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dois irmãos negros aparecem sentados no chão em cima de um tapete. ambos estão com brinquedos coloridos nas mãos

Qual a probabilidade do segundo filho ter autismo?

Será que a chance de ter outro filho no espectro é muito grande? Muitos pais ficam se perguntando qual a probabilidade do segundo filho ter autismo caso eles desejem engravidar novamente, já que essa é uma dúvida muito frequente em famílias que já lidam com o TEA diariamente.

Esse risco de ter um segundo filho com autismo é uma preocupação válida, e pode pesar na decisão dos pais de aumentarem a família. É nesse momento que os fatores de riscos e as causas do autismo surgem como buscas para entender melhor o cenário.

Mesmo essas causas ainda não sendo totalmente identificadas e esclarecidas, muitos estudos e pesquisas apontam que a genética tem um papel fundamental no desenvolvimento do transtorno.

Este texto vai ajudar você a entender melhor sobre o assunto e saber qual a probabilidade do segundo filho ter autismo. Vale a pena ler!

Dúvida dos pais de qual a probabilidade do segundo filho ter autismo é muito grande

São muitos os pais de crianças com autismo que têm dúvidas sobre ter outros filhos, porque eles sempre se perguntam se existe a probabilidade desses outros filhos também terem autismo. Além disso, outras dúvidas como: existe diferença se for menino ou menina? Também surgem nesse momento.

Primeiro precisamos entender que, não é possível afirmar, em um caso específico ou dentro de determinada família, qual a probabilidade do segundo ter autismo, pois mesmo que as pessoas com autismo apresentam o mesmo quadro clínico, com prejuízo na comunicação social, comportamento estereotipado e repetitivo, isso pode ser causado por motivos diferentes.

Então, cada caso pode ter uma maior ênfase nos fatores de risco do autismo, fazendo com que tudo isso varie. Dessa forma, o que temos são estudos e pesquisas que apontam uma média para essa probabilidade de irmãos terem TEA.

Assim, um dos maiores estudos recentes sobre a quase do autismo, mostra que quase o transtorno é quase totalmente genético, sendo 81% hereditário, ou seja, herdado dos pais ou mais.

Estamos falando da pesquisa publicada pelo JAMA Psychiatry em 2019, que teve mais de 2 milhões de indivíduos, de 5 países diferentes. Ao longo de 1998 a 2007, foram avaliados registros nacionais de saúde da Dinamarca, Suécia, Finlândia e Austrália, além de bebês nascidos em Israel entre 2000 a 2011.

Os dados confirmam que risco de autismo é 97% de causa genética. Além disso, o trabalho científico sugere que 18% a 20% dos casos têm causa genética somática, que não é herdada da família.

Banner sobre a Rede Genial de terapeutas com mulher acompanhando uma criança em suas brincadeiras.

Irmãos autistas: é possível?

O risco da recorrência do TEA entre irmãos mais novos é alto. Isso foi comprado pelo estudo do MIND Institute, do Departamento de Psiquiatria e Ciências Comportamentais da Universidade da Califórnia, em Davis (UC Davis).

Essa pesquisa apontou que irmãos mais novos de crianças já diagnosticadas com autismo são cerca de 7 vezes mais alto. Os resultados foram feitos a partir de uma amostra de 664 crianças, de 12 estados americanos e canadenses, avaliadas entre 6 a 36 meses de idade.

Apoiado pela Autism Speaks, essa pesquisa mostrou que o risco de uma mesma família ter um segundo filho autista é de 20%, sendo:

  • 26% se for menino;
  • 11% se for menina;
  • 32% para bebês com mais de um irmão mais velho no espectro.

Esse é o maior estudo de investigação prospectiva de recorrência do Transtorno do Espectro Autista entre irmãos até o momento. Além de ter importante consequência no aconselhamento genético para pais, ele também ajuda no encaminhamento de intervenção precoce para irmãos bebês de crianças no espectro, caso existam preocupações sobre o desenvolvimento.

Diante disso, pesquisadores da Universidade de Harvard, decidiram unir os dados dessa pesquisa com as informações sobre a incidência de autismo por gênero, já que existem muitas dúvidas sobre autismo em meninas e a diferença de diagnóstico entre os gêneros.

As conclusões foram as seguintes:

  • Se o primogênito for menina e o segundo filho for menino, as chances são de 16,7%;
  • Quando os dois forem meninos, as chances são de 12,9%;
  • Caso o primogênito for menino e o segundo filho for menina, as chances são de 4,2%;
  • Se as duas crianças forem meninas, as chances são de 7,6%.

Os irmãos são sempre agentes de transformação na vida uns dos outros, e peças fundamentais para o desenvolvimento e qualidade de vida. Além disso, essa relação é repleta de oportunidades de aprendizado para ambos os lados.

Aqui no blog já temos um conteúdo sobre os irmãos de pessoas com TEA e o desafio para famílias com filhos típicos e atípicos, com relatos e experiências de duas irmãs de autistas sobre esse dia a dia. Clique no botão para ler:

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