Maria Cecília – Um novo mundo (parte 4)
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Esse é o último de uma série de 4 textos sobre a história da Maria Cecília, escrita pela Gabriela, editora do site Olhares do Autismo.

Veja o primeiro texto da série aqui, e nesse link o post anterior sobre a rede de apoio construída pelos pais de Cissa.

Um novo mundo

“Naquela época, eu não sabia o presente que eu estava recebendo, e que viriam mais presentes com ele”, é assim que Tonnia define o autismo hoje. Mesmo com os sacrifícios e adaptações que a família foi obrigada a fazer devido ao diagnóstico de Cissa e Duda, ela afirma que compreender melhor o espectro e estar envolvida na causa trouxe uma série de aprendizados. 

Além de precisar estudar mais sobre o tema para entender as necessidades das próprias filhas, ela e o marido passaram a se envolver e auxiliar outras famílias que não têm tanta condição financeira ou conhecimento para lidar com as complexidades do TEA. “50% do tratamento é baseado nas intervenções, mas o restante é da família”, ressalta. 

Durante esse percurso, a família teve chances de conhecer melhor a respeito de um assunto que lá no início era tão desconhecido e distante: o autismo. Mesmo que ainda hoje seja difícil explicar para quem não tem contato com pessoas no espectro ou está acostumado a ver autistas somente nas telas da TV e do cinema, ela garante que entrar para esse ‘novo mundo’ abriu portas para a compreensão, empatia e, principalmente, para ensinar valores.

“Eu não seria quem eu sou hoje se não fosse pelas minhas filhas, principalmente pela Maria Cecília e pela Maria Beatriz. Elas me ensinam, todos os dias, que humanidade não é uma coisa planejada, é uma coisa que vamos aprendendo, e que amor também não é uma coisa que já vem pronta, mas que se constrói”, diz Tonnia.

Acesse o primeiro texto da série sobre a história da Maria Cecília aqui, o segundo nesse link e texto anterior a esse por aqui.


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