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Um menino sentado em frente a uma mesa branca aparece segurando os joelhos e cobrindo o rosto como se estivesse chorando. Isso é considerado um tipo de comportamento disruptivo.

Como o bloqueio de respostas e o redirecionamento podem ajudar no comportamento disruptivo

Comportamento disruptivo é algo bem como de pessoas no Transtorno do Espectro Autista que frequentemente apresentam dificuldades em lidar com frustrações vindas de possíveis inflexibilidades cognitivas, interesses restritos, déficits na linguagem e dificuldade em regular os próprios sentimentos.

Isso acontece, pois existem dificuldades na comunicação de estados emocionais, necessidades e autorregulação de acordo com determinadas situações, seja por falta de habilidades ou repertório pouco desenvolvido.

Esses comportamentos disruptivos, que podem ser choros, gritos excessivos, birras, costumam ser uma queixa frequente de pais, pessoas cuidadoras e até mesmo educadores durante atividades da vida diária, fazendo com que as situações sejam mais difíceis de lidar.

Nesse momento, a orientação parental é algo fundamental, já que os terapeutas conseguem fornecer estratégias e ações que podem ajudar no dia a dia da família, como o bloqueio de respostas e o redirecionamento.

Por isso, neste texto, você vai entender melhor o que é o comportamento disruptivo e como ele pode ser trabalhado na rotina da criança. Confira!

O que é comportamento disruptivo?

Um comportamento disruptivo é um padrão persistente de uma conduta negativa, desafiadora ou até mesmo hostil em algumas situações. Essas mudanças comportamentais são sempre dirigidas às figuras de autoridade daquele momento, podendo ser pais, pessoas cuidadoras, professoras ou pessoas mais velhas.

Esses comportamentos estão sob o controle de frustrações que podem ser lidas como respostas indesejadas emitidas quando uma criança:

  • Quer chamar atenção de outra pessoa;
  • Precisa fugir de alguma demanda que está sendo pedida;
  • Busca o acesso a um reforçador;
  • Tem dificuldade em se auto regular com sobrecargas sensoriais.

Geralmente esses comportamentos disruptivos podem ser descritos como:

  • Gritos;
  • Choros;
  • Se jogar no chão;
  • Arremessar ou quebrar objetos;
  • Agressividade;
  • Comportamentos autolesivos.

Precisamos lembrar que o comportamento é algo que se aprende, e por isso pode ser modificado durante a vida. Quando essas ações disruptivas são emitidas e reforçadas, dando para a criança o que ela quer nesse momento, existe grande probabilidade de que situações semelhantes aconteçam mais vezes. Isso porque, quando reforçamos um comportamento em nosso cérebro, ele “seleciona” isso como algo “útil”.

Assim, quando pais ou pessoas cuidadoras percebem um comportamento disruptivo em diferentes momentos, mas não têm ainda as ferramentas ou estratégias corretas para lidar com isso, eles podem acontecer novamente em mais vezes e com maior intensidade.

O que é bloqueio de respostas e redirecionamento?

O bloqueio de respostas e redirecionamento (também chamado de Interrupção da resposta/redirecionamento — RIR) é uma das práticas baseadas em evidências usadas por terapeutas ABA durante as intervenções de crianças no espectro. Assim como outras PBEs recomendadas para o autismo, existe um nível aceitável de pesquisa que mostra que a prática produz resultados positivos no desenvolvimento de habilidades de pessoas com TEA.

O RIR é a introdução de um comentário ou outras distrações quando um comportamento de interferência está acontecendo. Essa estratégia é usada para mudar o foco de atenção da criança, resultando na redução, ao longo do tempo, desse comportamento indesejado ou desafiador.

Dessa forma, fica mais fácil entendermos como que o bloqueio de respostas e o redirecionamento pode ajudar na redução de um determinado comportamento disruptivo. Pois assim, conseguimos direcionar essa resposta à frustração, fazendo com que a criança mude sua atenção nesse momento.

Como diminuir o comportamento disruptivo?

Aqui, separamos algumas dicas que podem ajudar a diminuir o comportamento disruptivo:

  • O primeiro passo é sempre entender e analisar qual o contexto que envolve aquela situação de frustração, para então saber o que não reforçar. Aqui os profissionais que fazem parte da equipe da criança podem ajudar com orientações específicas;
  • Dar previsibilidade sobre possíveis situações também pode ajudar a criança a entender antecipadamente. Tente explicar e conversar quantas vezes for necessário o que você espera e como ambas as partes podem cumprir os combinados;
  • Procure identificar qual a função do comportamento: é para chamar a atenção? É para fugir de algo que ela não gosta? Ou talvez, ter acesso a algo que ela quer muito? Entendendo essa função é possível prevenir a ocorrência desse comportamento, redirecionando a resposta para outro alvo;
  • Sabemos que isso pode ser um pouco mais difícil, mas durante essas situações, procure manter a calma, respirar profundamente e esperar um momento para que esse comportamento diminua de intensidade. Aqui, você pode ajudar a criança a pedir o que ela deseja de uma nova forma, seja com uma prancha de comunicação, suportes visuais ou dando comandos orais;
  • Sempre estimule a comunicação com a criança autista. Mesmo que ela não seja verbal ou precise de algum apoio alternativo. Em momentos de frustração é ainda mais comum que exista a dificuldade de se comunicar. Por isso, esteja disponível para contribuir com a expressão de vontades e necessidades da forma que for possível.

Lembre-se que a frustração é parte importante para o desenvolvimento de qualquer criança, que gradualmente, aprenderá a lidar com situações desafiadoras e aumentar sua capacidade de adaptação a mudanças.

Apesar do RIR ser uma das estratégias que podem ser usadas nesse momento, é importante lembrarmos que não existe nenhuma fórmula pronto para isso. O que existe são avaliações terapêuticas para entender o repertório comportamental da criança, quais ferramentas usar e qual a melhor maneira de desenvolver essas habilidades.

Por isso, é muito fundamental que a família converse com uma equipe multidisciplinar e consiga acompanhar os resultados constantes das intervenções. Somente esses profissionais conseguiram entender o que pode diminuir a frequência e intensidade desses comportamentos, de acordo com a individualidade de cada criança.

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