar a funcionalidade, ou seja, a capacidade de realizar atividades da vida diária.

O foco dessa aplicação dessas tecnologias é promover a autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social dessas pessoas, garantindo que elas não tenham nenhum tipo de barreira na realização dessas ações rotineiras.

Para muitas pessoas com deficiências motoras, um exemplo prático dessas tecnologias são as OPM — órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção — recursos específicos de tecnologia assistiva, criados para auxiliar a participação e desempenho nas atividades cotidianas.

Tecnologia assistiva no autismo

Garantir o direito à educação inclusiva para pessoas com autismo é uma realidade impulsionada pela Tecnologia Assistiva, que vem se destacando com os avanços nas políticas de inclusão no Brasil.

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (2015), a Lei Berenice Piana (Lei 12.764/2012) de proteção aos autistas, e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional-LDB (1996) têm desempenhado papéis fundamentais nesse cenário.

Com isso, a tecnologia assistiva, focando em recursos de alta tecnologia como computadores, tablets e celulares, tem ganhado destaque nas salas de aula regulares.

O uso desses dispositivos, com aplicativos específicos desenvolvidos para pessoas autistas, promove a inclusão por meio de jogos e brincadeiras lúdicas educativas.

No artigo “Tecnologia assistiva para inclusão de alunos autistas nos anos iniciais” é possível conhecer alguns aplicativos específicos disponíveis no mercado, como: Scala, Livox, ABC Autismo, Software Aproximar e o aplicativo Oto.

O uso dessa tecnologia no autismo não apenas aumenta a interação entre professores e alunos no espectro, mas também estimula o desenvolvimento da comunicação, socialização e comportamento desses estudantes, consolidando-se como uma ferramenta valiosa para a promoção da inclusão educacional.

Os benefícios da tecnologia no autismo

Um dos benefícios da tecnologia no autismo é o acesso facilitado a recursos educacionais e terapêuticos. Por meio da internet, é possível encontrar uma ampla variedade de materiais, estratégias e informações que podem auxiliar no planejamento e na intervenção terapêutica.

Isso significa que pais, educadores e terapeutas têm à sua disposição um vasto leque de opções, podendo escolher as abordagens que melhor atendam às necessidades específicas de cada criança.

No entanto, é importante ressaltar que a tecnologia não deve ser vista como uma substituta para o papel dos pais, educadores e terapeutas. Ela deve ser utilizada de forma complementar e sempre com a orientação de profissionais especializados.

A tecnologia no autismo potencializa as intervenções, oferecendo novas oportunidades de aprendizado e interação, mas o suporte humano e a interação pessoal continuam sendo fundamentais no processo de desenvolvimento das crianças autistas.

A tecnologia e seu papel na comunicação e educação de crianças autistas

Outro ponto é que, para muitas pessoas no espectro, a comunicação pode ser um desafio. No entanto, a tecnologia oferece soluções incríveis nesse aspecto.

Aplicativos de comunicação alternativa, por exemplo, possibilitam a expressão de pensamentos e sentimentos, promovendo a interação com o mundo ao redor.

A tecnologia no autismo também desempenha um papel fundamental na educação e no desenvolvimento das habilidades das pessoas no espectro.

Jogos educativos, aplicativos interativos e programas de realidade virtual têm se mostrado eficazes para estimular o aprendizado, o raciocínio lógico e o desenvolvimento de habilidades sociais.

Com essas ferramentas, é possível personalizar o processo de ensino e adaptá-lo às necessidades individuais.

A Genial Care e o uso da tecnologia para intervenções do autismo

Aqui na Genial Care, unimos a tecnologia às pessoas para transformar o cenário do autismo no Brasil. Por isso, temos:

  • Painel Exclusivo com Registro de Dados: para coleta e acompanhamento mais preciso do progresso da criança nas intervenções, identificando padrões, ajustando estratégias e adaptando as intervenções conforme necessário.
  • Aplicativo para Orientação Parental: para auxiliar no dia a dia e deixar esses cuidadores mais seguros, concentrando conteúdos importantes para aprender sobre autismo na rotina e ajudar a potencializar o desenvolvimento da criança.

A tecnologia está mudando o cenário do autismo em todo o mundo. Ela abre portas, rompe barreiras e proporciona oportunidades incríveis para o desenvolvimento e a inclusão das pessoas no espectro.

Como as famílias podem utilizar a tecnologia como aliada?

As famílias podem utilizar a tecnologia no autismo como aliada no apoio ao desenvolvimento e bem-estar de crianças autistas de várias maneiras.

