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M-CHAT: conheça a escala de rastreio para risco de autismo de bebês

Você já ouviu falar na M-CHAT? A escala, cuja sigla vem do inglês Modified Checklist for Autism in Toddlers (Lista de verificação modificada para autismo em bebês, em tradução) tem como principal objetivo identificar possíveis sinais de autismo em crianças que têm entre 16 e 30 meses de idade.

Considerada uma das ferramentas mais utilizadas para detectar o autismo em bebês e validada cientificamente, a M-CHAT é composta por 23 perguntas de “sim” ou “não” que abrangem aspectos do desenvolvimento infantil típico, como socialização, comunicação e comportamento.

Por ser fácil de aplicar, essa escala pode ser realizada tanto por profissionais da medicina quanto por famílias e pessoas cuidadoras. No entanto, ela não serve como um diagnóstico para o autismo, apenas como um passo no processo de definir o diagnóstico da criança.
Neste artigo, te explicamos melhor sobre a M-CHAT e como você pode aplicá-la para identificar se existe risco de autismo na sua criança e buscar ajuda profissional.

Como a M-CHAT foi desenvolvida?

A M-CHAT foi desenvolvida por Diana Robins, Deborah Fein e Marianne Barton em 1999, tendo como base uma versão anterior, conhecida como Checklist for Autism in Toddlers (CHAT), que havia sido desenvolvida por Simon Baron-Cohen e seus colaboradores.

Desde sua criação, a escala foi modificada algumas vezes ao longo dos anos, para garantir sua precisão e fácil aplicação. Além disso, a M-CHAT já foi tema de diversos estudos e revisões que a consideram uma ferramenta confiável e precisa para ajudar a identificar sinais comuns de autismo em crianças.

Resumidamente, a escala passou por várias evoluções desde sua versão original, apresentada na década de 1990. E é hoje um passo importante para ajudar a identificar o risco de autismo em crianças que têm entre 16 e 30 meses.

Apesar disso, é importante destacar que ela é apenas um dos passos no processo de avaliação para o autismo, e é importante que a criança seja avaliada por profissionais capacitados, como psiquiatras ou psicólogos clínicos.

Como a M-CHAT funciona?

A M-CHAT é composta por 23 perguntas que abrangem comportamentos típicos e atípicos, os relacionando ao autismo, como interação social, comunicação, comportamentos repetitivos e interesses restritos. Ela pode ser aplicada tanto pela família quanto por profissionais da saúde, a fim de identificar risco de autismo na criança.

Dentre as perguntas do questionário, 14 foram desenvolvidas tendo como base sinais comuns no autismo, como dificuldade em interagir socialmente, dificuldade em brincadeiras de “imaginação”, brincar de forma diferente com brinquedos etc.

Quando a criança tem uma pontuação 2 ou 3 em perguntas que são baseadas em sinais comuns de autismo, existe um risco para TEA que deve ser identificado.

Assim, os resultados possíveis da aplicação da M-CHAT são:

  • Baixo risco – pontuação de 0 a 2: existem poucas chances da criança estar no Transtorno do Espectro Autista. Atenção: caso a criança tenha menos de 2 anos, é necessário que o teste seja repetido.
  • Risco moderado – pontuação de 3 a 7: neste caso, é importante que a história da criança seja muito bem coletada, por isso é preciso o acompanhamento de profissionais que vão entrevistar a família e entender mais sobre o desenvolvimento da criança e como esses sinais surgiram.
  • Risco alto – pontuação de 8 a 20: essa pontuação indica que a criança tem altas chances de estar dentro do espectro do autismo, por isso, é importante marcar uma consulta com especialistas das áreas de neuropediatria ou psiquiatria infantil. Somente assim será confirmado ou descartado o diagnóstico de autismo, assim como início das intervenções específicas.

Mas, mesmo que o resultado do teste indique baixo risco e a família continuar a suspeitar, é importante buscar ajuda especializada. Afinal, cada pessoa com autismo é única e os sinais se manifestam de formas diferentes.

Por que identificar sinais de atraso no desenvolvimento de forma precoce?

Outro ponto importante da realização da M-CHAT e busca por ajuda profissional é a identificação de atrasos no desenvolvimento e início da intervenção precoce.

Vale dizer aqui que o diagnóstico de autismo em si pode demorar a acontecer de forma oficial, mas o início das intervenções pode – e deve – começar o quanto antes. Isso porque estudos já realizados demonstram que iniciar as estimulações para o desenvolvimento da criança têm um papel fundamental na forma como vão se desenvolver.

Isso acontece, em grande parte, por causa da neuroplasticidade, ou seja, a capacidade que o cérebro tem de se adaptar ou mudar por meio de alterações fisiológicas resultantes das interações com os ambientes. Ela é um mecanismo de aprendizagem incrível que é ainda maior em crianças de até 3 anos.

Quero aplicar a M-CHAT na minha criança

Se você chegou até aqui, provavelmente tem interesse em aplicar a M-CHAT para entender se sua criança tem risco de estar no espectro do autismo. Para preencher o teste, clique no banner abaixo:

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