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Adultos sentados conversando.

Autistas e neurotípicos: como melhorar a comunicação?

A comunicação entre neurotípicos e atípicos pode ser prejudicada devido a dificuldades de compreensão e ruídos de ambas as partes. No entanto, essa interação é necessária e pode ocorrer sem nenhum problema.

Existem atitudes e ações de pessoas neurotípicas que podem incomodar quem está no espectro e vice-versa. Neste artigo explicamos mais sobre o assunto e trazemos algumas orientações para que esse contato seja mais efetivo entre eles.

O que são pessoas neurotípicas e neurodivergentes?

Pessoas neurotípicas são chamadas assim porque entende-se que elas não têm nenhum transtorno do desenvolvimento diagnosticado. Ou seja, não tiveram nenhum prejuízo durante o desenvolvimento em algumas áreas como: linguagem, marcha, aspectos sensoriais, cognitivos, dentre outras

Em seu sentido literal, a palavra “neurotípico” significa “neurologicamente típico”. Isto é, sem prejuízos neurológicos. Diferente do que acontece com pessoas autistas, que podem apresentar dificuldades na interação e comunicação social, além de ter padrões de comportamentos restritos e repetitivos.

As pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem também ser chamadas de neurodivergentes. A palavra é derivada do termo “neurodiversidade”, e movimentos ligados a esse conceito têm como principal objetivo reconhecer e respeitar as diferenças neurológicas que fazem parte da vida de muitas pessoas.

Além de autistas, pessoas com dispraxia, dislexia, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), síndrome de Tourette, entre outras, também podem ser consideradas pessoas neurodivergentes.

Quais as dificuldades que autistas podem ter em se comunicar com neurotípicos?

Como as dificuldades de interação e comunicação social são algumas das principais características em pessoas com autismo, o ato de conversar e se comunicar com elas pode ser prejudicado por algumas dificuldades. Veja as mais comuns:

  • Dificuldade da pessoa autista em olhar nos olhos;
  • Dificuldade em entender figuras de linguagem, como as metáforas;
  • Medo de ofender a pessoa neurotípica com alguma fala;
  • Dificuldade em falar de temas que não são de seu interesse;
  • Medo de falar por muito tempo sobre os assuntos que são seu hiperfoco;
  • Entre outros.

Vale ressaltar que nem todas as pessoas autistas sentem essas dificuldades. Algumas podem apresentar outras questões diferentes que atrapalham a sua comunicação. Além disso, as pessoas neurotípicas também têm dificuldades em conversar com pessoas no espectro. Veremos isso a seguir.

Quais são as dificuldades de neurotípicos em se comunicar com autistas?

Pessoas neurotípicas muitas vezes podem se sentir desconfortáveis e com dificuldade em ter que conversar com pessoas autistas. Algumas das dificuldades mais relatadas são:

  • Não saber o que fazer e como agir;
  • Medo em magoar ou fazer algo que a pessoa autista repudia.

Muitas dessas coisas acontecem porque neurotípicos tendem a associar a pessoa autista a estereótipos  já vistos na TV e no cinema, por exemplo.

Quando isso acontece, é possível que ela inicie o contato com a percepção de que a pessoa autista é exatamente igual ao personagem de Rain Man ou o Sam, da série Atypical, por exemplo.

Isso faz com que ela tenha alguns pré-conceitos formados sobre aquela pessoa antes mesmo de a conhecer, e acabe evitando o contato ou tendo uma comunicação superficial, baseada naquela percepção que pode estar equivocada.

A boa notícia é que existem algumas orientações que podem ajudar pessoas neurotípicas a conversar com pessoas autistas. Falaremos delas a seguir.

Como melhorar a comunicação entre autistas e neurotípicos?

Cada pessoa é única, e isso se aplica às pessoas neurotípicas e também às neurodivergentes. Então, não existem regras definidas para a comunicação. Ao contrário disso, o que existem são orientações que podem ajudar durante conversas.

Quando falamos na comunicação entre pessoas autistas e neurotípicas, algumas coisas que podem ajudar são:

  • Cumprimente da forma como a pessoa se sente confortável: não faz mal perguntar se pode abraçá-la ou dar um beijo no rosto, por exemplo. Muitas pessoas com TEA têm hipersensibilidade, e o contato físico pode ser um problema para elas;
  • Pergunte o que não souber: você está tentando aprender, e isso é algo excelente. Por isso, abra o jogo, diga que você não conhece muito sobre o autismo e quer ajuda dela para saber se algo que você faz a incomoda;
  • Evite as figuras de linguagem e frases abstratas: pessoas com autismo podem ter dificuldade em entender esse tipo de linguagem.Por exemplo: se uma grande chuva está a caminho, diga “uma tempestade está por vir” ao invés de “vai chover canivete”, porque ela pode realmente imaginar canivetes caindo do céu;
  • Dê previsibilidade: as mudanças repentinas ou planos sem aviso prévio também podem atrapalhar a rotina e saúde emocional da pessoa autista, então procure informá-la sempre que souber que algo vai acontecer;
  • Evite ambientes com muitos estímulos: a hipersensibilidade também pode fazer com que pessoas autistas não consigam interagir. Então pergunte onde ela prefere ir e evite locais com muitos estímulos visuais, sonoros ou visuais, como o shopping, por exemplo;
  • Não infantilize a pessoa: se você está lidando com uma pessoa adulta, deve compreender que ela entende e quer ser tratada da mesma forma que você. A infantilização da pessoa com deficiência é considerada uma forma de capacitismo.

O ponto principal é que você conheça a pessoa e a trate com respeito e igualdade. Assim, a comunicação entre pessoas autistas e neurotípicas será mais efetiva.

Outro ponto importante é que pessoas neurotípicas podem conhecer mais sobre o autismo, o que vai evitar que sejam preconceituosas e discriminem a pessoa no espectro durante o contato. Veja no nosso blog mais conteúdos que podem te ajudar a entender mais sobre o TEA.

Conheça nosso atendimento para autismo

2 respostas para “Autistas e neurotípicos: como melhorar a comunicação?”

  1. Olá, desconfio que meu filho de 20 anos tem TEA,e essa desconfiança hoje me fez procurar saber mais sobre o assunto, e tudo que venho lendo e conhecendo só me confirma. Sofri muito com ele quando adolescente, não queria sair do quarto, não gosta muito de se relacionar com pessoas, muito desligado da limpeza física e no seu entorno, a ponto de esquecer de escovar os dentes. Hoje ele está iniciando uma vida a dois e vem sofrendo muito com isso, a ponto de me acusar de não dar espaço a ele e não deixar ele viver a vida dele. E era justamente o que eu tinha como preocupação na adolescência dele que esse fato viesse a atrapalhar a vida dele, como desculpa ele joga esse problema para mim. Como devo agir?!

    • Olá, Carla. Como vai? Esperamos que muito bem.

      É fundamental buscar uma avaliação profissional com um neuropsicólogo ou psiquiatra especializado em TEA para confirmar o diagnóstico e entender as necessidades específicas do seu filho. Incentive-o a participar do processo, explicando que o objetivo é buscar apoio e compreensão.

      Incentive seu filho a buscar apoio para desenvolver habilidades sociais, de comunicação e de autonomia. Estabeleça limites saudáveis na relação familiar, respeitando a individualidade e a autonomia dele. Busque apoio em associações de pais e adultos com TEA, e incentive seu filho a participar de terapia individual ou em grupo.

      Demonstre empatia e respeito pela individualidade do seu filho, evitando julgamentos e cobranças excessivas.

      Esperamos ter ajudado.

      Abraço.

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