É importante lembrar que a tecnologia no autismo deve ser usada de forma equilibrada e sempre com a orientação de profissionais especializados, reconhecendo que o apoio humano e as interações pessoais são fundamentais no processo de desenvolvimento das crianças autistas.

Além disso, a tecnologia no autismo é uma ferramenta valiosa para auxiliar no progresso e na inclusão, mas não deve substituir o suporte emocional e educacional fornecido pelas famílias e profissionais.

Aqui estão algumas dicas sobre como fazer isso:

Monitoramentos e horários

  • Horários e rotinas: use aplicativos de planejamento e gerenciamento de tarefas para criar horários e rotinas organizadas, o que pode ser reconfortante para crianças autistas.
  • Monitoramento e registro: utilize aplicativos de registro de comportamento para acompanhar o comportamento da criança e compartilhar informações relevantes com terapeutas e educadores.
  • Comunicação e interação: utilize aplicativos de comunicação alternativa para facilitar a comunicação com a criança, caso seja necessário. A partir disso, é possível promover interações sociais saudáveis usando aplicativos ou jogos que incentivem a colaboração e o compartilhamento.

Aprendizado e inclusão

  • Aprendizado personalizado: busque por aplicativos e jogos educativos que se adaptem às necessidades de aprendizado da criança. Importante – acompanhe o progresso da criança e ajuste as atividades conforme necessário.
  • Pesquisa e educação: pesquise aplicativos (inclusive, aqui em nosso blog já falamos sobre), programas e recursos online específicos para crianças autistas. Eduque-se sobre as diferentes abordagens terapêuticas e estratégias educacionais disponíveis online.
  • Apoio profissional: mantenha uma comunicação aberta com profissionais de saúde, terapeutas e professores, utilizando a tecnologia para agendar consultas online quando necessário.
  • Inclusão e diversão: explore aplicativos e jogos que promovam a inclusão social e o desenvolvimento de habilidades sociais de maneira lúdica e divertida, mas lembre de estabelecer limites e supervisione o uso da tecnologia para garantir que seja equilibrado com outras atividades importantes, como interações familiares e atividades ao ar livre.

Conclusão

A tecnologia no autismo está desempenhando um papel importante na promoção do desenvolvimento e inclusão das crianças no espectro autista. Ela abre portas, supera barreiras e proporciona oportunidades incríveis.

Ao adotarmos abordagens inclusivas e baseadas em evidências, podemos contribuir significativamente para o progresso e a qualidade de vida de pessoas autistas.

Este é um caminho de descobertas contínuas e de construção de um futuro mais acessível e acolhedor para todos.

Lembre-se sempre da importância da orientação profissional e de que a tecnologia é uma ferramenta complementar para melhorar a qualidade de vida das crianças autistas e suas famílias.

Para conhecer mais sobre a Genial Care e entender como ela está mudando o cenário do autismo no Brasil através da tecnologia, é só clicar no botão abaixo:

Conheça a Genial Care

Conheça nosso atendimento para autismo

Esse artigo foi útil para você?

