10 grandes mitos sobre o autismo
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Ainda hoje existem muitos paradigmas sobre a pessoa com autismo (Transtorno do Espectro do Autismo). Como por exemplo, se vacinas causam o autismo, que pessoas autistas são super dotados ou que não podem aprender. Por isso, separamos os 10 maiores mitos que qualquer pessoa próxima ao autismo precisa saber:

Alguma vacina é causadora do autismo em crianças. Essa informação é completamente falsa. Não existe nenhuma comprovação científica que ligue o transtorno autista com vacinas utilizadas para imunização de crianças.

A falta de carinho e amor dos pais causa o autismo. Não existe evidências que a falta de afeto resulte no autismo. Vale salientar que os pais não têm culpa nenhuma sobre o autismo em seus filhos.

Traumas psicológicos causam autismo. O autismo é resultado da uma interação entre ambiente e genética, estabelecido antes do nascimento. Dessa forma, traumas na infância não podem causar o desenvolvimento do autismo.

Deve-se permitir que crianças com sinais precoces de autismo cresçam sem intervenção até que o diagnóstico seja concluído. Sabemos que a intervenção precoce nos primeiros anos de vida tem impacto significativo sobre o funcionamento e desenvolvimento das crianças, sendo ela autista ou não.

Autistas vivem em seu próprio mundo. Apesar do transtorno desenvolver dificuldades na socialização, é perfeitamente possível que o autista viva com interação social. Existem graus específicos de autismo, e todos exigem tratamento.

Eles são incapazes de amar e ter empatia. Embora uma das características mais marcantes do autismo seja a dificuldade na interação social, muitas pessoas diagnosticadas com TEA desenvolvem relações e preocupação com os sentimento dos outros. É muito comum que a pessoa sinta e experimente emoções, porém, apresente dificuldade de nomear, expressar e demonstrá-las.

Autistas não se desenvolvem intelectualmente, ou seja, não aprendem. O autista possui formas diferentes de aprendizado, todos são capazes de aprender e se desenvolver dentro do seu contexto apropriado. Encontramos grandes profissionais autistas no mundo desempenhando trabalhos fantásticos, como, por exemplo, a ativista e escritora Temple Grandin.

Não existe tratamento adequado para o TEA. Existem métodos de intervenção realizados por uma equipe multiprofissional sendo: psicólogos, fonoaudiólogos, médicos e terapeutas ocupacionais.  A utilização de medicamentos só é prescrita quando existe alguma comorbidade, ou seja, algum outro transtorno associado, e/ou  sintomas mais graves que tragam prejuízos a pessoa.

Autista tem que estudar e trabalhar em locais especializados. Autistas podem frequentar espaços regulares. Por exemplo, jovens são capacitados a cursar universidades e adultos a trabalhar no mercado comum. É possível, no entanto, que uma pessoa diagnosticada com autismo seja incluída em cotas nas universidades, ou trabalhe via PCD (pessoas com deficiência) nas empresas.

Autistas são super dotados. Pessoas com síndrome de Asperger muitas vezes apresentam interesses específicos ou memória visual e factual acima da média, o que contribui para a impressão de super inteligência. Porém, suas capacidades podem ser muito variadas e não são considerados como super dotados.

A Genial Care reforça: conhecer a fundo uma pessoa diagnosticada com autismo pode trazer um aprendizado especial em nossas vidas. Pessoas autistas precisam e merecem ser acolhidas, cuidadas e estimuladas. Compartilhe essas informações para desconstruirmos esses e tabus do autismo!

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Conheça a voz de Kmylla

Kmylla só recebeu o diagnóstico de autismo aos 27 anos. Agora, compartilha com outras pessoas seu modo diferente de pensar e agir, além de conscientizar sobre o tema.