Terapia ocupacional terapia ocupacional: imagem tem fundo roxo e a foto de uma mulher segurando uma criança que está em um brinquedo azul

Terapia ocupacional e autismo: como essa especialidade pode ajudar pessoas com TEA?

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Gabriela Bandeira

22 de junho de 2022

A terapia ocupacional é uma das intervenções mais conhecidas para o autismo. Normalmente indicada por profissionais que fazem o diagnóstico junto à Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e fonoaudiologia, ela pode ajudar a criança em várias áreas de desenvolvimento. 

Focando nas singularidades de cada criança e entendendo seu desenvolvimento físico, emocional, sensorial e cognitivo, a terapia ocupacional ajuda em diversos momentos importantes para a criança, seja ela atípica ou neurotípica. Neste artigo, explicamos mais sobre a T.O. no autismo. 

Introdução à T.O.

A terapia ocupacional tem o objetivo de promover, manter e desenvolver habilidades necessárias para que as crianças consigam se adaptar de forma funcional ao dia a dia e diferentes ambientes, como na escola, por exemplo Além disso, profissionais de terapia ocupacional podem ajudar a criança a desenvolver: 

  • Autonomia;
  • Autoestima;
  • Autoconfiança;
  • Autorregulação;
  • Interação social. 

Assim, profissionais desta área podem ser responsáveis tanto por ajudar em atividades do dia a dia quanto na parte sensorial da criança. Isso é, avaliar os déficits de processamento sensorial para identificar barreiras na aprendizagem

Terapia ocupacional no autismo 

Quando ouvimos falar nessa especialidade para o autismo, é muito comum pensar nas terapias de integração sensorial. No entanto, existem muitas outras demandas que podem ser de responsabilidade da equipe de T.O. que atende a criança. 

Uma das principais delas são as atividades da vida diária (AVDs). Dentro disso, algumas das principais atividades que a T.O. se encarrega de ensinar a criança são: 

  • Ir ao banheiro;
  • Arrumar o cabelo;
  • Colocar os sapatos;
  • Escovar os dentes. 

Além disso, também é possível trabalhar no desenvolvimento da coordenação motora em atividades como:

  • Subir e descer escadas com equilíbrio;
  • Pular com os dois pés;
  • Jogar e segurar a bola com as duas mãos;
  • Segurar o lápis com a mão para escrever. 

Vale reforçar que essas atividades podem ajudar crianças com qualquer nível de necessidade de suporte no autismo. Assim, mesmo aquelas com “autismo severo” podem ser beneficiadas com o aprendizado de atividades básicas, para conquistar maior autonomia. 

Para atuar com terapia ocupacional no autismo, é necessário que profissionais sejam formados e capacitados na área, além de ter experiência com crianças no espectro. Para conhecer mais a terapia ocupacional e outras intervenções para o autismo, leia nosso blog

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Qual é a sua relação com a criança autista?*