Cássio usa camiseta com número em alusão ao Autismo Câmara aprova projeto que visa contratação de pessoas autistas Marcos Mion visita abrigo que acolhe pessoas autistas no RS Existem alimentos que podem prejudicar a saúde de pessoas autistas? Escala M-CHAT fica de fora da Caderneta da Criança O que são níveis de suporte no autismo? Segunda temporada de Heartbreak High já disponível na Netflix Símbolos do autismo: Veja quais são e seus significados Dia Mundial de Conscientização do Autismo: saiba a importância da data Filha de Demi Moore e Bruce Willis revela diagnóstico de autismo Lei obriga SUS a aplicar Escala M-chat para diagnóstico de autismo Brinquedos para autismo: tudo que você precisa saber! Dia internacional das mulheres: frases e histórias que inspiram Meltdown e Shutdown no autismo: entenda o que significam Veja o desabafo emocionante de Felipe Araújo sobre seu filho autista Estádio do Palmeiras, Allianz Parque, inaugura sala sensorial Peça teatral AZUL: abordagem do TEA de forma lúdica 6 personagens autistas em animações infantis Canabidiol no tratamento de autismo Genial Care recebe R$ 35 milhões para investir em saúde atípica Se o autismo não é uma doença, por que precisa de diagnóstico? Autismo e plano de saúde: 5 direitos que as operadoras devem cobrir Planos de saúde querem mudar o rol na ANS para tratamento de autismo Hipersensibilidade: fogos de artifício e autismo. O que devo saber? Intervenção precoce e TEA: conheça a história de Julie Dutra Cezar Black tem fala capacitista em “A Fazenda” Dia do Fonoaudiólogo: a importância dos profissionais para o autismo Como é o dia de uma terapeuta ocupacional na rede Genial Care? O que é rigidez cognitiva? Lei sugere substituição de sinais sonoros em escolas do Rio de janeiro 5 informações que você precisa saber sobre o CipTea Messi é autista? Veja porque essa fake news repercute até hoje 5 formas Geniais de inclusão para pessoas autistas por pessoas autistas Como usamos a CAA aqui na Genial Care? Emissão de carteira de pessoa autista em 26 postos do Poupamento 3 séries sul-coreanas sobre autismo pra você conhecer! 3 torcidas autistas que promovem inclusão nos estádios de futebol Conheça mais sobre a lei que cria “Centros de referência para autismo” 5 atividades extracurriculares para integração social de crianças no TEA Como a Genial Care realiza a orientação com os pais? 5 Sinais de AUTISMO em bebês Dia das Bruxas | 3 “sustos” que todo cuidador de uma criança com autismo já levou Jacob: adolescente autista, que potencializou a comunicação com a música! Síndrome de asperger e autismo leve são a mesma coisa? Tramontina cria produto inspirado em criança com autismo Como a fonoaudiologia ajuda crianças com seletividade alimentar? Genial Care Academy: conheça o núcleo de capacitação de terapeutas Como é ser um fonoaudiólogo em uma Healthtech Terapeuta Ocupacional no autismo: entenda a importância para o TEA Como é ser Genial: Mariana Tonetto CAA no autismo: veja os benefícios para o desenvolvimento no TEA Cordão de girassol: o que é, para que serve e quem tem direito Como conseguir laudo de autismo? Conheça a rede Genial para autismo e seja um terapeuta de excelência Educação inclusiva: debate sobre acompanhantes terapêuticos para TEA nas escolas Letícia Sabatella revela ter autismo: “foi libertador” Divulgação estudo Genial Care O que é discalculia e qual sua relação com autismo? Rasgar papel tem ligação com o autismo? Quem é Temple Grandin? | Genial Care Irmãos gêmeos tem o mesmo diagnóstico de autismo? Parece autismo, mas não é: transtornos comumente confundidos com TEA Nova lei aprova ozonioterapia em intervenções complementares Dicas de como explicar de forma simples para crianças o que é autismo 5 livros e HQs para autismo para você colocar na lista! Como é para um terapeuta trabalhar em uma healthcare? Lei n°14.626 – Atendimento Prioritário para Pessoas Autistas e Outros Grupos Como fazer um relatório descritivo? 7 mitos e verdades sobre autismo | Genial Care Masking no autismo: veja porque pessoas neurodivergentes fazem Como aproveitar momentos de lazer com sua criança autista? 3 atividades de terapia ocupacional para usar com crianças autistas Apraxia da fala (AFI): o que é e como ela afeta pessoas autistas Por que o autismo é considerado um espectro? Sala multissensorial em aeroportos de SP e RJ 18/06: dia Mundial do orgulho autista – entenda a importância da data Sinais de autismo na adolescência: entenda quais são Diagnóstico tardio da cantora SIA | Genial Care Autismo e futebol: veja como os torcedores TEA são representados MMS: entenda o que é o porquê deve ser evitada Tem um monstro na minha escola: o desserviço na inclusão escolar Autismo e esteriótipos: por que evitar associar famosos e seus filhos Diagnóstico tardio de autismo: como descobrir se você está no espectro? Autismo e TDAH: entenda o que são, suas relações e diferenças Eletroencefalograma e autismo: tudo que você precisa saber Neurodivergente: Saiba o que é e tire suas dúvidas Como ajudar crianças com TEA a treinar habilidades sociais? Prevalência do autismo: CDC divulga novos dados Show do Coldplay: momento inesquecível para um fã no espectro Nova temporada de “As Five” e a personagem Benê Brendan Fraser e seu filho Griffin Neuropediatra especializado em autismo e a primeira consulta Dia da escola: origem e importância da data comemorativa Ecolalia: definição, tipos e estratégias de intervenção Park Eun-Bin: descubra se a famosa atriz é autista Síndrome de Tourette: entenda o que aconteceu com Lewis Capaldi 10 anos da Lei Berenice Piana: veja os avanços que ela proporcionou 7 passos para fazer o relatório descritivo da criança com autismo Diagnóstico tardio de autismo: conheça a caso do cantor Vitor Fadul